miniaturadaimagem|A metáfora da porta giratória é usada para descrever pessoas trocando de cargos da esfera pública para a privada, como trabalhando de juristas a lobistas, e vice-versa. Porta giratória no contexto da política é uma metáfora para pessoas que ocupavam cargos públicos passem a ocupar posições de lobistas ou consultores na iniciativa privada ao final de seus mandatos, obtendo benefícios próprios de sua anterior ocupação pública e produzindo conflitos de interesse entre a esfera pública e privada.
Alguns autores consideram ainda como porta giratória a passagem de membros do poder público de uma esfera para outra, por exemplo, ministros do executivo passando a ministros do judiciário, pessoas com cargos no judiciário se candidatarem a funções políticas sem se desencompatibilizarem do cargo anterior ou ainda militares da ativa se candidatarem a cargos públicos, e após cumprimento do mandato ou após derrota eleitoral, voltarem a seus cargos.
Um outro conceito metafórico que utiliza a mesma expressão, porém em um contexto diferente e não relacionado, é o da "porta giratória para criminosos", expressão utilizada por políticos da direita brasileira como Flávio Bolsonaro e Sergio Moro. Neste caso, faz referência a eventuais criminosos que seriam capturados pela polícia e em seguida liberados em audiências de custódia.
Brasil
O Brasil dispõe de legislação para diminuir a porta giratória, nomeadamente a Lei n.º , de 2013, que prevê que pessoas que ocuparam cargo federal cumpram uma "quarentena" de seis meses após a demissão.
Poder Executivo
Governo Lula (2023–presente)
Rafael Vitale, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), passou a ser diretor-geral da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Governo Jair Bolsonaro
Bruno Funchal, ex-secretário especial do tesouro e orçamento e do Tesouro Nacional do então ministro da economia Paulo Guedes assumiu como CEO da Bradesco Asset Management em 2022. Caio Megale, secretário de indústria e comércio na Secretaria Especial da Fazenda, ligada ao Ministério da Economia, passou a ser economista-chefe na XP Investimentos; Jacson Barros, diretor do SUS no Ministério da Saúde, migrou dados para a nuvem da Amazon Web Services, passando em sequência a trabalhar na Amazon como gerente de negócios; Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro do então ministro da economia Paulo Guedes, deixou o governo para ir trabalhar no BTG Pactual, banco que tem Guedes como um de seus fundadores; Paulo Uebel, secretário de Paulo Guedes, criou firma para atuar no ramo de água e esgoto e disputar leilões de saneamento em municípios; Roberto Castello Branco, indicado por Paulo Guedes para ser presidente da Petrobras entre 2019 e 2021, assumiu o controle da administração da empresa 3R Petroleum, petroleira que mais se beneficiou com a venda de campos de petróleo; Sergio Moro, que após deixar de ser ministro da Justiça passou a trabalhar na Alvarez & Marsal, escritório de advocacia com empresas clientes com ações julgadas por ele enquanto juiz.
Governo Michel Temer
Diversos quadros da Vale integrando o Ministério de Minas e Energia; Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, era anteriormente economista-chefe do Itaú; Nelson Silva, consultor sênior da Petrobras, trabalhava anteriormente na Shell; Ricardo Barros, ligado a empresas de planos de saúde, foi ministro da Saúde.
Governo Dilma Rousseff
Joaquim Levy, então ministro da Fazenda, passou a diretor financeiro do Banco Mundial (BIRD). Posteriormente voltaria ao poder executivo federal, já no governo Jair Bolsonaro, como presidente do BNDES. Após deixar o BNDES, passou a ser diretor de estratégia econômica e relações com o mercado do Banco Safra.
Governo Lula (2003–2011)
Demian Fiocca, após deixar o cargo de presidente do BNDES, foi diretor executivo de gestão e sustentabilidade da Vale.
Portugal
Durão Barroso, foi Primeiro-Ministro de Portugal, Presidente da Comissão Europeia e atualmente preside o banco Goldman Sachs International.
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