Metra (abrev.: METX ) é o sistema ferroviário suburbano na Região Metropolitana de Chicago, servindo a cidade de Chicago e seus subúrbios circundantes através da Union Pacific Railroad, BNSF Railway e outras operadoras ferroviárias. O sistema opera 242 estações em 11 linhas. É o quarto sistema ferroviário suburbano mais movimentado dos Estados Unidos por número de passageiros, e o maior e mais movimentado sistema ferroviário suburbano fora da Área Metropolitana da cidade de Nova York. No quarto trimestre de 2021, atendeu aproximadamente 75.100 passageiros por dia durante a semana. O dia mais movimentado estimado do Metra ocorreu em 4 de novembro de 2016, data da vitória do Chicago Cubs na World Series, a grande final da MLB, a liga americana de baseball.
Metra é descendente de vários serviços ferroviários suburbanos que datam da década de 1850. O sistema atual data de 1974, quando a Assembléia Geral de Illinois estabeleceu a Regional Transportation Authority (RTA) para consolidar todas as operações de transporte público na área de Chicago, incluindo trens urbanos. A criação da RTA foi resultado do fracasso antecipado do serviço de transporte suburbano operado e de propriedade de várias empresas ferroviárias privadas na década de 1970.
Em uma reorganização de 1983, a RTA colocou os trens urbanos sob uma recém-formada Divisão de Trens Urbanos, que se autodenominava Metra, em 1985. As empresas ferroviárias de carga ainda operam quatro das rotas da Metra sob contratos de compra de serviço. Ela detém todo o material circulante e é responsável por todas as estações, junto com os respectivos municípios. Desde a sua criação, a Metra direcionou mais de US$ 5 bilhões para o sistema ferroviário suburbano da Grande Chicago, ao lado do Chicago Transit Authority (CTA).
História
Primeiros trilhos suburbanos de Chicago Desde sua fundação no século XIX, Chicago tem sido um importante centro do meio-oeste americano na rede ferroviária do país. Possui linhas férreas irradiadas em mais direções do que qualquer outra cidade da América do Norte. As ferrovias estabeleceram sua sede na em Chicago, tornando-a um centro para a construção de vagões de carga, de passageiros e locomotivas a diesel. Os primeiros serviços de passageiros eram administrados por Chicago, Burlington and Quincy Railroad, Chicago and North Western Transportation Company e Milwaukee Road.
Na década de 1930, Chicago tinha o maior sistema de transporte público do mundo, mas os serviços ferroviários começaram a declinar. Em meados da década de 1970, as linhas de passageiros enfrentavam um futuro incerto. O Burlington Northern Railroad, Milwaukee Road, Chicago & North Western e Illinois Central vinham perdendo dinheiro há vários anos e usavam trens com vagões de passageiros que datavam da década de 1920.
Formação da RTA
Para fornecer estabilidade ao sistema ferroviário suburbano, a Assembléia Geral de Illinois formou a Regional Transportation Authority em 1974. Seu objetivo era financiar e planejar o transporte público da região de Chicago. Depois de usar, inicialmente, equipamentos de segunda mão, a RTA recebeu as primeiras locomotivas EMD F40PH em 1976. Essa frota ainda está em serviço até os dias atuais. As empresas que há muito forneciam trens urbanos na região continuaram a operar suas linhas sob contrato com a RTA.
Menos de uma década depois, a Regional Transportation Authority já sofria de problemas financeiros contínuos. Além disso, dois fornecedores ferroviários, a Rock Island Line e a Milwaukee Road, faliram, forçando a RTA a criar, em 1982, a Northeast Illinois Regional Commuter Railroad Corporation para operar suas linhas diretamente. Em 1983, o Legislativo de Illinois reorganizou a agência, deixando-a responsável pelas operações diárias de todos os serviços de ônibus, trens pesados e trens urbanos em toda a Região Metropolitana de Chicago. Também era responsável por direcionar os níveis de tarifas e serviços, estabelecer orçamentos, encontrar fontes para investimento de capital e planejamento. Uma nova divisão de trens urbanos, a RTA Commuter Rail Division, foi criada para lidar com as operações de trens urbanos, formando um dos três "quadros de serviço" da RTA junto com Chicago Transit Authority (operadora de transporte de massa) e Pace (sistema de ônibus e paratrânsito).
Marca "Metra"
O conselho da RTA Commuter Rail Division reuniu-se pela primeira vez em 1984. Em um esforço para simplificar a operação de trens urbanos na área de Chicago, em julho de 1985 adotou uma marca unificada para todo o sistema – Metropolitan Rail. O serviço Metra recentemente reorganizado ajudou a trazer uma identidade única para os muitos componentes de infraestrutura atendidos pelo sistema ferroviário de passageiros da Regional Transportation Authority. No entanto, o sistema ainda é legalmente conhecido como Commuter Rail Division.
Hoje, o braço operacional da Metra, a Northeast Illinois Regional Commuter Railroad Corporation, opera sete rotas próprias da companhia. Quatro outras continuam a ser operadas pela Union Pacific (anteriormente Chicago & North Western) e BNSF (anteriormente Burlington Northern) sob contrato com a Metra. O serviço em toda a rede é fornecido sob o nome Metra (de acordo com o objetivo da empresa de fornecer uma identidade única para todos os trens urbanos da região). Também é proprietária de todo o material rodante, controla tarifas e níveis de pessoal e é responsável pela maioria das estações. No entanto, os transportadores de carga que operam linhas sob contrato utilizam seus próprios funcionários e controlam o direito de passagem para essas rotas.
Crescimento e expansão No final do século XX e início do século XXI, a Metra registrou recorde de passageiros e expandiu seus serviços. Em 1996, organizou sua primeira nova linha, a North Central Service, que vai da Union Station a Antioch. Em 2006, adicionou novas paradas intermediárias à mesma rota, estendeu a Union Pacific West Line de Geneva a Elburn, e estendeu o SouthWest Service de Orland Park a Manhattan. Em 2012, teve um desempenho médio de pontualidade de 95,8% (medido apenas para as chegadas de um trem em sua última estação com menos de seis minutos de atraso). Também registrou seu quarto maior volume em sua história, apesar da diminuição das oportunidades de emprego no centro de Chicago.
A Metra continuou buscando opções de expansão e melhoria do atendimento aos passageiros. Nas últimas três décadas, a companhia investiu mais de US$ 5 bilhões em sua infraestrutura. Esse investimento foi usado para comprar novo material rodante, construir novas estações, reformar vias, modernizar os sistemas de sinalização e as instalações de apoio. Além das principais melhorias nas linhas Union Pacific Northwest e Union Pacific West, o planejamento avançou em duas novas rotas, SouthEast Service e Suburban Transit Access Route ("STAR").
Corrupção A Metra também foi prejudicada por alegações e investigações de corrupção. Em abril de 2002, o membro do conselho Don Udstuen renunciou tanto à Metra quanto ao seu cargo executivo na Illinois State Medical Society, depois de admitir ter recebido subornos para direcionar os contratos da Metra para empresas associadas ao ex-legislador Roger Stanley e se declarar culpado de sua participação no escândalo da Operação Safe Road.
Em Abril de 2010, o diretor executivo da Metra, Phil Pagano, enfrentou uma investigação por receber um bônus não autorizado de US$ 56.000. Mais tarde foi descoberto que havia recebido indevidamente US$ 475.000 em pagamentos de férias. No dia em que o conselho da agência estava programado para discutir seu destino, Pagano jogou-se diante de um trem da própria Metra, em um aparente suicídio. Na época da morte, também surgiram alegações de que um funcionário da Metra havia exigido uma recompensa de US$ 2.000 do estúdio cinematográfico que usou a Metra no filme Source Code, de 2011. Esse funcionário foi posteriormente dispensado de suas funções e se aposentou.
Em Junho de 2013, o CEO da Metra, Alex Clifford, renunciou abruptamente ao cargo sem comentários públicos. Gradualmente, foi relatado que sua saída havia sido exigida pelo conselho da companhia, que negociou um pacote de indenização de US$ 871.000, incluindo um acordo de confidencialidade. A saída de Clifford foi supostamente arranjada porque ele rejeitou pedidos de contratação e promoção por indicação, incluindo um pedido para promover um antigo aliado do deputado estadual de Illinois Michael Madigan. Na sequência deste escândalo, cinco membros do conselho renunciaram. Em agosto do mesmo ano, os demais membros do conselho elegeram por unanimidade Don Orseno como CEO interino. (O conselho de seis membros estava operando em número reduzido e, portanto, não tinha autoridade para eleger um CEO permanente. Orseno e Alex Wiggins compartilhavam funções como diretores co-executivos.) A longa carreira ferroviária de Orseno, começando com o trabalho de montar trens e verificar portas para a Chicago, Rock Island e Pacific Railroad jogaram favoravelmente na decisão. Em outubro, as autoridades locais restauraram o conselho da Metra para 11 membros. Depois de analisar quatro candidatos, o conselho reconstituído nomeou formalmente Orseno como CEO da Metra em janeiro de 2014. Ainda em 2014, foi relatado, com base em arquivos anteriores, "um longo histórico de contratação de patrocínio político" na Metra.
thumb|left|250px|Locomotiva com o logotipo da Metra Subfinanciamento Durante muito tempo, a Metra não foi financiada o suficiente para manter a maioria dos equipamentos e material circulante atualizados. Em média, a agência recebia aproximadamente US$ 700 milhões por ano, mas a Metra afirma precisar de cerca de US$ 2 bilhões por ano, o que só foi alcançado a partir de 2020. Por causa disso, teve que reduzir o novo material circulante, em vez de recorrer aos seus Programas de Reconstrução, nos quais eles reconstroem vagões e locomotivas com utilitários de última geração. Estas reformas custam apenas uma fração do que seria gasto para comprar novos materiais como, por exemplo, seus carros Amerail, a respeito dos quais um trabalhador declarou: "... podemos reconstruir por aproximadamente US$ 650.000. Comprar esse carro novo custaria US$ 3 milhões"..
Operações
Estações A Metra atende passageiros por meio de estações em toda a Região Metropolitana de Chicago. Cada estação, a menos que seja uma rota ou terminal de ramal, oferece viagens de (saída) e para (entrada) o Centro da cidade. Portanto, um passageiro pode conectar-se entre Chicago e um subúrbio ou entre dois pontos nos subúrbios usando o serviço Metra. Embora o sistema ferroviário suburbano da Metra seja projetado para conectar áreas em toda a região metropolitana, fornece algumas conexões intramunicipais dentro de Chicago.
Os trens Metra se originam de uma das quatro estações no centro de Chicago. Seis linhas se originam na Union Station. As três linhas da Union Pacific em Ogilvie, antigamente e ainda popularmente chamada de North Western Station. A linha Rock Island District se origina na estação de LaSalle Street. Já a linha Metra Electric District tem origem em Millennium Station, antigamente e ainda frequentemente chamada de Randolph Street Terminal. Todos os quatro terminais estão situados a uma curta distância do Chicago Loop, importante área comercial e turística, para que os passageiros possam se transferir facilmente para uma linha diferente daquelas da Metra ao chegar ao Centro. O serviço urbanocentrico da Metra continua popular entre os passageiros suburbanos que trabalham no centro da cidade, os que realizam viagens de ida e volta e aqueles que visitam Chicago para atividades de turismo e lazer.
As estações são encontradas em toda Chicago, bem como nos condados suburbanos de Cook, DuPage, Kane, Lake, McHenry e Will - uma área amplamente coextensiva com o anel interno da área metropolitana de Chicago. Uma estação está localizada em Kenosha, no estado de Wisconsin.
Rotas