O Brasil detinha 16,184 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo em 2024 e mais 24,071 bilhões de barris na soma de reservas provadas e prováveis. O país ocupa o 15º lugar no globo em número de reservas e responde por cerca de 1,0% das reservas totais de petróleo do mundo, de 1,65 trilhão de barris.

De acordo com o Boletim de Recursos e Reservas de Petróleo e Gás Natural da ANP, a relação entre as reservas e a produção, a vida útil das reservas de petróleo brasileiro, é de 13,7 anos. Ou seja, esse é o tempo que o país teria petróleo disponível de acordo com o que é usado e extraído hoje. O valor é calculado considerando-se a quantidade produzida e o consumo.

O Brasil é o maior produtor de petróleo da América do Sul, o oitavo maior produtor mundial, o oitavo maior consumidor e possui as maiores reservas ultraprofundas recuperáveis ​​do mundo. A produção de petróleo do Brasil é predominantemente offshore (96,7 por cento), com a petrolífera nacional Petrobras respondendo por 73 por cento da produção de petróleo e gás do país.

O mercado de petróleo e gás é, há anos, responsável pela maior parte dos investimentos da economia brasileira, com cerca de 11% do PIB do país. O Brasil ocupa posição de destaque na exploração e produção de petróleo offshore por possuir a prolífica província do pré-sal, cujo petróleo é de alta qualidade, com igual produtividade dos campos.

A Agência Internacional de Energia (IEA) destaca a relevância do Brasil no setor energético. Reformas energéticas significativas, frequentes descobertas de petróleo, juntamente com rodadas de licitações de petróleo recentes e futuras, têm atraído Companhias Petrolíferas Internacionais (IOCs) de todo o mundo para licitar oportunidades no Brasil. Além disso, algumas empresas internacionais também começaram a se interessar e investir no subsetor downstream brasileiro por meio da aquisição de redes de gasodutos e da construção de terminais de gás natural liquefeito (GNL).

O Plano de Expansão de Energia (PDE) 2021–2030 do Brasil prevê que os investimentos em exploração e produção (E&P) de petróleo e gás variem de US$ 415 bilhões a US$ 454 bilhões neste período. Esses números refletem uma avaliação dos investimentos agregados de toda E&P no Brasil.

Novas fronteiras de exploração Em 2024, a Petrobras confirmou a descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Margem Equatorial, região que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e possui reservas estimadas em 30 bilhões de barris, segundo a ANP. Embora a área já tenha sido alvo de exploração por outras empresas e pela própria estatal (que perfurou cerca de 700 poços no passado), essa nova descoberta evidenciou um potencial inédito, levando a região a ser considerada o Novo Pré-Sal por alguns.

No âmbito do licenciamento, após o Ibama indeferir o pedido inicial em 2024, uma segunda solicitação, contendo aperfeiçoamentos e atendendo a novos requisitos, foi aprovada em outubro de 2025. A licença contempla um poço no Amapá, situado a 175 quilômetros da costa e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A fase inicial do projeto, com duração prevista de cinco meses, tem como objetivo verificar a viabilidade da produção em escala.

Conforme o Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras destinará US$ 2,5 bilhões em investimentos na Margem Equatorial até 2030. A companhia defende que a exploração dessas reservas é crucial para garantir a segurança energética nacional e manter a autonomia do Brasil em relação à importação de petróleo.

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