Tormenta é um universo de fantasia que abrange romances, histórias em quadrinhos, jogos de RPG em outros produtos. Foi criado em 1999 por Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e JM Trevisan, como um encarte especial comemorativo de 50 edições da revista Dragão Brasil. Em 2005, os títulos de Tormenta passaram a ser publicado pela Jambô Editora.
Os autores originais eram conhecidos como Trio Tormenta. Depois de alguns anos do cenário sendo publicado pela Jambô, novos autores passaram a integrar o time principal de desenvolvedores. Atualmente, eles são conhecidos como Quinteto Tormenta, em um grupo que é composto por dois dos autores originais, além de Guilherme Dei Svaldi, Leonel Caldela e Rafael Dei Svaldi.
Em 2019, Tormenta comemorou seus 20 anos com uma campanha de financiamento coletivo para a realização de uma nova edição de seu RPG com participação do público. A campanha foi a maior do Brasil em todas as categorias, quebrando todos os recordes de arrecadação.
História Em 1998, Marcelo Cassaro publicou Holy Avenger, uma aventura para AD&D e GURPS Fantasy em 3 partes nas edições 44 a 46 da revista Dragão Brasil.Dragão Brasil #44Dragão Brasil #45Dragão Brasil #46 Segundo Trevisan e Saladino, editores assistentes da Dragão Brasil, na iminência da edição de número 50 da revista, uma reunião editorial foi feita no apartamento do editor-chefe Marcelo Cassaro, tendo em vista um projeto para a comemoração do número 50 da publicação, algo único em uma revista nacional do gênero.
Na edição comemorativa das 50 edições, um encarte especial com 80 páginas explicava o cenário de Tormenta, reunindo personagens, locais, itens, deuses e outras criações avulsas de matérias publicadas na revista em um único cenário coeso. A edição especial abrangia os principais sistemas para RPGs de fantasia medieval vigentes (GURPS, AD&D e 3D&T, um sistema próprio criado na revista). Rapidamente, as unidades esgotaram das bancas, sendo que a procura foi tão grande que foram reportados casos em que bancas de revista vendiam o encarte extra separadamente. Logo em seguida, foi publicada uma nova edição apenas para 3D&T, a fim de evitar problemas com direitos autorais.
A aventura Holy Avenger foi adaptada para uma história em quadrinhos no estilo mangá, com roteiros de Marcelo Cassaro e arte de Érica Awano.
O inesperado sucesso de Tormenta se refletiu nas edições seguintes da revista. Mais matérias eram feitas especificamente para o cenário. Embora diversos leitores reclamassem pelo excesso de matérias sobre o mesmo, maior era a quantidade de pessoas pedindo mais informações. Em poucos meses, diversos novos conteúdos surgiram.
Nos anos seguintes, a quantidade de novos materiais, inclusive alguns criados por fãs, pediu novas edições e revisões. Houve inclusive mudanças nos sistemas usados. Em 2001 foi lançada Tormenta Terceira Edição, uma adaptação para Daemon, um outro sistema brasileiro. No mesmo ano, chegou ao mercado brasileiro a terceira edição de Dungeons and Dragons pela Devir Livraria e com ela a Open Game License (OGL), que permite a outras editoras usar um sistema inspirado em D&D, o chamado Sistema d20. Em 2003, foi lançado o Tormenta D20, adaptando o cenário para d20. No mesmo ano foi lançada uma adaptação de Tormenta baseada no Manual Turbinado de 3D&T.
Com o passar do tempo, o cenário começou a fazer tanto sucesso que nem todas as informações apresentadas na revista Dragão Brasil conseguiam cobrir a vontade dos jogadores. O Trio Tormenta decidiu então criar uma revista separada, chamada Revista Tormenta, reunindo conteúdo exclusivo para o cenário. A revista teve uma boa recepção e dezessete edições lançadas até ser descontinuada, após o fim da relação de trabalho entre o Trio Tormenta e a Editora Talismã.
Em 2005, após a saída da Talismã, os membros do Trio passaram a trabalhar com outras editoras, lançando a revista RPGMaster (dedicada a 3D&T) para a Mythos Editora e a Revista Dragon Slayer para Mantícora, que seguia o estilo da antiga Dragão Brasil, adotando um padrão de lançamento bimensal e inicialmente com conteúdo voltado principalmente para o Sistema d20 e Open Game License. No mesmo ano, é lançado um novo manual pela Daemon e uma nova versão de Tormenta D20 pela Jambô Editora, baseado em D&D 3.5, publicado pela Devir no ano anterior.
Em 2008, 3D&T volta a ser publicado pela Jambô, com o nome de 3D&T Alpha. No mesmo ano, a partir da edição #24 da revista Dragon Slayer, Cassaro, Saladino e Trevisan deixaram de ser editores da revista. Em seus lugares entraram Guilherme Dei Svaldi, Gustavo Brauner, Leonel Caldela, que ficaram conhecidos como Trio Tormenta Ultimate.
Em 2010, é lançado pela Jambô Editora o "Tormenta RPG", escrito pelos dois trios. O sistema de jogo se baseia na OGL, mas trazendo muitos elementos próprios. No mesmo ano, Tormenta volta a ser adaptado para 3D&T com o lançamento do Manual do Aventureiro Alpha, que traz vários elementos do cenário.Manual do Aventureiro Alpha Jambô Em 2013, é lançada uma versão revisada do Tormenta RPG, contendo uma errata do livro anterior e 16 novas páginas. Em 2016 é lançado Tormenta Alpha, que adapta o cenário exclusivamente para 3D&T. Sua última versão foi publicada em 2017, Tormenta RPG Edição Guilda do Macaco.
Em maio de 2019, em comemoração aos 20 anos do cenário, a Jambô lançou no site Catarse, uma campanha de financiamento coletivo de Tormenta 20, um novo sistema de RPG, também baseado em D20, porém com novas regras, raças, classes e com uma atualização completa do cenário nos últimos 20 anos.Tormenta 20 A campanha encerrou no dia 9 de julho de 2019, conseguindo um financiamento de R$ 1.918.486, o que representa 2.398% da meta original de R$ 80.000, se tornando a maior captação brasileira em plataformas de financiamento coletivo de recompensas da história.http://blog.catarse.me/tormenta-20-bate-recorde-historico-de-financiamento-coletivo-no-brasil/
Em maio de 2023, a Jambô realizou um novo financiamento coletivo no Catarse, dessa vez para a "Coleção Arton". O principal objetivo do financimento foi a publicação de dois livros, Atlas de Arton e Ameaças de Arton. Sua arrecadação total foi de R$ 2.326.484, superando a primeira campanha. Em marco de 2024, é lançada a campanha de financiamento coletivo recorrente da revista Tormenta20. Em junho de 2026, a editora Jambô lançou uma licença aberta.
Locais Estas são as principais localidades do mundo de Tormenta, publicado pela Jambô Editora.
Arton É o continente principal, formado por duas faixas de terra maiores: Remnor (ou Arton-Norte) e Lamnor (ou Arton-Sul), unidas por um istmo. Muitas vezes, é usado como sinônimo de todo o mundo conhecido. A maior coalizão de reinos de Arton-Norte é o Reinado. O Reinado Há muitos anos, no continente de Arton-Sul, houve uma guerra, conhecida como a Grande Batalha. O povo que perdeu o conflito foi expulso e exilado ao norte desconhecido. Da migração forçada surgiu o Reinado, uma aliança entre nações reunidas sob o comando de um Imperador-Rei, com o propósito de prosperarem juntas. É fato que nem tudo foi paz — batalhas aconteceram e inimizades entre reinos nunca foram esquecidas. A união entre as nações sempre evitou o mal maior por quase quinhentos anos, mas as Guerras Táuricas e as Guerras Artonianas diminuíram consideravelmente o tamanho da coalizão.
Atualmente, o Reinado é composto pelos seguintes reinos:
Deheon, o reino capital. Primeiro reino humano fundado após a Grande Batalha e da migração forçada dos derrotados do sul. Seu maior símbolo é a gigantesca estátua de Valkaria, a Deusa dos Humanos e da da Ambição, que marca o ponto zero da civilização.
Ahlen, o reino da intriga. Um lugar em onde a lei do mais forte foi suplantada pela lei do mais esperto e mesmo esta só se aplica aos tolos o suficiente para se deixarem apanhar. Anexou a ilha de Collen depois da Guerra Artoniana.
Bielefeld, o reino dos cavaleiros. Um lugar com forte tradição em histórias de cavalaria e em portentosos cavaleiros que praticam o heroísmo em nome de Khalmyr, o Deus da Justiça.
Namalkah, o reino indomado. Terra comprida, de planícies sem fim, Namalkah é o lar de cavaleiros formidáveis que, sem qualquer pompa, como a dos cavaleiros de Bielefeld, tratam os cavalos como irmãos.
Pondsmânia, o reino das fadas. Este temido reino é habitado quase unicamente por criaturas mágicas, especula-se que em meio as suas florestas o tempo e o espaço funcionam de forma diferente.
Wynlla, o reino da magia. Neste reino em que a magia faz parte do cotidiano, encontra-se a maior concentração do mundo de estudiosos e praticantes das artes arcanas.
Zakharov, o reino das armas. Nenhum outro lugar de Arton é tão ligado às armas quanto neste reino, em que elas fazem parte da cultura e são consideradas relíquias de família.
Além do Reinado Existem vários outros lugares notáveis em Arton que não estão ligados às nações.
Aslothia, o reino dos mortos. Depois de décadas em preparação, Ferren Asloth realizou um ritual que consumiu as vidas de seus súditos para se tornar um arquilich. A nação vizinha de Hongari foi afetada e consumida no processo. Aslothia é habitada por todo tipo de morto-vivo.
Doherimm, a montanha de ferro. A maior nação em extensão de todo mundo se encontra muitos quilômetros abaixo da terra. É o reino dos anões, cujas entradas e formas de acesso são segredos exclusivos da raça. É governada por um conselho de guildas.
Ermos Púrpuras, a terra de ninguém. Os Ermos Púrpuras são o nome dado a uma perigosa região habitada por tribos bárbaras e flagelada pela corrupção da Tormenta.
Feudos de Trebuck, a terra dos mil barões. Anteriormente um bom lugar para se viver, Trebuck nunca mais foi a mesma depois da chegada da Tormenta, que vem avançando e consumindo a realidade. O governo se fragmentou quando sua rainha se voltou para Deheon, deixando a região sme governo central.
Floresta de Tollon. Anteriormente um reino de lenhadores, Tollon foi dominado pelos minotauros nas Guerras Táuricas. Quando o Império de Tauron se fragmentou, a região foi abandonada, se tornando um ermo sem lei. É o único lugar onde se encontra a madeira tollon, mais resistente do que qualquer outra.
Halak-Tûr, o deserto da perdição. Essa região perigosa do extremo norte de Arton é repleta de segredos místicos, tesouros mágicos e oásis refrescantes. É habitada porum povo endurecido e fatalista, os shamiris, que acreditam não existir destino exceto o destino que nos é dado. É uma diarquia regina pelo Sultão Fazûd e pelo Príncipe Tuarin.
Império de Tauron, a chama do oeste. Depois da morte do Deus da Força, Tauron, o império dos minotauros ruiu. Outrora o maior reino sob a superfície de Arton), hoje os minotauros lutam para manter em paz seu território, incluindo as províncias de Fortuna, Petrinya e Lomatubar, anexadas durante as Guerras Táuricas. É uma república triunviral governada pelos minotauros Kelskan (antigo sumo-sacerdote de Tauron) e Glabo Varaxus Tirvanius e pela sereia Pérola Aurelius Lomatubarius.
Khubar, o reino-arquipélago. Repelindo os colonizadores, os orgulhosos guerreiros de Khubar lutaram para preservar sua cultura e costumes até conquistarem o direito de serem reconhecidos como uma nação independente. Sob a proteção do Dragão-Rei Benthos, são um território neutro comum para negociações importantes.
Montanhas Sanguinárias. Todo o extremo leste de Arton é margeado por esta cordilheira montanhosa, que separa o continente do oceano. O lugar é um dos mais perigosos do mundo, habitado por toda sorte de monstros, dragões e criaturas fantásticas.
Montanhas Uivantes. No coração de Arton, próximo a Deheon, existe uma cadeia de montanhas que se tornou gelada pela simples presença de Beluhga, a Dragoa-Rainha do Frio. Habitado por povos bárbaros que nunca reconheceram qualquer forma de governo centralizado, as Montanhas Uivantes são consideradas parte do Reinado por pura conveniência geográfica.