Pancrácio (; ; m. ) foi um aventureiro armênio e irmão de Basílio, o Ladrão. Basílio estava entre vários príncipes armênios que estabeleceram pequenas cidades-estados na região durante o colapso do poder centralizado dos abássidas após a ascensão dos seljúcidas.
Nome
Pancrácio (, Pankrátios; ) deriva do grego pankratḗs (), "todo poderoso". Equivale ao armênio Bagrate (, Bagrat) e Bagarate (, Bagarat). Bagrate, Bagarate e Bagadia () derivam do proto-iraniano *Bagadata (*Bágadaʰtah), que equivale ao persa antigo *Bagadata (, "criado por deus"), de bagaʰ (, BG), "deus", e dātaʰ (, d-a-t), "dado, criado". Foi registrado em babilônico tardio como Baguedatu ( / 𒁀𒄀𒁕𒀀𒌓, Bagdatu), Bagadata ( / 𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒋫𒀪 / 𒁀𒂵𒀪𒁕𒀜𒋫𒀪 / 𒁀𒂵𒀪𒁕𒋫𒀪 / 𒀭𒈨𒌍𒁕𒀀𒋫, Bagaʾdata / Bagaʾdāta), Bagadati ( / 𒁀𒂵𒁕𒀀𒋾, Bagaʾdāti), Bagadatu ( / 𒁀𒂵𒁕𒀀𒌓 / 𒁀𒂵𒁕𒀀𒌈, Bagaʾdātu), Bagadadu (, Bagadadu) e Baguedada (, Bagdada), em elamita aquemênida como Baquedada (, Bakdada), Baquedauda (, Bakdauda), Baiquedauda (, Baikdauda), Bacadade (, Bakadad), Bacadada ( / 𒁀𒋡𒆪𒆪, Bakadada) e Bacadauda (, Bakadauda), em aramaico como Baguedate (, bgdt), em persa médio e persa novo como Baguedade ( e / , bgdt / bgdʾty, "Baydād"), em egípcio demótico Peguetete (pgtt), em lício como Magabata, em georgiano como Bagrate (, Bagrat), em árabe como Bucrate (, Buqrāṭ), em grego e latim como Bagadates (, Bagadátēs) e Magadates (, Magadátes).
Vida
Pancrácio era irmão de Basílio, o Ladrão. Uma vez a serviço do imperador , conheceu Balduíno de Bolonha durante o Cerco de Niceia. Depois de fazer amizade com Balduíno, entrou em seu serviço e se juntou a ele em sua marcha ao Eufrates. Duas grandes fortalezas foram tomadas durante esta marcha: Ravendel e Turbessel. Balduíno concedeu Ravendel a Pancrácio e Turbessel a um nobre armênio local que se juntou a ele, chamado Fer (Alberto de Aquisgrão, Historia Ierosolimitana, iii.17-18). No início de 1098, enquanto Balduíno considerava uma oferta de Teodoro de Edessa, governante de Edessa, para ajudá-lo, Pancrácio expressou descontentamento com esse curso de ação. Algumas fontes afirmam que foi mais longe, instalando seu filho como governante de Ravendel e recusando a entrada na fortaleza para Balduíno e seus homens. Fer, o nobre armênio que governava Turbessel, relatou a Balduíno que Pancrácio estava conspirando contra ele com os turcos. Pancrácio foi convidado a entregar a fortaleza que lhe havia sido dada e, quando se recusou, foi preso pelas tropas de Balduíno e torturado. Mais tarde, escapou ou foi libertado e levado às montanhas, onde logo foi acompanhado por seu irmão (Alberto de Aquisgrão, Historia Ierosolimitana, iii.18). Pancrácio pode ter se tornado senhor de Coros (Cirro) em 1116. Há alguma disputa sobre se este Pancrácio era o mesmo homem. Independentemente disso, foi derrotado por Balduíno, e Coros foi absorvido pelo Condado de Edessa em 1117.
Bibliografia
Categoria:Armênios do século XI Categoria:Armênios do século XII