Breno Pires é um jornalista investigativo brasileiro. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), trabalhou no Jornal do Commercio, no SporTV e em O Estado de S. Paulo antes de ingressar, em 2022, na revista piauí, na qual atua como repórter em Brasília. Entre suas investigações estão a divulgação da chamada "Lista de Fachin", relacionada às delações da Odebrecht na Operação Lava Jato, e as reportagens que revelaram a utilização das emendas de relator no mecanismo que ficou conhecido como orçamento secreto.
Carreira
Pires iniciou a carreira como repórter em 2008, no Jornal do Commercio, no Recife. Posteriormente trabalhou no SporTV, no Rio de Janeiro, e foi correspondente do canal na Cidade do México em 2014. Em 2016, deixou a cobertura esportiva e passou a integrar a sucursal de Brasília do Estadão, no qual atuou na cobertura política e de órgãos de controle.
Entre 2017 e 2018, como correspondente do jornal no Supremo Tribunal Federal, divulgou a chamada "Lista de Fachin", relação confidencial de mais de cem políticos, autoridades e empresários citados a partir das delações de executivos da Odebrecht. A reportagem recebeu, em 2018, o Prêmio Petrobras de Jornalismo na categoria regional São Paulo–Sul.
Em 2021, Breno e Patrik Camporez participaram da investigação do Estadão que revelou a destinação de bilhões de reais por meio de emendas de relator sem transparência, prática que passou a ser conhecida como orçamento secreto.
No ano seguinte, participou de uma série do Estadão sobre a influência de pastores sem cargo público no Ministério da Educação. O conjunto de reportagens venceu a categoria Jornalismo Investigativo do Prêmio Não Aceito Corrupção, e um dos trabalhos da série esteve entre os dez nominados na categoria Cobertura do Prêmio Gabo.
Em maio de 2022, deixou O Estado de S. Paulo e ingressou na equipe da revista Piauí em Brasília, mantendo como área de atuação a fiscalização do poder público. Sua reportagem Farra ilimitada, sobre a destinação de recursos do orçamento secreto para a área da saúde, venceu em 2023 a categoria Jornalismo Investigativo do Prêmio Não Aceito Corrupção e ficou em terceiro lugar na categoria Jornalismo Escrito do XI Prêmio República.
Ainda em 2023, duas decisões da Justiça do Distrito Federal determinaram a retirada de nomes da reportagem O cupinzeiro, de co-autoria de Breno, sobre o programa Médicos pelo Brasil, o que implicava o recolhimento da edição impressa da Piauí já distribuída às bancas. Em setembro, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu as decisões dado a proibição constitucional à censura prévia.
Em 2025, uma investigação de Breno sobre a distribuição de emendas parlamentares durante a presidência de Arthur Lira na Câmara dos Deputados esteve entre os dez trabalhos nominados na categoria Cobertura do Prêmio Gabo. Em 2026, venceu a categoria Jornalismo Investigativo do Prêmio Inac de Integridade com Verdadeiro comércio, reportagem da Piauí sobre suspeitas de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça.
Categoria:Jornalistas do Brasil Categoria:Alunos da Universidade Federal de Pernambuco Categoria:Jornalistas investigativos