Departamento de Assuntos do Waqf de Jerusalém e da Mesquita Al-Aqsa (;), também conhecido como Waqf de Jerusalém, Waqf da Jordânia ou simplesmente Waqf, é a organização nomeada pela Jordânia responsável por controlar e administrar os atuais edifícios islâmicos no complexo da mesquita de Al-Aqsa na Cidade Velha de Jerusalém, conhecido para os judeus como o Monte do Templo, que inclui o Domo da Rocha.

O Waqf de Jerusalém é orientado por um conselho composto por 18 membros e chefiado por um diretor, todos nomeados pela Jordânia. O atual diretor do Waqf, desde 2005, é o xeque Azzam al-Khatib.

Nome e história Na lei islâmica, um waqf (), plural awqaf, é uma doação inalienável – normalmente um edifício, lote de terra ou outra propriedade que foi dedicada para fins religiosos ou de caridade muçulmanos. Na lei turca otomana, e mais tarde sob o Mandato Britânico da Palestina, um waqf era definido como usufruto de terras estatais (ou propriedade) das quais as receitas estatais eram asseguradas a fundações religiosas.

A versão atual da administração do Waqf de Jerusalém foi instituída pelo Reino Haxemita da Jordânia após sua conquista e ocupação da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, durante a guerra da Palestina de 1948. O Waqf de Jerusalém permaneceu sob controle jordaniano depois de Israel ter ocupado a Cidade Velha de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, embora o controle sobre o acesso ao local tenha passado para o governo israelense.

Atual O Waqf de Jerusalém é um órgão do Ministério Jordaniano de Assuntos Islâmicos e Lugares Sagrados, que é responsável por "implementar a custódia haxemita sobre os locais sagrados e dotações islâmicos e cristãos e consolidar o status quo histórico e legal".

Os funcionários do Waqf de Jerusalém são funcionários do governo jordaniano. É chefiado por um diretor, também escolhido pelo governo jordaniano. O atual diretor do Waqf de Jerusalém é o xeque Azzam al-Khatib, nomeado em 2005.

Um acordo assinado em 2013 entre o Estado da Palestina (representado por Mahmoud Abbas) e o rei Abdullah II reconheceu o papel da Jordânia na gestão dos locais sagrados de Jerusalém. Este acordo substituiu um acordo verbal com décadas de existência.

Controvérsias O Waqf tem sido frequentemente acusado de destruição descuidada de artefatos culturais abaixo do Monte do Templo. Foi referido por arqueólogos e estudiosos como uma tentativa deliberada de obliterar evidências da história judaica. O Supremo Tribunal de Israel decidiu que o Waqf danificou e destruiu importantes vestígios arqueológicos no Monte do Templo em Jerusalém.

Ver também Guardião dos Lugares Santos Statu quo (Terra Santa)

Categoria:Monte do Templo