Florence Ashley é ativista canadense e trabalha como docente de Direito na instituição acadêmica da Universidade de Alberta, no Canadá. Especialista em direito trans e bioética, possui inúmeras publicações acadêmicas, incluindo um livro sobre a lei e a política de proibição de práticas de conversão de transgêneros. Florence foi a primeira pessoa com identidade de gênero neutro na Suprema Corte do Canadá. Posteriormente, conquistou o prêmio SOGIC Hero Award da Canadian Bar Association.

Primeiros anos e educação Ashley se assumiu trans e fez a transição de gênero em 2015. Sendo assim, é utilizado o They singular em terceira pessoa do inglês como pronome de tratamento neutro.

Ashley estudou na Universidade McGill em Montreal, Canadá, onde se graduou como Bacharelato em Direito Civil e o Juris Doctor em 2017, além do Mestrado em Direito em bioética em 2019. Posteriormente, obteve o título de Doctor of Juridical Science pela Faculdade de Direito da Universidade de Toronto em 2023, onde também foi Junior Fellow do Massey College.

Carreira Em 2019, Ashley se tornou a primeira pessoa na Suprema Corte do Canadá com identidade de gênero neutro, onde serviu no Poder Judiciário ao lado de Sheilah Martin. No mesmo ano, a Ordem dos Advogados do Canadá concedeu o prêmio SOGIC Hero Award paraa Ashley. Em 2023, retornou à Faculdade de Direito da Universidade de Alberta para trabalhar como docente.

O trabalho de Ashley foi citado nos Padrões de Cuidados para a Saúde de Pessoas Transgênero e de Gênero Diversificado, Versão 8, da Associação Profissional Mundial para a Saúde Transgênero.

Em 2022, Ashley publicou o livro Banning transgender conversion practices: a legal and policy analysis. O livro trata sobre terapia de reorientação sexual para pessoas transgêneros e estuda como estas pessoas podem ser legalmente proibidas e qual impacto essa proibição teria nos países que decidirem implementar essas leis. Ashley acredita que a terapia de reorientação precisa desaparecer e que uma proibição formal melhora a situação sem resolver totalmente o problema. É mencionado o Centro de Dependência e Saúde Mental de Toronto como um exemplo de práticas tão ruins que serviram de precedente para a proibição da terapia de reorientação na província de Ontário.

Ashley cunhou o termo "modalidade de género", que é cada vez mais citado e aplicado na literatura sobre saúde trans e educação, e pelos governos e tribunais.Consultado em 12 de outubro de 2024.

Em 2023, Ashley foi um dos 21 membros nomeados para o grupo de desenvolvimento de diretrizes da Organização Mundial da Saúde sobre a saúde de pessoas trans e de gênero diverso, mas em 15 de janeiro de 2024, não esteve mais na lista de membros do grupo devido a um conflito de agenda.

Obras publicadas

Livros

Artigos acadêmicos

Ensaio

'Trans' is my gender modality: a modest terminological proposal, Trans Bodies, Trans Selves, 2ª ed. (em inglês). Laura Erickson-Schroth (ed.), Oxford University Press (2022)

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