A paralisação dos professores de Oklahoma de 2018 começou em 2 de abril de 2018, com professores de todo o estado protestando contra os baixos salários, e cortes de impostos que resultaram em menos gastos com educação em todo o estado. Foi a primeira ação desse tipo em Oklahoma desde o ano de 1990. A Associação de Educação de Oklahoma (OEA) declarou o fim da paralisação em 12 de abril, depois que se chegou a um acordo para aumentar os salários e o financiamento do estado para a educação. A convocação para o fim da paralisação enfrentou algumas objeções de professores e pais que não acreditavam que os legisladores tivessem feito concessões suficientes.
Ao contrário do que ocorreu na Virgínia Ocidental, a paralisação não foi considerada uma greve não autorizada, já que recebeu o apoio oficial da liderança sindical, embora isso só tenha acontecido após pressão dos professores. O protesto aconteceu simultaneamente a manifestações semelhantes no Arizona, Kentucky, Carolina do Norte e Colorado.
Contexto
Situação da educação pública em Oklahoma Desde 2008, os gastos com educação por aluno em Oklahoma caíram em 28%. Devido à redução do financiamento, 20% das escolas funcionam em semanas de quatro dias, e muitas eliminaram as aulas de arte e idiomas e encerraram os programas esportivos. Os ganhos da última greve de professores em Oklahoma, ocorrida em 1990, resultou em um acordo para , expandir os programas de jardim de infância e aumentar os salários dos professores, foram revertidos posteriormente devido a cortes no orçamento. A redução do financiamento e o subsequente declínio na qualidade da educação pública resultaram na expansão das escolas autônomas no estado.
Planejamento para uma greve No ano de 2016, a Consulta Pública de número 779 foi colocada na cédula de votação, mas não obteve votos suficientes. A Consulta 779 propôs um aumento de um centavo no imposto sobre vendas e estimava-se que traria 615 milhões de dólares para o financiamento da educação (incluindo aumentos salariais de educadores) em seu primeiro ano. O fracasso da Consulta 779 deixou muitos educadores frustrados. O apoio a uma greve começou a se formar no início de março de 2018, depois que outra proposta (apelidada de plano “Step Up”) não conseguiu passar o limite exigido de 75% para aumentos de impostos. O plano “Step Up” teria aumentado certos impostos e aumentado o salário dos professores em 5 000 dólares. Tanto os democratas quanto os republicanos votaram a favor e contra o projeto de lei. Alguns democratas que votaram “não” acreditavam que o plano não ia longe o suficiente para restaurar o financiamento.
Planos para uma greve começando em 2 de abril foram inicialmente discutidos em março. No dia 2 de abril, escolas em todo o estado de Oklahoma estavam programadas para aplicar testes padronizados; impedir a realização desses testes poderia potencialmente comprometer milhões de dólares em fundos federais destinados a Oklahoma. Depois que a legislatura de Oklahoma aprovou um aumento de impostos para financiar aumentos salariais para professores com os 75% necessários em cada câmara na sexta-feira, 30 de março, foi anunciada uma paralisação a partir do dia 2. Assim, mesmo antes do início do protesto, os professores já haviam conquistado maior financiamento escolar e aumentos salariais, financiados em parte por aumentos nos impostos sobre cigarros, combustíveis e na produção bruta de petróleo.
Greve A greve durou dez dias, de 2 a 12 de abril de 2018. Os líderes da greve haviam solicitado a introdução de um imposto sobre ganhos de capital para evitar um imposto regressivo, mas os termos foram aceitos. A legislatura não aprovou nenhum outro aumento de impostos após o início da greve.
Demanda salarial Os salários dos professores das escolas públicas de Oklahoma antes da greve eram os terceiros mais baixos dos Estados Unidos (atrás apenas de Dakota do Sul e Mississippi), o que fez com que alguns professores e funcionários tivessem um segundo ou terceiro emprego. Uma oferta inicial de aumento salarial de 6 000 dólares, ratificada pelo governador, foi rejeitada, pois as exigências iniciais eram de um aumento de 10 000 dólares para os professores e de 1 250 dólares para os outros trabalhadores das escolas.
Reações oficiais A governadora republicana Mary Fallin comparou as reivindicações dos professores a “adolescentes querendo um carro melhor”. A citação foi apropriada pelos professores e usada em cânticos durante os protestos no Capitólio Estadual de Oklahoma.
O representante estadual , um republicano, indicou que não aprovaria nenhum projeto de lei ou medida para aumentar os gastos com educação devido aos protestos realizados pelos professores.
Resultados Uma pesquisa realizada em 2019 constatou que o aumento salarial obtido pela greve elevou a classificação dos salários dos professores do estado para o 34º lugar no país, acima de uma série de estados vizinhos como o Novo México, Kansas, Missouri e Arkansas, mas ainda abaixo do Colorado ou do Texas.
Dez representantes republicanos que se opunham ao aumento de impostos para aumentar os salários dos professores concorreram à reeleição em 2018. Dois deles, e , foram eliminados por outros candidatos republicanos durante a primária inicial, enquanto outros sete não obtiveram votos suficientes para vencer suas primárias sem contestação. Esses sete enfrentaram eleições de segundo turno em agosto de 2018, e seis perderam.
Categoria:Disputas trabalhistas e greves em 2018 Categoria:2018 nos Estados Unidos Categoria:Educação nos Estados Unidos