No campo da sociologia, o termo disneyficação, disneyização ou ainda disneylização, descreve a transformação comercial das coisas (por exemplo, do entretenimento) ou de ambientes em algo simplificado, controlado e "seguro" — uma reminiscência da marca Walt Disney (como suas mídias, parques, etc.).“Disneyfication.” Merriam-Webster. Retrieved 2021 March 20.Zukin, Sharon. 1996. The Cultures of Cities.

O termo descreve amplamente os processos de retirar um lugar ou coisa real de seu caráter original e representá-lo em um formato higienizado: referências a qualquer coisa negativa são removidas e os fatos são simplificados com a intenção de tornar o assunto mais agradável e facilmente compreensível. No caso de lugares físicos, isso envolve a substituição do real por uma aparência idealizada, adequada e amigável para o turista, semelhante às atrações da "" nos parques temáticos da Disney.

Com base na rápida globalização ao estilo ocidental e nos estilos de vida consumistas, o termo disneyficação é mais usado depreciativamente para sugerir a homogeneização social e cultural das coisas. Nesse sentido, disneyficar algo “significa traduzir ou transformar um objeto em algo superficial e até simplista”.Bryman, Alan E. 2004. The Disneyization of Society. UK: Sage Publications. . Chapter one. A disneyficação também pode ser usada para descrever a internacionalização da cultura de massa estadunidense; a noção de entretenimento que é maior, mais rápida e melhor, mas com uniformidade mundial americanizada.Matusitz, Jonathan, and Lauren Palermo. 2014. "The Disneyfication of the World: A Grobalisation Perspective." Journal of Organisational Transformation & Social Change 11(2):91-107. .

Mais especificamente, alguns podem usar o termo disneyficação para associar a uma declaração sobre os produtos culturais da própria empresa Disney, denotando o processo geral de transformar o material (um conto de fadas, romance, evento histórico) em um formato padronizado que é reconhecível como sendo um produto da Walt Disney Company.Bryman, Alan E. 2004. The Disneyization of Society. UK: Sage Publications. . Chapter one.

Desenvolvimento O termo disneyficação (disneyfication em inglês) apareceu pela primeira vez em 1959,“Disneyfication.” Merriam-Webster. Retrieved 2021 March 20. enquanto disneyização foi cunhado por Peter K. Fallon da Universidade de Nova Iorque.

O primeiro termo foi popularizado por Alan Bryman em The Disneyization of Society (2004), no qual ele o descreveu como "o processo pelo qual os princípios dos parques temáticos da Disney estão dominando cada vez mais setores da sociedade estadunidense, bem como o resto do mundo."Bryman, Alan E. 2004. The Disneyization of Society. UK: Sage Publications. . Chapter one. Embora os dois sejam amplamente usados como sinônimos, Bryman declara sua preferência pelo termo disneyização em vez de disneyficação porque considera o última como acompanhado de conotações negativas.

Bryman descreveu quatro dimensões da disneyização em particular:Bryman, Alan E. 2004. The Disneyization of Society. UK: Sage Publications. . Chapter one.

Tema — onde uma instituição ou objeto é colocado em uma narrativa que, em sua maioria, não está relacionada com a instituição ou objeto ao qual é aplicado. Exemplo: restaurantes temáticos (por exemplo, Rainforest Cafe) ou hotéis temáticos na Las Vegas Strip. Consumo híbrido — onde várias formas de consumo associadas a diferentes setores tornam-se "interligadas". Exemplo: restaurantes da IKEA e Costco. Merchandising — promoção e venda de bens ou serviços com objetos que contenham imagens e/ou logotipos protegidos por direitos autorais. Exemplo: roupas, canetas e papelaria com a marca da cidade de Nova York. Trabalho performativo — tornando os funcionários não apenas provedores de serviços, mas também de entretenimento; em outras palavras, o trabalho de serviço de linha de frente é transformado em uma performance.

O filósofo francês Jean Baudrillard (que escreve sobre a natureza da realidade e a hiper-realidade) chamou a Disneylândia de "o lugar mais real dos Estados Unidos", porque não pretende ser nada mais do que realmente é, um parque temático. Em seu ensaio "Simulacros e Simulação", ele escreve:

Ele também criticou a natureza corporativa oculta da empresa em seu livro de 1986, America:

O escritor Andre Kehoe descreve a 'disneyzação' como uma "cultura falsa imposta o tempo todo às pessoas pela mídia", que é uma séria interferência no pensamento livre e, portanto, na ação livre".

Leitura adicional

Bryman, Alan E. 2004. The Disneyization of Society. UK: Sage Publications. ISBN 9780761967651.Chapter one. Ferrell, Jeff. 2001. Tearing Down the Streets: Adventures in Urban Anarchy. St. Martin's Press. — discusses the Disneyfication of urban space Gill, Brendan. 1991. "The Sky Line: Disneyitis." The New Yorker (1991 April 29):96-99. Kehoe, Andre. 1991. "Christian Contradictions and the World Revolution: Letters to my Son." Glendale Publishing. Roost, Frank. 2000. Die Disneyfizierung der Städte (in German). Vs Verlag. Schickel, Richard. 1998. The Disney Version: The Life, Times, Art, and Commerce of Walt Disney. New York: Simon and Schuster. Zukin, Sharon. 1996. The Cultures of Cities. Blackwell Publishing.

Ligações externas

A Reader's Guide to Disneyfication Jean Baudrillard's. Disneyworld Company. European Graduate School

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