Luiz Fernando Furlan (Concórdia, 29 de julho de 1946) é um administrador de empresas, engenheiro químico e empresário brasileiro. De 2003 a 2007 atuou como Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior durante o governo Lula.
Biografia Formações acadêmicas Graduado em engenharia química pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e em administração de empresas pela FEA/PUC-SP, Luiz é um especialista em administração financeira pela FGV e em aprimoramento empresarial pela Universidade de São Paulo.
Atuação como empresário e como administrador Durante a sua vida empresarial, Luiz especializou-se em mercado de capitais bem como comércio exterior e agronegócio.
Até Luiz assumir o ministério, presidia desde 1993 o conselho de administração do grupo Sadia de cujo fundador Attilio Fontana é um neto e de cujo grupo é um acionista. Atuava no grupo desde 1976, tendo sido diretor de relações com investidores e também vice-presidente executivo. Em 2009, a Sadia se fundiu com a Perdigão e formaram juntas a BRF, grupo no qual onde Furlan foi um dos acionistas e diretores. Em 2018, foi indicado pelo conselho de administração da BRF para substituir Abilio Diniz no próprio conselho da empresa, mas porém não foi concretizada. Luiz Fernando Furlan era conselheiro do grupo até 2022.
O ingresso na vida pública como ministro de Estado Em 1º de janeiro de 2003, Luiz foi nomeado Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Lula. Nessa posição, atuou também como Presidente do Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior a partir de sua criação em junho. Em 2004, Furlan foi admitido pelo presidente Lula à Ordem do Mérito Militar já no grau de Grande-Oficial especial. Em 2005, foi condecorado pelo mesmo com a mais alta dignidade da Ordem do Mérito da Defesa, a Grã-Cruz suplementar. Permaneceu no cargo até 29 de março de 2007, quando foi substituído por Miguel Jorge em ambas as funções.
Cargos não-públicos mais tarde Na área ambiental Em dezembro de 2007, Luiz assumiu a presidência do Conselho de Administração da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), instituição fundada pelo Governo do Estado do Amazonas e pelo Bradesco com a missão de reduzir o desmatamento na Floresta Amazônica e melhorar as condições de vida das pessoas que vivem no estado.
Retorno aos negócios familiares Em outubro de 2008, seis anos após Luiz ter deixado a Sadia para comandar o ministério, reassumiu a presidência do conselho de administração da empresa. O seu retorno foi uma resposta às perdas de R$760 milhões com apostas equivocadas em derivativos anunciadas pela Sadia pouco tempo após o estouro da bolha do subprime americano, que deu início a uma crise econômica.
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