Elena Andreyevna Rybakina (em russo: Елена Андреевна Рыбакина; Moscou, 17 de junho de 1999) é uma tenista profissional russa que representa o Cazaquistão. Em 2022, ela se tornou a primeira representante do Cazaquistão a vencer um título de Grand Slam, quando conquistou o Torneio de Wimbledon.
Após uma carreira modesta nas categorias júnior, Rybakina disputou sua primeira partida no circuito da WTA em outubro de 2017, na Kremlin Cup, torneio realizado em Moscou, sua cidade natal. Ela então seguiu subindo posições no ranking da WTA, disputando torneios menores. Em junho de 2018, aos 19 anos e após furar o top 200, ela adquiriu cidadania cazaque, com o intuito de se filiar à Federação Cazaque de Tênis, que ofereceu suporte financeiro na sua carreira. Rybakina continuou sua rápida ascensão à elite do tênis feminino nos anos seguintes, colecionando 10 finais de torneios WTA entre 2019 e 2022.
Em 2022, após mais de 2 anos sem um título, Rybakina surpreendeu ao conquistar o tradicional torneio de Wimbledon, marcado pela suspensão dos pontos e pelo impedimento de tenistas Rússos(as) e Bielorrússos(as) de disputarem o Grand Slam, com a exceção se estiver com outra cidadania representando outra bandeira, aos olhos deste torneio e das ucranianas você "simplesmente" deixa de ser russo(a) ou bielorrússo(a). Rybakina venceu na final a número 3 do mundo Ons Jabeur. No ano seguinte, após alcançar a segunda final de Grand Slam no Aberto da Austrália de 2023, ela chegou ao top 10 no ranking da WTA.
Seu estilo de jogo é marcado pela agressividade na linha de base, com golpes rápidos e profundos, que trazem uma grande vantagem nos games de serviço, aliados ao seu saque veloz, que comumente supera os 180km/h, ela também costuma liderar o placar de aces por temporada.
Primeiros anos Elena Rybakina nasceu em 17 de junho de 1999 em Moscou. Começou a praticar esportes com sua irmã mais velha desde muito jovem, originalmente focando em ginástica e patinação no gelo. Ao saber que era muito alta para se tornar profissional em quaisquer desses esportes, seu pai sugeriu que ela mudasse para o tênis por causa de seu interesse no esporte. Rybakina começou a jogar tênis aos seis anos de idade.
Rybakina mudou-se do Dynamo Sports Club para o Spartak Tennis Club, onde teve vários treinadores talentosos. Ela treinou com o ex-jogador do top 10 Andrei Chesnokov e a ex-jogadora do top 100 . Um de seus preparadores físicos foi , medalhista de ouro do Campeonato Mundial no pentatlo moderno. Elena não teve treinamento individual até chegou à idade de atleta júnior, em vez disso, praticava em um grupo de cerca de oito jogadores até os 15 anos e depois em um grupo de quatro jogadores até os 18 anos. Ela também jogava tênis apenas cerca de duas horas por dia e treinava três horas por dia. Seu tempo para o tênis era limitado em parte porque ela frequentava uma escola regular não especializada para atletas e precisava equilibrar o tênis com os trabalhos escolares.
Carreira júnior Ela começou a jogar no Circuito Júnior da ITF em novembro de 2013 aos 14 anos. Em março seguinte, conquistou seu primeiro título no segundo evento da carreira, a Copa Almetievsk (Grau 3). Ela jogou seu primeiro evento de Grau 2 em junho na Copa Ozerov em Moscou, terminando como vice-campeã derrotada pela compatriota Anna Blinkova. Começou a jogar eventos de Grau 1 desde o início de 2015, mas não teve nenhum sucesso até chegar à final do Campeonato Internacional Júnior da Bélgica em maio, perdendo para . Rybakina fez sua estréia no Grand Slam júnior no final do ano no US Open, onde chegou à terceira rodada. Após uma derrota na rodada de abertura no Australian Open de 2016, ela ganhou títulos consecutivos de Grau 1. Continuou a jogar no Grand Slam júnior e outros eventos de Grau A em simples pelo resto do ano. Seu melhor resultado de 2016 nos eventos de Grau A veio em duplas quando terminou em segundo lugar com e Anastasia Potapova no Trofeo Bonfiglio, ao lado de em uma final totalmente russa.
A temporada de 2017 foi o último ano de Rybakina na turnê júnior. No meio da temporada, obteve seu primeiro e único título de Grau A no Trofeo Bonfiglio, derrotando Iga Świątek na final. Também se saiu melhor nos eventos do Grand Slam em comparação com os anos anteriores, perdendo nas semifinais do Australian Open de 2017 e do Aberto da França para as campeãs Marta Kostyuk e , respectivamente. Terminou sua carreira júnior na primeira edição round-robin do ITF Junior Masters, a contraparte júnior das finais da WTA. Ganhou uma partida em seu grupo round-robin e terminou em sétimo lugar. Rybakina chegou a ser número 3 do mundo na categoria júnior.
Carreira profissional 2014–18: Primeiros títulos ITF, mudança de nacionalidade thumb|right|270px|
Rybakina começou a jogar no Circuito Feminino da ITF em dezembro de 2014, aos 15 anos. Enquanto ainda jogava no circuito júnior, chegou a três finais da ITF em simples e duas em duplas, vencendo ambas as finais de duplas em 2017. Ela também fez sua estreia no WTA Tour em outubro de 2017 na Kremlin Cup, onde alcançou a chave principal através da qualificatória, mas perdeu na rodada de abertura para Irina-Camelia Begu.
Em seu próximo torneio WTA em fevereiro de 2018, Rybakina venceu sua primeira partida do WTA Tour no St. Petersburg Ladies Trophy contra Timea Bacsinszky. Ela então derrotou a número 7 do mundo, Caroline Garcia, em três sets, depois de salvar um match point no segundo set. Mesmo perdendo na rodada seguinte, esta aparição nas quartas de final a ajudou a subir do número 450 para o número 268 do mundo. Em março, Rybakina ganhou seu primeiro título de simples da ITF em um evento de US$ 15 mil em Kazan, onde também ganhou o título de duplas. Seu próximo salto significativo na classificação ocorreu em abril, quando ela terminou como vice-campeã, atrás de , na , torneio de US$ 60 mil em Istambul, levando-a para a posição 215. Ela entrou no top 200 pela primeira vez no final de maio. No mês seguinte, Rybakina adquiriu a cidadania cazaque e mudou de federação da Rússia para o Cazaquistão, tendo acabado de completar 19 anos na época. A ofereceu-lhe apoio financeiro para mudar de nacionalidade, que ela escolheu entre várias opções para jogar nos Estados Unidos.
Jogando pelo Cazaquistão, Rybakina entrou em sua primeira qualificatória para um Grand Slam no US Open de 2018, mas não chegou à chave principal.
2019: Primeiro título da turnê e top 50 thumb|right|270px|
Depois de jogar principalmente eventos ITF no primeiro semestre de 2019, Rybakina começou a jogar principalmente no WTA Tour na segunda metade da temporada. Durante os primeiros meses do ano, ela ganhou três títulos da ITF, incluindo o Launceston International de US$ 60 mil. Ela fez sua estreia em Grand Slams no Aberto da França depois de passar pela qualificaória, perdendo para Kateřina Siniaková na primeira dodada da chave principal. Em seu primeiro evento WTA na grama, Rybakina fez sua primeira semifinal no Libéma Open. Apesar deste sucesso, ela perdeu na qualificatória em Wimbledon. A grande aparição de Rybakina veio em julho, quando ela conquistou seu primeiro título do WTA Tour no Bucharest Open, um mês depois de completar 20 anos. Durante o evento, ela derrotou a segunda cabeça de chave antes de derrotar Patricia Maria Țig na final. Com este título, ela fez sua estreia no top 100 do ranking WTA, na 65ª posição.
Rybakina se classificou para sua segunda partida do Grand Slam do ano na chave principal no US Open, mas perdeu novamente na primeira rodada. Em seu próximo torneio, ela fez sua segunda final de torneio WTA Tour do ano no Jiangxi International Open, terminando em vice-campeã, atrás de Rebecca Peterson. Este resultado a colocou entre as 50 primeiras pela primeira vez. Rybakina fechou o ano com força, chegando pelo menos às quartas de final nos últimos três eventos da temporada. Em particular, ela chegou às quartas de final no Wuhan Open, seu primeiro evento Premier-5 na carreira. No torneio, ela derrotou a número 6 do mundo, Simona Halep, que se retirou no final do primeiro set devido a uma lesão na região lombar. Ela perdeu na rodada seguinte para a eventual campeã e número 14 do mundo, Aryna Sabalenka. Rybakina terminou a temporada em 37º lugar no mundo.
2020: Cinco finais e top 20 Rybakina liderou o WTA Tour em número de finais durante a temporada de 2020 e terminou empatado em segundo lugar em número vitórias. Ela chegou à final em quatro de seus primeiros cinco eventos. Antes da pandemia de COVID-19 levar à suspensão do WTA Tour por mais de cinco meses, ela havia chegado à final de todos os torneios, exceto o Australian Open e o Qatar Open, perdendo para a número 1 do mundo, Ashleigh Barty, em ambos, nesse último com uma desistência devido a uma distensão no abdutor na perna. Antes do Australian Open, suas duas finais aconteceram em eventos internacionais. Depois de perder sua primeira final do ano para Ekaterina Alexandrova no Shenzhen Open, ela derrotou Zhang Shuai para ganhar seu segundo título WTA no Hobart International. Em Melbourne, ela registrou suas duas primeiras vitórias na chave principal de um Grand Slam contra Bernarda Pera e . Após o torneio, ela alcançou duas finais Premier no St. Petersburg Ladies Trophy e no Dubai Championships, terminando como vice-campeã, para a 8ª cabeça de chave, Kiki Bertens, e para a 2ª cabeça de chave, Simona Halep, respectivamente. Em Dubai, em particular, Rybakina derrotou duas jogadoras entre as dez primeiras, a 7ª, Sofia Kenin, e a 3ª, Karolína Plíšková, esta última foi a jogadora com melhor classificação que ela derrotou até aquele momento. Essas quatro finais a ajudaram a subir para a 17ª posição no mundo no momento do encerramento da turnê. Ela também se tornou a primeira jogadora do Cazaquistão entre as 20 primeiras da história.
Durante a maior parte da paralisação, Rybakina permaneceu em Moscou e não teve oportunidade de praticar por dois meses e meio. Ela finalmente retomou o treinamento em Bratislava, Eslováquia, por cinco semanas. Quando a turnê foi retomada em Nova York em agosto, ela perdeu sua partida de retorno para Alexandrova e registrou apenas uma vitória no US Open. De volta à Europa, ela finalmente derrotou Alexandrova no Aberto da Itália em sua terceira oportunidade do ano, antes de desperdiçar a chance de servir a partida na derrota na terceira rodada para Yulia Putintseva. No Internationaux de Estrasburgo, Rybakina alcançou a quinta final do ano e a primeira desde o reinício da turnê, perdendo na final para a 5ª cabeça de chave, Elina Svitolina. Ela não levou esse sucesso para o próximo torneio Major, perdendo para Fiona Ferro na segunda rodada do Aberto da França.
2021: Quartas de final do Aberto da França e top 15 thumb|right|270px|
Rybakina chegou às quartas de final do Aberto da França sem perder nenhum set ao derrotar Serena Williams na quarta rodada. No mesmo torneio, ela também chegou às quartas de final em duplas, ao lado de Anastasia Pavlyuchenkova; aliás, Pavlyuchenkova foi a adversária que a derrotou nas quartas de final da parte de simples do Aberto da França de 2021.
Rybakina foi a 15ª cabeça de chave do torneio de tênis dos Jogos Olímpicos, vencendo suas três primeiras partidas sem perder um set antes da derrota nas semifinais para Belinda Bencic em jogo de três sets. Na disputa pela medalha de bronze, Rybakina foi derrotada de virada por Elina Svitolina depois de ter vencido o primeiro set por 6–1.
Em 1º de novembro, ela fez sua estreia entre as 15 primeiras, no 14º lugar do mundo, tornando-se a jogadora cazaque com melhor classificação da história.
2022: Título de Wimbledon, 12º lugar do mundo thumb|right|270px|