Vidigal é um bairro da Zona Sul do município do Rio de Janeiro, no Brasil. Sua favela é o Morro do Vidigal, que deu origem ao bairro do Vidigal. O bairro e a comunidade do Vidigal, embora pobres, como toda favela, situam-se entre alguns dos bairros mais nobres do Rio, como Leblon e São Conrado, sobre o Morro Dois Irmãos. É reduto de diversos animais e plantas da Mata Atlântica. Seu IDH, no ano 2000, era de 0,873, o 38º melhor do município do Rio de Janeiro (resultado obtido devido ao fato de o cálculo de seu IDH ter sido feito junto com São Conrado). Até os anos 2000, era apenas uma favela, porém, com a expulsão do tráfico de drogas, o bairro começa a ter um lento e gradual processo de urbanização, tendo em vista seu potencial imobiliário e turístico. Possui, atualmente, o 21º metro quadrado mais valorizado da cidade, custando em média R$ 6.706, estando cerca de R$ 2.800 acima da média da cidade, R$ 3.853.

Considerado por muitos um cartão-postal da cidade do Rio e local favorável à pesca, ganhou fama rapidamente por ser um ótimo lugar para se contemplar a vista para o mar. Numa perspectiva romântica, algumas pessoas costumam afirmar que a vista do mar a partir do Vidigal é a mais bela da cidade do Rio de Janeiro.

Topônimo O Vidigal ganhou esse nome em referência ao ex-comandante da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro no século XIX, o major Miguel Nunes Vidigal, que, devido aos seus serviços, recebeu de presente dos monges beneditinos, em 1820, um terreno ao pé do Morro Dois Irmãos, o qual foi ocupado por barracos a partir de 1940, dando origem à atual favela.GOMES, Laurentino. 1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo : Editora Planeta do Brasil, 2007, p.224.

Transportes Desde o dia 9 de outubro de 2017, existe uma integração tarifária entre vans legalizadas e o Metrô do Rio de Janeiro, originalmente no valor de R$ 5,00, possibilitando que moradores do Vidigal e da Rocinha paguem um preço mais baixo para utilizar os dois modais de transporte. A integração é feita nas estações Jardim de Alah e São Conrado, enquanto que pelo menos 66 vans, identificadas com uma faixa amarela na lateral, estão autorizadas a fazer a integração com o metrô. O benefício é concedido ao passageiro que possui um cartão RioCard, devendo a integração ser realizada em um intervalo máximo de duas horas e meia.

Segurança Por muitas décadas, junto com outras favelas, o Vidigal foi considerado um dos locais de maior perigo no Rio, devido à guerra do tráfico, mas, em 18 de Janeiro de 2012, a comunidade passou a ser atendida pela 19° UPP.

Na cultura popular No cinema No filme Rio, eu te amo (vários cineastas), a história Vidigal, do Coreano Im Sang-Soo, está ambientado em Vidigal. A Frente Fria que a Chuva Traz, de Neville D'Almeida (2015), foi gravado em Vidigal. O filme Bandeira de Retalhos (2018), do cineasta Sergio Ricardo, tem como pano de fundo a remoção de parte da favela no ano de 1977. O filme Mundo Novo, de Álvaro Campos (2021), foi gravado em Vidigal. O filme A Festa de Léo, de Luciana Bezerra, Gustavo Melo (2024), foi gravado em Vidigal. Na literatura As quatro histórias da coletânea Histórias do Vidigal por Olavo Wyszomirski (2015) estão ambientadas na comunidade. Várias cenas do romance O Grande Dia, de Pierre Cormon, se passam em uma favela imaginária chamada Dois Irmãos, que evoca a do Vidigal.

Ver também Regiões administrativas da cidade do Rio de Janeiro Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro (cidade)

Ligações externas

Categoria:Favelas da cidade do Rio de Janeiro