Laura Sabino (Ribeirão das Neves, 18 de agosto de 1999) é uma historiadora,pós-graduada em Economia, professora,youtuber, palestrante e colunista brasileira, alinhada ao marxismo e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Construiu trajetória ligada a movimentos sociais urbanos e do campo. Ajudou na consolidação e divulgação cozinhas solidárias, realizou formações em ocupações urbanas e rurais e integrou coletivos de acolhimento a mulheres vítimas de violência de gênero.
Formada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), iniciou sua produção de conteúdo em um contexto de baixa presença desses temas nas redes sociais. Ao longo dos anos, ampliou significativamente seu alcance, reunindo mais de 1 milhão de seguidores e consolidando uma comunidade caracterizada pelo engajamento em conteúdos sobre política, história e sociedade.
A atuação de Laura garantiu sua participação em eventos nacionais e internacionais, viagens a diferentes países e contato com figuras públicas, incluindo a palestra no G20. Considerada uma das vozes mais relevantes ligadas à formação política de esquerda nas redes sociais, tendo sido escolhida nessa qualidade para abrir a pré-candidatura à presidência de Lula em 2022.
Laura também foi militante do movimento Ocupa Curumim, mobilização comunitária organizada na periferia de Ribeirão das Neves em defesa da recuperação de um espaço público destinado a atividades culturais, educacionais e esportivas. O movimento reuniu moradores, educadores, políticos, artistas e movimentos populares e culminou na revitalização do espaço para uso da comunidade.
Sabino também participou da criação do Cursinho Popular de Neves, iniciativa que oferecia preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), aulas de reforço, oficinas, atendimento psicológico e biblioteca comunitária. Atua ainda no movimento MEL – Mulheres em Luta e no coletivo "feminismo marxista em movimento".
É colunista do Brasil de Fato e Revista Jacobin.Ela também é correspondente brasileira no independente Portal TakiLatam, onde realiza analises politicas voltado para a America Latina além de ser uma das apresentadoras do Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Laura também escreve para o portal mineiro Xôtifalá onde, além de textos, realiza coberturas nas ruas
Biografia Laura é natural de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nascida na periferia, coordenou cozinhas solidárias, realiza formações em ocupações urbanas e, por anos, integrou coletivos de acolhimento a mulheres vítimas de violência de gênero. Ela também ajudou na criação do Cursinho Popular de Neves, que oferecia preparação para o ENEM, aulas de reforço, oficinas, atendimento psicológico e biblioteca comunitária. Ela também milita no movimento MEL - Mulheres em Luta. Laura também foi militante do movimento Ocupa Curumim, um movimento organizado em sua comunidade em Ribeirão das Neves, voltado à defesa e a recuperação de um espaço público destinado ao desenvolvimento de atividades culturais, educacionais e esportivas. A mobilização reunia moradores, educadores, artistas e movimentos populares em torno da reivindicação de um equipamento comunitário de acesso público. Após um período de disputas e negociações, a mobilização culminou revitalização do espaço.
Bisneta de Aristides Sabino, identificado como integrante de lutas vinculadas à questão agrária, e neta de Dalcy Sabino e Ilza Maria Marques, esta última descrita como dona de casa que não teve acesso à alfabetização formal, Laura Sabino tem origem familiar associada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Segundo registros biográficos, sua família viveu em contextos marcados por segregação socioespacial. Desde a infância, Laura teria tido contato com debates e mobilizações relacionados ao direito à cidade e ao acesso à terra no campo.
É filha de Heli Sabino de Oliveira, que hoje é professor universitário na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no departamento de Métodos e Técnicas de Ensino, o primeiro letrado da família.Durante a infância, acompanhava o pai em atividades ligadas à rede pública de ensino, incluindo tarefas em assentamentos e acampamentos vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), já que ele era professor do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), iniciativa voltada à formação de professores vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), experiência apontada como parte de sua formação política.
Na adolescência, Laura integrou coletivos de acolhimento a mulheres vitimas de violência, motivada pelo contexto de sua cidade natal - classificada como segunda pior cidade do país para as mulheres no relatório "Desenvolvimento Humano para Além das Médias", apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e com índices de violência maiores do que a cidade do Rio de Janeiro, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em julho de 2026. Sabino já trabalhou como animadora de festa infantil, garçonete e freelancer e é formada em História na UFMG.
Apesar de ter crescido como filha de professor da rede pública, sua atual condição de filha de professor universitário rendeu discussão nas redes sociais sobre a banalização do termo "privilégio", e sobre a importância de diferenciar a renda obtida através do trabalho de dinheiro herdado pela classe social de origem.
No ambiente digital, Laura consolidou presença como comunicadora e militante, utilizando as redes sociais para difundir análises políticas, textos autorais e coberturas sobre temas sociais. Participa de debates públicos, realiza palestras e integra eventos ao lado de artistas populares e de personalidades políticas, incluindo Aleida Guevara, filha de Che Guevara. Sua atuação combina militância e produção de conteúdo, mediação de discussões e mobilização online, o que lhe conferiu expressiva projeção nas plataformas digitais.
Militância e atuação É marxista, historiadora, professora, colunista e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sendo considerada uma das youtubers mais relevantes ligada à formação política de esquerda. Laura se diz partidária das ideias de Antonio Gramsci, defendendo a importância da educação política para romper com o domínio ideológico das classes dominantes. Afirma ainda que a sociedade vê atualmente o fracasso do capitalismo, e que a social-democracia não é suficiente para resolver os problemas sociais.
Ainda jovem, Laura passou a frequentar formações políticas, ajudou a montar o Núcleo de Formação Crítica Econômica. Em 2011 Laura passou a integrar grupos de acolhimento de mulheres vítimas de violência e ajudar na construção de cozinhas populares em áreas de segregação social. Embora nunca tenha militado no movimento estudantil, em 2016, participou da onda de ocupações de escolas secundaristas. Ao longo dos anos ampliou sua atuação para inciativas de segurança alimentar, tornando-se uma das organizadoras e divulgadoras de cozinhas solidarias, principalmente, durante a pandemia de COVID-19, ações que visavam amenizar os impactos da crise sanitária em comunidades vulneráveis.
Laura participou de diversas ações em áreas periféricas como entregas de cestas básicas, mutirões de reconstrução e solidariedade. Uma das ações foi registrada pela globo na reportagem intitulada "Movimento LGBT e jovens da periferia ajudam atingidos pela chuva em Ribeirão das Neves", na matéria é mostrado diversos movimentos sociais entregando itens de construção como telhas, tijolos e ajudando a limpar os destroços causados pelos alagamentos. Laura aparece na matéria ao lado de diversos militantes, ajudando na entrega dos materiais e contando que o dinheiro havia sido arrecadado em uma de suas lives.
Em 2023, passou a ser uma das apresentadoras do Boteco Cumunista, onde, ao lado de outros produtores de conteúdo como Dimitra Vulcana e Thiago Torres (Chavoso da USP), discutia sobre temas controversos a partir de uma perspectiva marxista e revolucionária. O programa estruturava-se em formato de debates e entrevistas. Entre os convidados, destacam-se personalidades influentes do cenário político brasileiro, como os parlamentares Glauber Braga e Talíria Petrone e a drag Rita von Hunty (Guilherme Terreri). A experiência contribuiu para a consolidação de uma rede de produtores de conteúdo marxista que utilizavam plataformas digitais como instrumento de divulgação e formação política.
Com o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), produziu matérias para o portal do movimento, divulgou ações, gravou diversos vídeos e denunciou casos de violência policial policial em ocupações. Um marco na sua atuação como aliada ocorreu em outubro de 2021, quando publicou um vídeo em seu canal do YouTube em conjunto com dirigente nacional do MST. Na produção, eles buscaram desmontar narrativas negativas midiáticas hegemônicas e esclareceram os princípios e objetivos do movimento, particularmente no que diz respeito à luta pela reforma agraria no país.
No dia 9 de dezembro de 2023, ao lado de João Pedro Stédile participou do lançamento do documentário "De quanta terra precisa um homem" produzido pelo Instituto Conhecimento Liberta.
Além da militância e aproximação de movimentos sociais, Laura iniciou as atividades políticas nas redes sociais em 2019, segundo ela, visando levar o conhecimento de forma acessível à pessoas como ela, que vieram da periferia. Nessa qualidade, foi escolhida para abrir o ato de lançamento da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT) às presidenciais de 2022, que teve lugar a 9 de maio de 2022 no Expominas, na Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte.
Durante cinco anos integrou o movimento social Ocupa Curumim, uma ocupação urbana independente que promovia cursos e atividades culturais para comunidade local. O espaço, no entanto, enfrentou crescentes ataques e depredações. Em dezembro de 2022, um incêndio destruiu o projeto, deixando mais de 60 crianças e adolescentes sem acesso às atividades gratuitas que ali eram oferecidas, além de interromper o funcionamento da cozinha solidária, que atendia famílias aos fins de semana. Após o ocorrido, o espaço se tornou alvo constantes de depredação
Em julho de 2022, na sequência da exposição pública do vídeo de uma adolescente transexual de 14 anos, filmada num banheiro feminino, e publicado por Nikolas Ferreira, então vereador de Belo Horizonte pelo Partido Liberal (PL), desafiou o autarca para uma luta de muay thai, o rotulando de covarde.
Em outubro de 2024, Laura Sabino e o também influenciador Ian Neves lançaram conjuntamente o programa "webcomunistas" cujo título ironiza o termo frequentemente utilizado como critica a produtores de conteúdo alinhados ao pensamento comunista. A produção estreou no ICL com três episódios temáticos, sendo eles: "Ideologia de gênero", "imperialismo" e "privatização da água".
Em dezembro de 2024, Laura Sabino discursou no evento inaugural da campanha de reconstrução da casa onde Carlos Marighella viveu em salvador (BA). O ato, realizado em São Paulo, contou com a participação de importantes nomes da cultura e ativismo político, incluindo os músicos Don L, KL Jay e Rashid (cantor), além de personalidades políticas como José Dirceu e João Pedro Stédile. O evento marcou o primeiro ato público organizado pelo Instituto Carlos Marighella e Clara Charf, que buscam transformar o local em um espaço de formação política, com centro de atividades culturais e formativas vinculadas à história dos movimentos e organizações sociais no Brasil.