Wisława Szymborska (nascida Maria Wisława Anna Szymborska; Kórnik, 2 de julho de 1923 — Cracóvia, 1 de fevereiro de 2012) foi uma escritora polonesa ganhadora do Prémio Nobel de literatura em 1996.

Poeta, crítica literária e tradutora, viveu em Cracóvia. Sua extensa obra, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia de Estocolmo como "uma poesia que, com precisão irônica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana", tendo sido definida como "o Mozart da poesia". É a poeta polonesa mais traduzida no exterior.

Biografia Szymborska nasceu em 1923, em Kórnik, na Polônia. Era filha de Vincent Szymborski, feitor da propriedade do conde Władysław Zamoyski, e de Anna Maria Rottermund. Os pais dela mudaram-se para Zakopane em janeiro de 1923 por causa da organização dos bens locais do conde Zamoyski. Depois da morte do conde em 1924, a família Szymborski mudou-se para Toruń, onde Wisława frequentou a escola.

Quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, Wisława continuou a estudar com aulas clandestinas e começou a trabalhar em uma ferrovia de modo a impedir sua deportação para o território do Terceiro Reich. Ao mesmo tempo, começou também a criar as primeiras ilustrações para livros (um manual para estudar inglês) e deu os primeiros passos na literatura (escrevia contos e, às vezes, poemas). Com o fim da guerra, a partir de 1945, começou a constituir uma parte importante na vida literária de Cracóvia e pertenceu ao grupo literário "Ao contrário". Neste mesmo ano começou a sua formação em Filologia Polaca na Universidade Jaguelônica, mas a seguir, mudou para Sociologia.

Devido à sua situação financeira, não terminou os estudos. Três anos depois casou-se com o poeta Adam Włodek, com quem continuou a sua vida em Cracóvia. Viria a divorciar-se em 1954. Diz-se que o clima desta cidade e o ambiente único tiveram uma grande influência na produção literária. Desde 1957, passou a colaborar com a revista "Kultura" (revista literária e politica publicada em Paris por emigrantes polacos) e estabeleceu contato com Jerzy Giedroyc. Até 1966 foi membro do Partido Comunista. Em 1975 assinou uma carta de protesto, a Carta dos 59 (carta assinada por 66 intelectuais polacos, no início 59, e daí o nome) em que os principais intelectuais da Polônia protestaram contra uma mudança na Constituição (sobre uma aliança com a União Soviética).

Morte Szymborska morreu em 1 de fevereiro de 2012, aos 88 anos, enquanto dormia em sua casa, em Cracóvia.

Obra Publicou as suas primeiras obras num jornal de Cracóvia, o "Dziennik Polski", e, em seguida, nos jornais "Walce" e "Pokolenia". Em 1949 tentou publicar o seu primeiro tomo de poesia "Os poemas", mas a censura da República Popular da Polônia declarou que essa poesia "não cumpria os requisitos socialistas". Três anos depois, estreou-se com um conjunto titulado "Por isso, vivemos".

Crítica É criticada por sua atitude em relação aos primeiros anos da República Popular da Polônia. Durante o estalinismo, foi ligada aos "Pryszczaci" (Borbulhentos), um grupo de jovens escritores polacos dos finais da década de 1940 e início da de 1950, propagadores do realismo socialista. Eles achavam que o principal objetivo da literatura era apoiar o poder em impor o regime comunista à sociedade polaca.

Poesia Dlatego żyjemy (Por isso vivemos, 1952) Pytania zadawane sobie (Perguntas que me faço, 1954) Wołanie do Yeti (Chamado por Yeti, 1957) Sól (Sal, 1962) Sto pociech (Muito divertido, 1967) Wszelki wypadek (Todo o caso, 1972) Wielka liczba (Um grande número, 1976) Ludzie na moście (Gente na ponte, 1986) Koniec i początek (Fim e começo, 1993) Chwila (Instante, 2002) Dwukropek (Dois pontos, 2006) Tutaj (Aqui, 2009) Wystarczy (Chega, 2012)

Outros Rymowanki dla dużych dzieci (Riminhas para crianças grandes, 2005)

Livros publicados no Brasil Poemas (Companhia das Letras, 2011): 44 poesias extraídas de Chamado por Yeti, Sal, Muito divertido, Todo o caso, Um grande número, Gente na ponte, Fim e começo e Instante. Um amor feliz (Companhia das Letras, 2016): 85 poesias extraídas de Chamado por Yeti, Sal, Muito divertido, Todo o caso, Um grande número, Gente na ponte, Fim e começo, Instante, Dois pontos, Aqui e Chega. Para o meu coração num domingo (Companhia das Letras, 2020): 85 poesias extraídas de Chamado por Yeti, Sal, Muito divertido, Todo o caso, Um grande número, Gente na ponte, Fim e começo, Instante, Dois pontos, Aqui e Chega. Riminhas para crianças grandes (Âyiné, 2020)

Bibliografia SZYMBORSKA, Wislawa. Poemas. Tradutora: Regina Przybycien. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. ______. Um amor feliz. Tradutora: Regina Przybycien. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. ______. Para o meu coração num domingo. Tradutores: Regina Przybycien; Gabriel Borowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. ______. Riminhas para crianças grandes. Tradutora: Eneida Favre. São Paulo: Âyiné, 2020. BIKONT, Anna; SZCZĘSNA, Joanna. Quinquilharias e recordações. Tradutora: Eneida Favre. São Paulo: Âyiné, 2020.

Ligações externas

Wislawa Szymborska: incluindo biografia e discurso no recebimento do Prêmio Nobel Lista de trabalhos publicados Wisława Szymborska na Encyclopædia Britannica

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