Infinito Presente é o sétimo álbum de estúdio do fadista portuguếs Camané, lançado em 2015 pela Warner Music Portugal, 20 anos depois do primeiro álbum, e cinco anos depois de Do Amor e dos Dias. A edição foi publicada nos formatos standard, com 15 temas, edição especial de 17 temas acompanhada por um DVD com um documentário de produção do disco, e edição digital, também com 17 temas. O álbum foi gravado nos estúdios Valentim de Carvalho.
Entrou directamente para o 1° lugar do top nacional de vendas, e permaneceu no top 30 por dezasseis semanas.
O fio condutor do álbum é o tempo, passagem do tempo, tempo enquanto memória. Dois dos fados incluídos no álbum tinham sido gravados pelo seu bisavô, José Júlio Paiva, num disco de 1925.
Recepção da crítica
O álbum recebeu críticas positivas em várias publicações portuguesas, com António Pires a descrevê-lo como "provavelmente, o melhor álbum de Camané de sempre."'. Alexandra Carita, na Revista E do jornal Expresso diz:Tudo ali é sólido, coerente, puro, genuíno, brilhante, polido, cuidado. "Passaste por mim", "Quando o Fado Acontece", "Infinito Presente", só para citar alguns fados por impossibilidade de os citarmos todos, elevam-nos a outro universo de sedução, a um mundo de pele à flor de todas as peles e todos os elogios se atrapalham ao serem elencados numa lista a perder de vista.José Bonifácio, no Público, descreve o álbum da seguinte forma:Talvez Infinito Presente não seja, como Camané diz, o mais negro dos seus discos – há alguns temas menos introspectivos (para usar a expressão dele); talvez não seja um disco apenas sobre o tempo; mas é o álbum mais inteiro de Camané, aquele em que o fadista mostra toda a gama dos seus recursos. Se antes cada álbum era como que um plano de um homem a escalar uma montanha (pessoal), a cair e a reerguer-se, agora temos um homem batido, que não pode fingir que não aprendeu como o mundo funciona. Camané já foi James Dean; agora é Clint Eastwood. O suplemento Ipsilon do jornal Público pôs o álbum em 10° lugar n'O Melhor de 2015 - Música. Faixas
Créditos O álbum conta com poemas da autoria de Frei António das Chagas, que data do século XVII, David Mourão-Ferreira, Fernando Pessoa (criado e cantado originalmente pelo bisavó do fadista, José Júlio Paiva, no início do século XX), Vitorino Salomé, Manuela de Freitas, Manuel Alegre . Inclui ainda música de José Mário Branco, e Alain Oulman (um fado composto por Oulman e dado a Camané pelo filho do compositor).
A produção, arranjos e direcção musical estiveram a cargo de José Mário Branco, que fez juntamente com Manuela de Freitas a supervisão artística.
Instrumentistas
José Manuel Neto - guitarra portuguesa Carlos Manuel Proença - viola Carlos Bica - contrabaixo
Ficha técnica
Alfredo Almeida - produção António Pinheiro da Silva - design de som
Estúdios Valentim de Carvalho
Nelson Carvalho João Pedreira Pedro Gerardo Marco Cipriano Suse Ribeiro António Pinheiro da Silva
Categoria:Álbuns de Camané Categoria:Álbuns produzidos por José Mário Branco Categoria:Álbuns de fado Categoria:Álbuns de 2015