Eugenio Montale (Génova, — Milão, ) foi um poeta, prosador, jornalista e tradutor italiano, ligado aos chamados "poetas herméticos".

Biografia Eugênio Montale nasceu em Gênova em 1886. Era o sexto e último filho de uma família de prósperos comerciantes de produtos químicos de Gênova. Seus pais eram provedores, entre outros, da família Italo Svevo. Montale teve problemas de saúde na infância, o que o obrigou a interromper os estudos. Sua irmã Mariana se encarregou de seus cuidado, e teve importância em sua formação intelectual ao orientar a ele as suas leituras.

Sua infância foi passada em Monterosso, nas Cinque Terre do Mar da Ligúria. Queria ser cantor e, quando retomou os estudos formais, teve aulas de canto ao mesmo tempo, finalizando o liceu e passando a trabalhar no comércio de produtos químicos do negócio de seu pai, em 1915.

Em 1917, foi incorporado ao exército e participou da Primeira Guerra Mundial, experiência que também teria ressonância em sua poesia. Após a Grande Guerra, Montale entra para a escola de aplicação onde conhece Sergio Solmi. Em 1920 ele publica o seu primeiro artigo. Em 1922, a revista torinense Primo Tempo, dirigida por Giacomo Debenedetti, Mario Grosso e Sergio Solmi publica poemas de sua autoria. Em 1925 publica o seu primeiro livro, Ossi di Seppia. Ainda nesta década, ele passa a colaborar para a revista Il Barreti, de Piero Gobetti.

Em 1925, Eugenio Montale assina o manifesto dos intelectuais antifascistas. Em 1927 muda-se para Florença, onde trabalha para a editora R. Bemporad & Filho. Neste período ele conhece a mulher com quem estabelecerá um relacionamento profundo e que durará muitos anos, Drusilla Tanzi, mas que, entretanto, apenas se casa com ela em 1962, um ano antes do falecimento dela.

Em 1929, Eugenio Montale foi nomeado diretor do Gabinete científico literário G. P. Vieusseux e passa a colaborar para a revista Solaria. e tem alguns de seus poemas traduzidos para o inglês por T. S. Eliot. Em 1938 é demitido do Gabinete Científico Literário Vieusseux por não assinar a lista de inscrição ao partido fascista. Passa a viver de traduções e artigos, como os que escreve para as revistas Campo di Marte e Letteratura. Durante esses anos de guerra, dedicou-se à tradução de autores como Miguel de Cervantes, Christopher Marlowe, Herman Melville, Mark Twain e William Faulkner. Cabe mencionar que neste tempo Montale abrigou os escritores perseguidos pelo fascismo/nazismo, Umberto Saba e Carlo Levi. Em 1939 sai o seu segundo livros de poemas, Le occasioni. Em 1945 se inscreve no Partito d’Azione. Passa a ser colaborador do Corriere della Sera como crítico de música, e muda-se para Milão. Em 1962 Montale recebe o prêmio Antonio Feltrinelli. Em 1966 é nomeado senador vitalício pelo presidente Giuseppe Saragat. Recebe prêmio Nobel de literatura em 1975. Morre em 1981.

Obra Em janeiro de 1949 conheceu em Turim a jovem poetisa Maria Luisa Spaziani, a quem encorajou a publicar as suas obras. Uma intensa amizade se desenvolveu entre os dois poetas. Spaziani tornou-se uma espécie de musa de Montale, especialmente na série de poemas intitulada "Madrigali privati" pertencente ao livro La bufera e altro (1956) onde Montale constrói um poema inteiro ("Da un lago svizzero") usando como acróstico o nome de Maria Luisa Spaziani. Não há nenhum outro exemplo desse recurso em toda a obra de Montale.

Publicações Cada ano tem um link para o artigo correspondente "[ano] na literatura" ou "[ano] na poesia":Eugenio Montale, Collected Poems 1920–1954, traduzido e editado por Jonathan Galassi, Nova York: Farrar, Straus e Giroux, 1998, ISBN 0-374-12554-6

1925: Ossi di seppia ("Cuttlefish Bones"), primeira edição; segunda edição, 1928, com seis novos poemas e uma introdução de Alfredo Gargiulo; terceira edição, 1931, Lanciano: Carabba 1932: La casa dei doganieri e altre poesie, m livro de cinco poemas publicado em associação com a atribuição do Premio del Antico Fattore a Montale; Florence: Vallecchi 1939: Le occasioni ("The Occasions"), Turin: Einaudi 1943: Finisterre, a chapbook of poetry, contrabandeado para a Suíça por Gianfranco Contini; Lugano: the Collana di Lugano (24 June); second edition, 1945, Florence: Barbèra 1948: Quaderno di traduzioni, traduções, Milão: Edizioni della Meridiana 1948: La fiera letteraria crítica de poesia 1956: La bufera e altro ("A Tempestade e Outras Coisas"), uma primeira edição de 1 000 exemplares, Veneza: Neri Pozza; segunda edição maior publicada em 1957, Milão 1956: Farfalla di Dinard, stories, uma edição privada 1962: Satura, poetry, publicado em uma edição privada, Verona: Oficina Bodoni 1962: Accordi e pastelli ("Agreements and Pastels"), Milão: Scheiwiller (May) 1966: Il colpevole 1966: Auto da fé: Cronache in due tempi, cultural criticism, Milão: Il Saggiatore 1966: Xenia, poems in memory of Mosca, uma edição privada de 100 cópias foi publicada em 1971 1969: Fuori di casa, coletânea de escritos de viagem 1971: Satura (1962–1970) (Jan.) 1971: La poesia non esiste, prose; Milão: Scheiwiller (February) 1973: Diario del '71 e del '72, Milão: Arnoldo Mondadori Editore (uma edição privada de 100 cópias foi publicada em 1971) 1973: Trentadue variazioni, uma edição de 250 cópias, Milão: Giorgio Lucini 1977: Quaderno di quattro anni, Milão: Mondadori 1977: Tutte le poesie, Milão: Mondadori 1980: L'opera in versi, the Bettarini-Contini edition; publicado em 1981 como Altri verse e poesie disperse, editora: Mondadori

Translated in Montale's lifetime

1966: Ossi di seppia, Le occasioni, e La bufera e altro, traduzidos por Patrice Angelini para o francês; Paris: Gallimard 1978: The Storm & Other Poems, traduzido porCharles Wright into English (Oberlin College Press),

Posthumous

1981: Prime alla Scala, crítica musical, editado por Gianfranca Lavezzi; Milão: Mondadori 1981: Lettere a Quasimodo, editado por Sebastiano Grasso; publisher: Bompiani 1982: The Second Life of Art: Selected Essays, trans. Jonathan Galassi (Ecco), 1983: Quaderno genovese, editado por Laura Barile; a journal from 1917, first published this year; Milão: Mondadori 1987: Trans. William Arrowsmith, The Occasions (Norton, New York & London). 1990: The Coastguard's House / La casa dei doganieri : Selected Poems (Bloodaxe Books, Newcastle-upon-Tyne). 1991: Tutte le poesie, editado por Giorgio Zampa. Jonathan Galassi chama este livro de "a edição mais abrangente dos poemas de Montale". 1996: Diario postumo: 66 poesie e altre, editado por Annalisa Cima; Milão: Mondadori 1996: Il secondo mestiere: Arte, musica, società and Il secondo mestierre: Prose 1929–1979, a two-volume edition including all of Montale's published writings; editado por Giorgio Zampa; Milão: Mondadori 1998: Satura : 1962–1970 / trad. com notas, por William Arrowsmith (New York, Norton). 1999: Collected Poems, trad. Jonathan Galassi (Carcanet) (Oxford-Weidenfeld Translation Prize) 2004: Selected Poems, trad. Jonathan Galassi, Charles Wright, & David Young (Oberlin College Press), 2016: Xenia (Arc Publications). pbk: ; hbk: ; e-book: . Bilingual version, traduzido porMario Petrucci, winner of the 2016 PEN Translates Award, shortlisted for 2018 John Florio Prize. 2017: Montale's Essential: The Poems of Eugenio Montale in English, traduzido porAlessandro Baruffi (Literary Joint Press),

Ligações externas

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