Lista dos principais acontecimentos no ano 2025 em Portugal.

Incumbentes Presidente da República: Marcelo Rebelo de Sousa Primeiro-Ministro: Luís Montenegro (XXIV Governo Constitucional, XXV Governo Constitucional) Presidente da Assembleia da República: José Pedro Aguiar-Branco (XVI Legislatura, XVII Legislatura) Presidente do Governo Regional dos Açores: José Manuel Bolieiro (XIV Governo Regional) Presidente do Governo Regional da Madeira: Miguel Albuquerque (XV Governo Regional, XVI Governo Regional)

Eventos Janeiro 1 — A nova Secretaria-Geral do Governo (resultante do processo de extinção de três secretarias-gerais e de outras estruturas de apoio aos ministérios) entra em funções com quatro dos seis secretários-gerais-adjuntos e sem líder, tendo o secretário-geral inicialmente apontado, Hélder Rosalino, mostrado-se indisponível para assumir o cargo após polémica pela sua opção de ser remunerado pelo seu vencimento de origem no Banco de Portugal e não de acordo com a tabela remuneratória única da função pública. 7 — Abrindo o programa evocativo do 700.º aniversário da morte de D. Dinis, o Património Cultural, I.P. leva a cabo no Mosteiro de Odivelas uma cerimónia de apresentação da reconstituição científica do rosto do monarca, baseada em dados arqueológicos, antropológicos e genéticos; é o primeiro estudo do seu género em Portugal, e o resultado é a primeira imagem cientificamente fundamentada de um rei medieval português. 8 — Cerimónia de concessão de honras de Panteão Nacional ao escritor Eça de Queiroz. 14 — O Partido Socialista anuncia Alexandra Leitão como candidata a Presidente da Câmara Municipal de Lisboa nas próximas eleições autárquicas. 15 — O Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, até então apontado como putativo candidato, anuncia a sua intenção de não concorrer às eleições presidenciais de 2026. 16 — Fuga de informação veiculada pela SIC Notícias revela que Mário Centeno não será reconduzido pelo governo como Governador do Banco de Portugal no final do mandato. 17 — Na sequência de um escândalo relativo à notícia da sua acumulação indevida de funções durante cerca de dois anos enquanto era diretor da delegação regional do Norte do INEM, António Gandra d'Almeida demite-se do cargo de Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde. 21 — O economista Álvaro Almeida é nomeado pelo governo para suceder a António Gandra d'Almeida na Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde; o Ministério da Saúde anuncia ainda a sua intenção de reformular a orgânica daquela estrutura, com vista à sua simplificação.

Fevereiro 1–2 — IX Convenção Nacional da Iniciativa Liberal, em Loures; Rui Rocha é reeleito presidente do partido. 6 — Luís Marques Mendes apresenta, em Fafe, a sua candidatura às eleições presidenciais de 2026. 11 — Entronização do Aga Khan V, 50.º imã hereditário dos muçulmanos ismaelitas, na sede mundial do Imamato Ismaelita, no Palacete Mendonça, em Lisboa. 14 — Inauguração do novo Parque Papa Francisco, nos terrenos que ficaram libertos dos contentores com a deslocalização do Complexo Logístico da Bobadela para aí se realizar a Jornada Mundial da Juventude de 2023, no território ribeirinho do concelho de Loures. 15 — Caso Spinumviva. O Correio da Manhã noticia que a família do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, é dona de uma empresa de consultoria para negócios e gestão, que tem como uma das suas atividades a compra e venda de imóveis; Montenegro seria beneficiário dos proveitos da empresa, sendo que se levanta ainda a suspeita de haver um potencial conflito de interesses por poder beneficiar da alteração à lei dos solos aprovada pelo Governo. 16 — Ordenação episcopal de D. Rui Gouveia enquanto Bispo Auxiliar de Lisboa. 17 — Um terramoto de magnitude 4,7 com epicentro na zona da Fonte da Telha, na Costa de Caparica, é sentido com forte intensidade pela população dos concelhos de Almada, Seixal, Sesimbra e Lisboa; não se registam danos materiais ou vítimas. 21 — O Chega apresenta, na Assembleia da República, uma moção de censura ao XXIV Governo Constitucional, na sequência da polémica em torno da empresa de consultoria de Luís Montenegro; a moção é rejeitada.

Março 4 — Extinção do partido político Aliança por incumprimento do dever legal de prestação anual de contas durante três anos consecutivos, decretada pelo Tribunal Constitucional. 5 — O NRP Polar, navio-escola utilizado para a instrução de cadetes da Escola Naval, afunda-se enquanto se encontrava atracado na Base Naval de Lisboa, no Alfeite; equipas especializadas iniciam imediatamente trabalhos com vista à sua reflutuação. 5 — Na Assembleia da República, o Partido Comunista Português apresenta nova moção de censura ao XXIV Governo Constitucional, na sequência da declaração ao país que Luís Montenegro fez dias antes sobre a polémica da sua empresa de consultoria, "sem novos elementos que dissipem ou sanem factos que continuam por esclarecer"; a moção é rejeitada, mas durante o debate, Montenegro anuncia que, por não ficar claro "que o Parlamento dá todas as condições ao Governo para executar o seu programa", irá ser proposta uma moção de confiança que, previsivelmente, será rejeitada e resultará na queda do governo e em eleições legislativas antecipadas. 11 — Rejeição de moção de confiança ao XXIV Governo Constitucional na Assembleia da República; o ato formaliza a demissão automática do governo. 11 — Fundação do Partido Liberal Social. 13 — Em declaração ao país, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anuncia formalmente a dissolução da Assembleia da República como consequência da demissão do Governo, e convoca eleições legislativas antecipadas para o próximo dia 18 de maio. 16 — Ordenação episcopal de D. José Miguel Barata Pereira enquanto Bispo da Guarda. 22 — Inauguração do Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, instalado no Palácio dos Condes da Ribeira Grande, na Rua da Junqueira, em Lisboa. 23 — Eleições legislativas regionais na Madeira. O Partido Social Democrata conquista novamente a vitória, elegendo 23 deputados e ficando a um mandato da maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira, mas contando com a disponibilidade do CDS – Partido Popular, que elegeu um deputado, para alcançá-la.

Abril 24–26 — Três dias de luto nacional, coincidindo com as exéquias do Papa Francisco. Invocando a reserva sobre festividades imposta pela lei do luto nacional, o Governo cancela a sua participação em comemorações do 51.º aniversário da Revolução dos Cravos, para além da habitual sessão solene na Assembleia da República. A delegação portuguesa ao funeral papal é composta pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. 25 — Durante a manifestações comemorativas da Revolução dos Cravos em Lisboa, dão-se confrontos entre participantes numa manifestação não-autorizada de extrema-direita e o corpo da intervenção da Polícia de Segurança Pública; o ex-juiz e dirigente do Ergue-te, Rui Fonseca e Castro e o líder do Grupo 1143, Mário Machado são detidos. 28 — Uma falha global de energia elétrica na Península Ibérica, com origem em Espanha, numa altura em que Portugal estava a importar energia, faz com que os dois países passem quase o dia inteiro sem eletricidade, provocando falhas nas comunicações e no acesso à internet, no abastecimento de água e confusão nos hospitais, nos sistemas de sinalização de trânsito, transportes públicos e aeroportos. A recuperação só começou a surgir ao final do dia, começando pelo norte do país e descendo gradualmente até ao sul.

Maio 1 — A tradicional abertura dos jardins da residência oficial do primeiro-ministro pelo 25 de Abril é adiada para o 1.º de Maio devido ao luto nacional pela morte do Papa Francisco, contando com atuações dos Pauliteiros de Miranda, de grupos de cante alentejano e um mini-concerto de Tony Carreira; a divulgação do evento nas redes sociais do Governo refere-se à iniciativa como "São Bento em Família", o que levanta polémica por não fazer referência à celebração da data da Revolução e por evocar o programa Conversa em Família da Primavera Marcelista. 18 — Eleições legislativas. Vitória da AD – Coligação PSD/CDS com um total de 33% da votação, tendo conseguido um total de 91 deputados. O Chega consegue eleger 60 deputados, passado à posição de líder da oposição, e o Partido Socialista com apenas 58 deputados passa, pela primeira vez na sua história, a ser a terceira força política parlamentar. O Juntos pelo Povo logra eleger o seu primeiro deputado. 22 — Inauguração do Torreão do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa, dotado da Biblioteca António Mega Ferreira, o Centro Interpretativo do Parque das Nações e a Sala de Estudos da Universidade de Lisboa; a inauguração tem lugar no 27.º aniversário da abertura da Expo '98. 23 — O Núncio Apostólico em Portugal, D. Ivo Scapolo, pede a antecipação da sua jubilação e renuncia ao cargo. 29 — Henrique Gouveia e Melo apresenta, na Gare Marítima de Alcântara, a sua candidatura às eleições presidenciais de 2026. 29 — Um português, Jerónimo Guerreiro, terá morrido em combate perto de Kupiansk, numa operação da Legião Internacional para apoiar a Ucrânia na guerra com a Rússia. 31 — Rui Rocha demite-se da liderança da Iniciativa Liberal, evocando os resultados insuficientes atingidos nas eleições legislativas.

Junho 1 — A seleção portuguesa de futebol sub-17 torna-se campeã europeia sub 17 pela terceira vez, após vencer a seleção francesa na final, disputada em Tirana. 2 — Conclusão das obras de alargamento do IC20, estrada que liga Almada à Costa da Caparica, ao fim de 20 meses; a estrada foi alargada de três para quatro vias em cada sentido e foi construído um novo túnel e viaduto que garantem acesso direto à zona do denominado "garrafão" da Ponte 25 de Abril. 3 — Tem início a XVII Legislatura, com a sua primeira reunião plenária. José Pedro Aguiar-Branco é reeleito Presidente da Assembleia da República. 5 — Cerimónia de tomada de posse dos ministros do XXV Governo Constitucional no Palácio Nacional da Ajuda; a posse dos secretários de Estado é conferida no dia seguinte. 10 — Celebrações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Lagos: Lídia Jorge discursa contra os extremismos, o racismo e a xenofobia, fazendo a catarse do passado esclavagista de Portugal, e o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa condecora Ramalho Eanes com o Grande-Colar da Ordem Militar de Avis‎, a primeira vez que este grau é concedido. Durante uma comemoração inter-religiosa em Lisboa, o líder da Mesquita Central de Lisboa, o xeque David Munir, é atacado verbalmente por homens de um grupo que fazia a saudação nazi; horas depois, na entrada do Teatro Cinearte, o ator Adérito Lopes, da companhia de teatro A Barraca, uma hora antes de protagonizar Camões na última récita do espetáculo Amor é um Fogo que Arde sem se Ver, é fisicamente agredido por membros do grupo de extrema-direita Blood & Honour, sendo levado ao hospital devido aos ferimentos. 12 — O ator Adérito Lopes e o ex-ministro da Educação João Costa publicam um artigo no jornal Expresso, denunciando o ódio e a violência da extrema-direita em Portugal. No texto, afirmam: "É urgente não ter medo de afirmar que este ódio tem autores morais".