O Cerco da Volta da Empresa foi um dos confrontos da Guerra do Acre, ocorrido em 5 de outubro de 1902, nas proximidades do Rio Acre, no território então disputado entre os seringueiros brasileiros e o Exército Boliviano. O episódio marcou o avanço das forças lideradas por José Plácido de Castro, que iniciou um cerco contra os bolivianos no local.
Antecedentes Na madrugada de 06 de agosto, o pequeno exército de seringueiros acreanos tomam a cidade de Xapuri, ocupando os principais prédios existentes e surpreendendo totalmente os bolivianos. Então, José Plácido de Castro proclama a independência do Acre. Mas Plácido sabia que reforços da Bolívia chegariam, então ele se prepara para enfrentar as tropas do Exército Boliviano que, já se sabia, estavam sendo transportadas para a região. Decide adotar a tática da emboscada, para compensar a inferioridade numérica. O local seria em Volta da Empresa (atual Rio Branco). Mas no deslocamento, embora já contando com 63 homens, foi surpreendido numa contra-emboscada por 200 soldados do Coronel boliviano Rosendo Rojas, sofrendo uma derrota. Vinte e seis mortos e seis desaparecidos são o saldo da retirada de Plácido da zona de emboscada. A derrota de 18 de setembro não foi maior porque os bolivianos não realizaram a perseguição. Entretanto, Plácido reorganiza sua tropa, obtém mais efetivo. Confronto O ataque fica marcado para 05 de outubro. Os acreanos escolhem cercar o local, e causar desgaste para os bolivianos, Plácido realizaria esse cerco junto com o Coronel Antônio Antunes de Alencar. E as coisas ocorrem conforme o planejado. Quatro dias após o cerco, Plácido de Castro intima Rojas à rendição, mas este recusa. O cerco continua por mais seis dias, quando então o Cel boliviano decide render-se. No encontro dos dois comandantes, Rosendo Rojas quer entregar sua espada para Castro, mas este recusou dizendo:
Não, Coronel, guardai a vossa espada, pois sois um bravo! O boliviano surpreendeu-se com a atitude positiva do brasileiro, e as duas mãos se apertaram, num gesto de simpatia.
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