Alfredo Antonio de Andrade (São Salvador, 30 de janeiro de 1869 – Rio de Janeiro, 10 de julho de 1928) foi um médico e cientista brasileiro, químico, farmacêutico, professor catedrático da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ),Brazil-Medico: Revista Semanal de Medicina e Cirurgia. Ano 1919. Edição 51. p.410.Jornal O Paiz. Quinta-feira, 06 de março de 1913. p.11.Jornal O Paiz. Sexta-feira, 01 de janeiro de 1915. p.19.Jornal O Paiz. Segunda-feira, 02 de junho de 1919. p.4.Jornal Correio da Manhã. Domingo, 15 de julho de 1928. p.12.Jornal O Paiz. Segunda-feira, 19 e terça-feira, 20 de março de 1928. p.2.Jornal do Commercio. Quarta-feira, 14 de março de 1928. N. 62. p.5. Rio de Janeiro: Tip. Rodrigues & Comp. professor do Museu Nacional, perito médico legista e diretor da seção de química toxicológica e microscopia do Serviço Médico Legal do Rio de JaneiroBrazil-Medico: Revista Semanal de Medicina e Cirurgia. Ano 1907. Edição 44. p.437-438. e diretor do Laboratório de Bromatologia do Departamento Nacional da Saúde Pública.Jornal do Brasil. Quarta-feira, 11 de julho de 1928. p.10.Jornal A Noite. Quinta-feira, 18 de novembro de 1920. p.3.Jornal O Imparcial. Sexta-feira, 19 de novembro de 1920. p.5.Jornal Correio da Manhã. Sexta-feira, 19 de novembro de 1920. p.3Jornal O Paiz. Sexta-feira, 19 de novembro de 1920. p.4.

O Prof. Dr. Alfredo de Andrade foi diretor técnico da Sociedade Nacional de Agricultura,Jornal O Paiz. Quinta-feira, 07 de março de 1918. p.2.Almanak Laemmert: Administrativo, Mercantil e Industrial. 1922. Vol. 1. Edição A78-79. p.1060.Jornal A Razão. Quarta-feira, 13 de abril de 1921. p.3. era membro da Sociedade Médica da BahiaJornal do Commercio (RJ). N. 170. Terça-feira, 20 de junho de 1893. p.2. Tip. Rodrigues & C. e da Sociedade Brasileira de Química.Jornal A Rua. Terça-feira, 12 de junho de 1923. N. 137. p.1

Biografia Filho do Sr. Bellarmino Soares de Andrade e sua esposa D. Idalina Nunes de Andrade, o Prof. Dr. Alfredo Antonio de Andrade nasceu em S. Salvador, capital do estado da Bahia, em 30 de janeiro de 1869.Jornal O Paiz. Quinta-feira, 06 de setembro de 1917. p.4.Jornal O Paiz. Quarta-feira, 12 de dezembro de 1917. p.3.

Casado com a Sra. D. Henriqueta Lino de AndradeJornal O Paiz. Segunda-feira, 01 de maio de 1911. p.3. e tendo 10 filhos, era irmão do Capitão de Fragata Francisco Bomfim de Andrade, chefe da divisão de operações do Estado-Maior da Armada, e do Dr. Antonio Bomfim de Andrade, médico da Força Pública de São Paulo. Pai de Vera de Andrade Périssé, era sogro do cientista Prof. Dr. Augusto Cid de Mello Périssé.

Médico e farmacêutico pela Faculdade de Medicina da Bahia, alcançou nela os primeiros degraus do ensino. Foi interno, por concurso, de Clínica Cirúrgica, e depois Preparador interino de Farmácia.

Doutorou-se em Medicina em 7 de dezembro de 1889 na Faculdade de Medicina da Bahia, defendendo a tese doutoral "Do tratamento da hydrocele pela incisão aseptica."Dr. Antonio Pacifico Pereira (director). Gazeta Médica da Bahia. Dezembro de 1889. Vol.7. N.6. p.290-291. Bahia: Tip. João Gonçalves Tourinho Foi livre-docente na Faculdade de Medicina da Bahia.

Em 1891, foi nomeado médico das Prisões Públicas, pelo conselho da intendência municipal de Salvador.Pequeno Jornal (BA). N. 447. Quinta-feira, 20 de agosto de 1891. p.1. Tip. Dr. Cezar Zama

Em Salvador, foi também médico do Corpo de Bombeiros.

O Instituto Polytechnico nomeou-o Professor Catedrático de Química Descritiva e Analítica na Escola Polythechnica Livre do estado da Bahia, mantida pelo Instituto Polytechnico.

Pouco após ter deixado os bancos acadêmicos, passou a fazer parte do Laboratório de Bromatologia do município de S. Salvador, especializando-se tão rapidamente em assuntos de química que, dentro de pouco tempo, se transformou no principal técnico dessa instituição. Foi vice-diretor (sob direção do Dr. Innocencio Cavalcanti) e, mais tarde, diretor do Laboratorio Municipal de Hygiene da Capital da Bahia, merecendo, em relatório do Prefeito Freire de Carvalho, a referência - "que ele era a alma e a vida dessa Repartição". Foi químico do Laboratório Municipal de Salvador.Gazeta Médica da Bahia. Ano 1891. Edição 23. p.473-474.Gazeta Médica da Bahia. Ano 1893. Edição 25. p.279-280.Dr. Antonio Pacifico Pereira (director). Gazeta Médica da Bahia. Ano 1897. Edição 28. p.305-306. Bahia: Tip. V. Oliveira & Companhia

Em 1898, foi designado pelo dr. intendente interino de Salvador como um dos médicos fiscais do serviço de asseio e limpeza da cidade, sendo designado para o 1º distrito (Sé, S. Pedro, Victoria e Rio Vermelho).Jornal de Notícias (BA). N. 5632. Segunda-feira, 17 de outubro de 1898. p.1.

Dedicado, sem reservas, à ciência das reações, obteve, poucos anos depois, em concurso que o notabilizou na Faculdade de Medicina da Bahia, o cargo de preparador da cadeira de química orgânica e biológica. Em 1899, foi nomeado Preparador da cadeira de Química Orgânica e Biológica da Faculdade de Medicina da Bahia, tendo sido classificado em 1º lugar no concurso por unanimidade de votos, fato que não se dava havia mais de 10 anos.Jornal O Paiz. Sabbado, 28 de outubro de 1899. p.1.Relatórios do Ministerio da Justiça. Ano 1900. N. 1. p.244-245. Sua influência nesse curso foi enorme. Dotado de entranhado amor ao cumprimento do dever, e essa era a dominante de sua personalidade, preparou, de fato, aulas que se tornaram memoráveis pela abundância de demonstrações práticas, apesar da pobreza do material de que dispunha, não recuando diante da aquisição, por conta de seu bolso particular, de aparelhos e reagentes cujo fornecimento se retardava. Na mesma faculdade, também foi preparador, por concurso, da cadeira de Farmacologia.Jornal de Notícias (BA). N. 3356. Sexta-feira, 16 de janeiro de 1891. p.1.

Em 1901, uma reforma do ensino extinguiu a cadeira de química orgânica e biológica nas Faculdades de Medicina. Nomearam o Prof. Dr. Alfredo de Andrade, sem o consultarem, para o cargo de preparador de histologia. Ao lado do Prof. Dr. Palma, conhecedor profundo da matéria, poderia esperar, quem não conhecesse o novo preparador, ter ocasião de observar o contraste entre o proveito e o medíocre. Se alguém assim pensou, enganou-se. Em suas aulas práticas de histologia, o Prof. Dr. Alfredo de Andrade era mais conciso em seu ensino, frisando com máxima clareza os pontos principais que se deviam reter, de modo que conseguiu que nem um só estudante descobrisse o esforço que ele empregava até altas horas da madrugada para assimilar de tal modo a matéria que sua exposição se tornasse natural.Relatórios do Ministerio da Justiça. Ano 1901. N. 1. p.225.

De 1903 a 1905, foi redator da revista científica Gazeta Médica da Bahia.Dr. A. Pacifico Pereira (director). Gazeta Médica da Bahia. Vol. 34. N. 8. Fev.1903. p.1.Dr. A. Pacifico Pereira (director). Gazeta Médica da Bahia. Vol. 37. N. 1. Jul.1905. p.1.

Em 1906, achando-se o catedrático, Prof. Anselmo da Fonseca, impedido de lecionar, o Prof. Dr. Alfredo de Andrade foi nomeado substituto da 4ª seção, quando regeu a cadeira de Higiene, interinamente. Foi escolhido porque, sob sua influência como diretor fundador, o Laboratorio Municipal e Bacteriológico da capital baiana se transformara em verdadeiro instituto de higiene, e esse fato era conhecido pela Congregação da Faculdade de Medicina.

Para melhor assegurar o desenvolvimento dos novos trabalhos do laboratório, o Prof. Dr. Alfredo de Andrade visitou o "Instituto de Manguinhos", cursando, depois, em 1904, as aulas do "Instituto Pasteur", em Paris, França. Já químico de rara competência e histologista, fizera-se bacteriologista e higienista.

O Prof. Dr. Alfredo de Andrade fez o curso oficial de Microbia Technica do Instituto Pasteur de Paris e fez estudos na Áustria e Alemanha.

Em 1906, foi um dos delegados estaduais da Bahia escolhidos para o XV Congresso Internacional de Medicina de 13 a 26 de abril de 1906, em Lisboa, Portugal.Dr. A. Pacifico Pereira (director). Gazeta Médica da Bahia. Ano 1904. Edição 36. p. 378-379.Brazil-Medico: Revista Semanal de Medicina e Cirurgia. 22 de setembro de 1904. Ano 1904. Edição 36. p.370.Brazil-Medico: Revista Semanal de Medicina e Cirurgia. 22 de novembro de 1904. Ano 1904. Edição 44. p.450.

Em fins de 1906, a seção de Higiene e Medicina Legal na Faculdade de Medicina da Bahia achava-se sem substituto. Alfredo de Andrade cogitava enfrentar o concurso prestes a abrir-se quando, em dezembro de 1906, por indicação do Prof. Afranio Peixoto, foi requisitado pelo Ministério da Viação para tomar parte em uma comissão de estudos para a remodelação dos esgotos da Capital Federal (Rio de Janeiro).

Por essa época, fundava-se o Serviço Médico Legal, sob a direção de Afranio Peixoto, que indicou o nome de Alfredo de Andrade para exercer o cargo de perito químico. Médico legista, foi diretor da seção de química toxicológica e microscopia do Serviço Médico-Legal da Polícia do Rio. Já teve então reputação firmada no Rio: foi o único técnico do Serviço para o qual o governo dispensou concurso.Brazil-Medico: Revista Semanal de Medicina e Cirurgia. 22 de novembro de 1907. Ano 1907. Edição 44. p.437-438.Jornal O Paiz. Sabbado, 05 de novembro de 1910. p.5.Edmundo Bittencourt (director). Jornal Correio da Manhã. Sexta-feira, 21 de junho de 1912. p.3.Jornal O Paiz. Domingo, 24 de abril de 1910. p.6.

Foi colaborador efetivo da revista científica Brazil-Medico: Revista Semanal de Medicina e Cirurgia.Brazil-Medico: Revista Semanal de Medicina e Cirurgia. 25 de outubro de 1919. Ano 1919. Edição 43. p.1.

Na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, serviu como chefe de laboratório da 2ª cadeira de Clínica Médica, cujo laboratório montou e pelo qual outros se modelaram.

Em 1909, foi nomeado preparador da cadeira de bacteriologia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, por espontânea proposta do Prof. Leitão da Cunha.Relatórios do Ministerio da Justiça. Ano 1910. N. 1. p.39-40.

Em 1910, remodelava-se o Museu Nacional, criando-se um laboratório de química na seção de Mineralogia. O Dr. Rodolpho de Miranda, então ministro da Agricultura, fazia rigorosa seleção entre os candidatos aos cargos técnicos recém-criados em seu ministério. Foi ao Prof. Dr. Alfredo de Andrade, que não era candidato, a quem nomeou, por indicação do Dr. Roquette Pinto, para organizar e servir no novo laboratório. Pouco depois, fundiam-se em um só laboratório os dois que se criavam no Museu, independentes das seções, com fins científicos autônomos. A direção deste laboratório ampliado foi confiada ao Prof. Dr. Alfredo de Andrade. Foi escolhido pelo Ministro da Agricultura para as luneções de químico da seção de mineralogia (3ª seção). Alfredo Antonio de Andrade foi nomeado chefe dos laboratórios de química (Laboratório de Química Analítica e Laboratório de Química Vegetal) do Museu Nacional. Em função da Lei Orçamentária de 1916, pelo decreto nº 11.896, de janeiro daquele ano, os dois laboratórios se fundiram no “Laboratório de Química”. Foi chefe do Laboratório de Química do Museu Nacional.

Quando se criaram as funções de livres docentes nas escolas superiores brasileiras, o Prof. Dr. Alfredo de Andrade, aconselhado pelo Prof. Dr. Azevedo Sodré, que bem lhe conhecia o valor, concorreu à docência de Bromatologia e Toxicologia, cuja cátedra ocupou até a morte. Diziam seus discípulos que seu ensino era objetivo, claro, forçando a formação de mentalidades científicas pela observação direta dos fatos, amparada pela luz da teoria exposta com simplicidade.

Em 1910, foi nomeado Professor Catedrático de Química Analítica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Dispendeu quantias de seu próprio bolso para a aquisição de materiais para o laboratório de química analítica da Faculdade de Medicina do Rio.