Clara Silva (Montevidéu, 1905 – Montevidéu, 20 de setembro de 1976) foi uma poeta, novelista e narradora uruguaia.Rela, Walter. Montevideo, Ediciones Alfar, 1994. p. 165.
Biografia Educada numa família ferventemente católica, foi-lhe doutrinado, tanto a ela como à sua irmã Concepción, que tinha que amar a todos sem distinções, estando bastante presente na sua obra a distinção que a autora fazia entre o amor religioso e espiritual em comparação com o amor carnal ou físico no plano terrestre. Ávida leitora desde pequena idade, o primeiro livro de poemas de Clara Silva foi La cabellera oscura, publicado em 1945, seguindo-se Memoria de la nada (1948) e Los delírios (1954).
Apesar de publicar vários poemas durante a sua vida, Clara Silva destacou-se sobretudo como novelista, continuando a revelar as mesmas preocupações religiosas sob a forma das suas personagens, geralmente mulheres frustradas e sozinhas, angustiadas e abandonadas em antigos casarões.
Casou-se com o crítico literário e ensaísta Alberto Zum Felde. Ambos faleceram em 1976.
Obra
Poesia
La cabellera oscura (1945) Memoria de la nada (1948) Los delirios (1954) Las bodas (1960) Preludio indiano y otros poemas (1961) Guitarra en sombra (1964)
Romance
La sobreviviente (1951) El alma y los perros (1962) Aviso a la población (Editorial Alfa, Montevideo, 1964, reeditado por Arca em 1967 e pela Colecção de Clássicos Uruguaios da Biblioteca Artigas em 2009) Habitación testigo (1967) Prohibido pasar (1969)
Crítica
Genio y figura de Delmira Agustini (1968).
Referências
Ligações externas
Clara Silva Sitio dedicado a Clara Silva em Anáforas (Biblioteca digital de autores uruguaios).
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