Piero Gheddo (Tronzano Vercellese, 10 de março de 1929 – Cesano Boscone, 20 de dezembro de 2017) foi um sacerdote católico, missionário, jornalista e escritor italiano.

Biografia Sendo o primeiro dos três filhos de Rosetta Franzi e Giovanni Ghedo, Piero frequentou o seminário diocesano de Moncrivello, em Vercelli, e ingressou no Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME) em 1945 e foi ordenado sacerdote em 1953.

Foi um cofundador da Editrice Missionaria Italiana em 1955 e da Mani Tese em 1963. Fundou e dirigiu a agência de notícias "Asia News", em 1987, dirigiu a revista "Mondo e Missione" entre os anos 1959 e 1994 e dirigiu a revista juvenil "Italia Missionaria" entre 1953 e 1958 e entre 1975 e 1991. De 1993 a 1995, apresentou o Evangelho Dominical na Rai Uno em vários períodos, apresentou o Evangelho Dominical na Rai Radio 2. De 1994 a 2010, dirigiu também o Arquivo Histórico do PIME, em Roma, colaborando para a causa da beatificação de diversos missionários, entre eles Mario Vergara, Clemente Vismara, Paolo Manna e Giovanni Mazzucconi.

O padre colaborou com vários jornais, entre eles: Avvenire, L'Osservatore Romano, Gente, Epoca, Famiglia Cristiana, Il Giornale e Messaggero di Sant'Antonio.

Em 2006 teve início a causa de beatificação dos pais do Padre Gheddo. A mãe, Rosetta Franzi, era professora e catequista e se destacava pela sua caridade, ministrando aulas aos pobres, que não tinham condições de estudar, durante a noite. Franzi veio a falecer de pneumonia durante o parto de gêmeos que também não sobreviveram. O pai, Giovanni Gheddo, por sua vez, era conhecido pela sua generosidade em prestar serviços voluntários e por reconciliar famílias de sua aldeia. Giovanni foi enviado à guerra na Rússia por ter se recusado a se filiar ao Partido Fascista e, em gesto heroico, morre cuidando dos feridos. Piero Gheddo fala sobre esses fatos em seu livro "Il Testamento del Capitano. Mio padre Giovanni disperso in Rússia nel 1942".

Gheddo era conhecido por sua atividade como jornalista-missionário e por suas posturas contra a Guerra do Vietnã, além de propor um boicote nas Olimpíadas de 2008 na China para libertar a Birmânia.

Como precisava de cuidados médicos diários, Gheddo teve de se transferir para a Casa Ambrosiana da Diocese de Milão de Cesano Boscone, no ano de 2014. Ele morreu no dia 20 de dezembro de 2017, aos 88 anos.

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