O dilema Heinz é um exemplo frequentemente usado em muitas aulas de ética e moralidade. Uma versão bem conhecida do dilema, usada nos estágios de desenvolvimento moral de Lawrence Kohlberg, é descrita da seguinte forma:

Do ponto de vista teórico, não é importante o que o participante pensa que Heinz deveria ter feito. A teoria de Kohlberg sustenta que é a justificativa oferecida pelo participante que é realmente significativo, ou seja, a forma de sua resposta. Abaixo estão alguns dos muitos exemplos de argumentos possíveis que pertencem aos seis estágios: # Moralidade Estágio Heinz deveria roubar o medicamento, porque Heinz não deveria roubar o medicamento, porqueSignificado 1 Pré-convencional Obediência por temor à punição Ele vale apenas $200 e não o quanto o farmacêutico queria por ele; Heinz até se ofereceu para pagar e não estava roubando mais nada além do medicamento. Consequentemente, ele será colocado na prisão, o que significa que ele é uma má pessoa.Neste nível de desenvolvimento moral, as regras são vistas como absolutas e devem ser seguidas para evitar consequências negativas. A motivação principal para agir corretamente é o medo da punição, e não um entendimento mais profundo da justiça. Interesse próprio e benefício mútuo Ele ficará muito mais feliz se salvar sua esposa, mesmo que tenha que cumprir pena de prisão. A prisão é um lugar horrível, e é mais provável que ele vá definhar em uma cela do que sofrer pela morte da esposa.As decisões morais passam a levar em conta os interesses individuais. As ações são avaliadas conforme os benefícios que trazem para a própria pessoa ou para os envolvidos, considerando que diferentes perspectivas podem justificar escolhas distintas. 2 Convencional Conformidade social e busca por aprovação A esposa dele espera isso; ele quer ser um bom marido. Roubar é ruim e ele não é um criminoso; ele tentou fazer tudo o que podia sem infringir a lei, você não pode culpá-lo por isso.Neste estágio, o comportamento moral é guiado pela vontade de atender às expectativas sociais e manter boas relações com os outros. A conduta correta é aquela que reforça uma imagem positiva, como ser considerado justo, atencioso ou confiável. Manutenção da ordem e respeito à autoridade A esposa dele será beneficiada, mas ele também deverá receber a punição estabelecida pelo crime, além de pagar ao farmacêutico o que lhe é devido. Os criminosos não podem simplesmente andar por aí sem respeitar a lei; suas ações têm consequências. A lei proíbe o roubo.A moralidade passa a estar fortemente ligada ao cumprimento das leis e das normas sociais. A preocupação central é manter a estabilidade, respeitar as autoridades e cumprir obrigações assumidas, mesmo diante de dilemas complexos. 3 Pós-convencional Contrato social e direitos individuais Todos têm o direito de escolher a vida, independentemente da lei. O cientista tem direito a uma compensação justa. Mesmo que sua esposa esteja doente, isso não torna suas ações corretas.Há o reconhecimento de que normas e leis são construções sociais e, por isso, devem refletir princípios amplamente acordados. A moralidade envolve proteger os direitos fundamentais das pessoas e adaptar as regras a partir de consensos coletivos. Princípios éticos universais Salvar uma vida humana é um valor mais fundamental do que os direitos de propriedade de outra pessoa. Outros podem precisar do remédio com a mesma urgência, e suas vidas são igualmente significativas.Neste estágio mais avançado, as decisões são guiadas por princípios internos de justiça, igualdade e dignidade humana. A pessoa age conforme sua própria consciência ética, mesmo que isso entre em conflito com leis ou normas estabelecidas.

Referências

Categoria:Introduções em 1981 Categoria:Dilemas