thumb|direita|300px|Protesto ocorrendo em Punta Arenas, onde ocorreu a invasão da paróquia Santa Teresa dos Andes, a qual é visível na foto. thumb|direita|300px|Pichação que diz Todo es culpa de la PUC ) – referindo-se à Pontifícia Universidade Católica do Chile. Esta é uma lista de ataques a igrejas ocorridos no ano de 2021. Um relatório da Organização Portas Abertas, relativo ao ano de 2020, afirma que 340 milhões de cristãos de todas as denominações eram perseguidos no mundo todo naquele ano, e que a pandemia de COVID-19 acentuou essa situação em diversos países, já que no ano de 2019, os cristãos que sofriam algum tipo de perseguição eram 260 milhões. Os relatórios publicados pela organização incluem desde a que "discreta opressão diária" à "violência mais extrema". As causas desta perseguição extrema ou muito forte em regiões onde essa é uma realidade frequente, como a África Subsaariana, no Sul da Ásia e no Oriente Médio, normalmente estão ligadas ao nacionalismo religioso, principalmente na Ásia, e ao "extremismo islâmico, que está se espalhando" na África. Se levados em conta todos os tipos de perseguição, a Coreia do Norte, onde "a fé em Deus é um crime contra o regime", é o país que mais oprime os cristãos no mundo, seguida pelo Afeganistão, Somália, Líbia, Paquistão e Eritreia. O total de nações em que a perseguição é considerada extrema são 12.
O número de cristãos mortos em decorrência de sua fé aumentou 60% de 2019 para 2020, passando de 2.983 para 4.761; destes, mais de 90% apenas na África Subsaariana, explicou Patrick Victor, diretor da Portas Abertas França. Enquanto isso, pelo sexto ano consecutivo, a Nigéria é o primeiro colocado dos países onde mais pessoas perderam suas vidas mortas por causa de sua fé (3.530 mortos), à frente da República Democrática do Congo (460) e do Paquistão (307). Em contrapartida, a ONG relatou que o número de igrejas atacadas (fechamentos, ataques, danos, incêndios) reduziu pela metade (4.488) em comparação a 2019, sendo a República Popular da China a líder desta lista com 3.088 igrejas atacadas, normalmente fechadas pelo próprio regime do partido comunista. O número de cristãos detidos por sua fé aumentou de 3.711 em 2019 para 4.277 em 2020, sendo praticamente metade deles apenas na Eritreia (1.030) e na China (1.010). Só em Angola, foram registrados dois mil atos violentos contra igrejas e prédios cristãos. "Queimaram igrejas e destruíram conventos e também sequestraram duas freiras. Mas quase ninguém prestou atenção a este novo foco de terror e violência jihadista na África, que está afetando a todos", comentou Regina Lynch, responsável pelo Departamento de Projetos Internacionais da ACN.
Extremistas incendiaram duas igrejas católicas em Santiago, no Chile, no mesmo dia, em um ato organizado para celebrar o primeiro aniversário dos protestos de 2019 contra a desigualdade sociais. Nenhuma motivação foi dada pelos radicais para explicar o incêndio das igrejas. Ataques violentos a igrejas semelhantes também ocorreram em julho de 2020 nos Estados Unidos, durante manifestações do movimento Black Lives Matter que se seguiram ao assassinato de George Floyd. No caso americano, os extremistas também quebraram estátuas religiosas e incendiaram templos como forma de se manifestar. Na Nicarágua, houve nada mais que 24 ataques à Igreja Católica nicaraguense em um período de 20 meses. Um comunicado publicado no site oficial do Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos de Cantão, na China, oferecia até 10.000 yuans por informações na caça de membros-chave e líderes de grupos religiosos estrangeiros ilegais e na revelação de suas estruturas. Ao mesmo tempo, na Etiópia, embates entre o governo e os separatistas da reigão de Tigré levaram a mais de 700 mortos em um único dia, segundo informações da ACN.
Por fim, também há dificuldades em muitos países de maioria islâmica, como, por exemplo, o Iraque. A Fundação ACN realizou um balanço dos ataques do Estado Islâmico desde o seu surgimento, que concluiu que 34 igrejas foram completamente destruídas em ataques terroristas no país, e 197 foram parcialmente destruídas ou sofreram ataques. Estão incluídos nesses danos dos 363 imóveis da Igreja, também salões paroquiais, jardins, salas de catequese.