A Unidade de Pesquisa de Cultura Cibernética, também conhecida pelo acrônimo CCRU (proveniente do seu nome em inglês, Cybernetic Culture Research Unit), foi um coletivo - muitas vezes referido também como um culto - de pesquisa em teoria cultural formado em 1995 na Universidade de Warwick, na Inglaterra. Foi um grupo conhecido por suas excentricidades e por seu caráter experimental, misturando elementos de ficção e da religião (especialmente da demonologia e da numerologia) com teoria social e cultural, além de promover análises sobre o jungle e sobre afrofuturismo. Originou e popularizou conceitos como teoria-ficção, hiperstição, catastrofismo espinal, guerra temporal lemuriana etc. Angariou popularidade na internet em vista de sua proximidade com a teoria aceleracionista. Seus mais notáveis membros incluíram a filósofa ciberfeminista e fundadora do coletivo Sadie Plant, o crítico cultural marxista Mark Fisher, o idiossincrático pensador aceleracionista de direita Nick Land e o escritor, teórico e cineasta britânico-ganense Kodwo Eshun. Desde sua gênese, a organização é repleta de mistérios e de controvérsias, indo de um relatado uso intenso de drogas como anfetaminas até atividades ocultistas.

O grupo gradualmente se afastou da academia e, em 2003, se dissolveu completamente. Entretanto, alguns de seus textos ainda podem ser acessados em seu site e ex-membros criaram uma coletânea física das antigas publicações da Unidade de Pesquisa de Cultura Cibernética, denominada CCRU: Writings 1997-2003.

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