Governo da Armênia Ocidental no Exílio (; ; ; ) é uma organização que reivindica soberania sobre o território da Armênia Ocidental, proclamada pelo Conselho Nacional dos Armênios da Armênia Ocidental em 4 de fevereiro de 2011, funcionando como o Governo no exílio da República da Armênia Ocidental (), também conhecida como Estado da Armênia ().

Também reivindica soberania sobre partes do Planalto Armênio, bem como Alto Carabaque e Naquichevão.

Possui uma Constituição, uma bandeira, um brasão, um hino e um órgão legislativo.

Reivindica ser o sucessor legal do Estado armênio reconhecido pelo direito internacional em 1920 e, portanto, reconhecido internacionalmente.LEPL - DAVID AGHMASHENEBELI - NATIONAL DEFENCE ACADEMY OF GEORGIA CONTEMPORARY SECURITY CHALLENGES AND PROSPECTS OF THEIR DEVELOPMENT COLLECTION OF THE PAPERS OF THE SCIENTIFIC-PRACTICAL CONFERENCE Page 12

Antecedentes miniaturadaimagem|Colonização dos armênios no início do século XVII no território da Armênia Ocidental. A presença de armênios na Anatólia está documentada desde o século VI a.C., cerca de 1.500 anos antes da chegada dos turcomanos sob a dinastia seljúcida.

Nos séculos XVI e XVII, a Armênia histórica foi dividida entre os otomanos, que tomaram o Ocidente, e os safávidas, que tomaram o Oriente.

Na véspera da Primeira Guerra Mundial, em 1914, cerca de dois milhões de armênios viviam na Anatólia, de uma população total de 15 a 17,5 milhões. De acordo com as estimativas do Patriarcado Armênio de Constantinopla para 1913-1914, havia 2.925 cidades e vilas armênias no Império Otomano, das quais 2.084 estavam nas terras altas armênias nos vilaietes de Bitlisse, Diarbaquir, Erzerum, Carpute e Vã. Os armênios eram uma minoria na maioria dos lugares onde viviam, ao lado de vizinhos muçulmanos turcos e curdos e cristãos ortodoxos gregos. De acordo com os números do Patriarcado, 215.131 armênios viviam em áreas urbanas, especialmente Constantinopla, Esmirna e Trácia Oriental. Embora a maioria dos armênios otomanos fossem camponeses, eles estavam super-representados no comércio. Como minorias, apesar da riqueza de alguns armênios, seu poder político geral era baixo, tornando-os especialmente vulneráveis. A limpeza étnica dos armênios durante os anos finais do Império Otomano é amplamente considerada um genocídio. O Império Otomano massacrou aproximadamente 600.000–1.500.000 armênios. A primeira onda de perseguição ocorreu nos anos de 1894 a 1896, a segunda culminou nos eventos do genocídio armênio em 1915 e 1916.

História Em 17 de Dezembro de 2004, foi assinada em Shusha a "Declaração do direito à autodeterminação dos Arménios da Arménia Ocidental"; que por extensão também estabeleceu o Conselho Nacional dos Armênios da Armênia Ocidental.

Em 4 de fevereiro de 2011, foi anunciado o estabelecimento do Governo no exílio da Armênia Ocidental e, em 21 de outubro de 2011, a constituição, a bandeira, o brasão e o hino foram todos adotados. Em novembro de 2013, foi formada a Assembleia Nacional da Armênia Ocidental; cujos deputados na primeira sessão do Parlamento em Paris, em 20 de janeiro de 2014, elegeram o Presidente da Armênia Ocidental.

Terras reclamadas A Declaração de Formação da Assembleia Nacional da Armênia Ocidental afirma que a jurisdição da Armênia Ocidental se aplica aos vilaietes de Vã, Bitlisse, Erzurum (que os armênios chamam de "Karin"), Trebizonda, Sivas, Diarbaquir, Carpute, Carse, Surmalu, Javaquécia e Naquichevão, bem como à região histórica da Cilícia.http://www.western-armenia.eu/stat.gov.wa/en/2013/DECLARATION-THE-NATIONAL-ASSEMBLY-OF-WESTERN-ARMENIA-01.06.2013.pdf

Artsaque também é por vezes considerado parte da República da Armênia Ocidental.

Erzurum é reivindicada como a capital da Armênia Ocidental.

O apresentador do noticiário "Western Armenia TV" também apresentou cidades como Bitlisse, Muxe, Vã, Mardim, Eder, Adana, Trebizonda e Rize como "Armênia Ocidental" em seus boletins de notícias. O apresentador declarou: "A Armênia Ocidental, que foi declarada um estado independente e soberano em 1920, agora está ocupada pela Turquia. Mais cedo ou mais tarde, ela retornará aos seus verdadeiros donos, os armênios."

Governo O primeiro-ministro do Governo da Armênia Ocidental no exílio é Tigran Pashabezyan, e o presidente da República da Armênia Ocidental é Martik Gasparyan.

Notas

Ver também

Armênia Ocidental Administração da Armênia Ocidental Genocídio armênio

Referências Categoria:História da Arménia

Ligações externas

Site do Governo da Armênia Ocidental (em armênio) Site da Assembleia Nacional da Armênia Ocidental (em armênio)

Categoria:Armênia Ocidental Categoria:Governos no exílio Categoria:Nacionalismo