Legio quinta Alaudae ou Legio V Alaudae ("Quinta legião das Cotovias"), conhecida também como Legio V Gallica, foi uma legião do exército imperial romano criada originalmente em pelo general romano Júlio César (ditador entre 49 e ) principalmente por soldados originários da Hispânia.Grandes Impérios e Civilizações: Roma - Legado de um império. 1.ed. Madri: Ediciones del Prado, 1996. pp.112 p.. 2 v. v. 1 ISBN 84-7838-740-4 Foi destruída em na Primeira Batalha de Tapas durante as Guerras Dácias de Domiciano. Seu emblema era um elefante, conquistado em por bravura contra uma carga de elefantes de guerra na Batalha de Tapso. Seu cognome, "alaudae", era uma referência aos altos penachos que decoravam seus elmos, típicos dos gauleses, e que lembravam os penachos de cotovias. A palavra francesa "alouette" é uma descendente direta do latim "alauda", um termo emprestado do idioma gaulês, provavelmente a origem do cognome da legião.
História thumb|esquerda|300px|Denário de prata de Júlio César mostrando um elefante de guerra, o símbolo da V Alaudae.
A V Gallica foi a primeira legião romana composta de soldados provinciais e não por cidadãos romanos. César pagou os soldados com seus próprios recursos inicialmente, mas depois o Senado Romano reconheceu a unidade. A quinta lutou nas Guerras Gálicas até e se destacou como uma das mais corajosas unidades sob o comando de Júlio César durante a guerra civil, mas acabou sendo deslocada para a Hispânia. Depois da morte de seu criador, passou para o comando de Marco Antônio (41-), lutou na Guerra Civil dos Liberatores e provavelmente lutou na Batalha de Ácio (). Depois do suicídio de Antônio, passou para o comando de Otaviano em Depois da Ao final das última guerra civil da República Romana, a quinta participou das Guerras cantábricas ().
Seu período na Hispânia terminou por volta de , quando foi deslocada novamente, desta vez para a fronteira do Reno, onde ficou até o ano dos quatro imperadores (69). Participou da Primeira Batalha de Bedríaco ao lado do usurpador Vitélio e, no ano seguinte, ainda envolvida no caos da sucessão de Nero, sofreu pesadas baixas durante a Revolta dos Batavos. A V Alaudae estava nesta altura estacionada em Castra Vetera (atual Xanten) juntamente com a XV Primigenia. O campo foi cercado pelas tropas de Caio Júlio Civil, um príncipe batavo romanizado e educado em Roma e não conseguiu receber reforços. As duas legiões acabaram por se render pela fome em e foram praticamente destruídas pouco depois numa emboscada enquanto retiravam para Mogoncíaco.
Finalmente, a Legio V Alaudae deixou de existir em Juntamente com seu comandante, o prefeito pretoriano Cornélio Fusco, a quinta foi aniquilada durante a Primeira Batalha de Tapas (86) durante as guerras dácias de Domiciano.
Ver também Lista de legiões romanas
Bibliografia
Ligações externas
Categoria:Legiões romanas Categoria:52 a.C. Categoria:Século I a.C. na República Romana Categoria:Guerras Gálicas Categoria:Século I no Império Romano Categoria:86 Categoria:Dácia Categoria:Ano dos quatro imperadores Categoria:Guerra Civil de César Categoria:Guerra Civil de Antônio Categoria:Revolta dos Batavos Categoria:Campanha dácia de Domiciano