foi uma poeta japonesa do período período Heian. Ela é uma das .
Com seu legado com 242 poemas e dois kashu, ela é considerada, por muitos, como a maior poetisa do período Heian.
Dividida entre os laços mundanos e o desejo físico, Izumi Shikibu deixou uma herança de poesias de amor, alimentando os rumores que insinuavam que ela era uma femme fatale, com diversos amantes além de seus dois maridos.
Biografia Izumi Shikibu era a filha mais velha de Oe no Masamune, o governador de Echizen. Sua mãe era filha de Taira no Yasuhira, o governador de Etchu. Em 995, aos 20 anos, Izumi se casou com Tachibana no Michisada, governador de Izumi, região da origem de seu nome, na região de Kansai. A filha de Izumi com Tachibana nasceu em 997, Koshikibu no Naishi, que também se tornou poetisa mais tarde. No entanto, Izumi logo se divorciou e seu ex-marido morreu logo depois. Introduction by Amy Lowell.
Amantes e casamentos Enquanto ainda era casada com Michisada, ela se apaixonou e teve um caso com o terceiro filho do Imperador Reizei, o Príncipe Tametaka (Danjo no Miya Tametaka Shinnō:弾正宮為尊親王 977–1002). Como resultado do escândalo, seu marido, Tachibana no Michisada, divorciou-se dela, e sua família a rejeitou. O Eiga Monogatari sugere que Tametaka adoeceu e morreu por causa de suas "contínuas escapadas noturnas". Introduction by Amy Lowell.
Após a morte de Tametaka, ela foi cortejada pelo irmão de Tametaka, . O primeiro ano desse caso é descrito em seu diário semi-autobiográfico. Sua motivação para escrever o diário "parece ter sido escrito apenas para apaziguar sua mente e registrar os poemas que trocaram". Izumi, então, mudou-se para a residência de Atsumichi, e os dois tiveram um namoro público até a morte de Atsumichi em 1007, aos 27 anos. Introduction by Amy Lowell.
Logo depois, cerca de 1009, Izumi juntou-se à corte de Fujiwara no Shōshi, que era filha de Fujiwara no Michinaga e consorte do Imperador Ichijō.
Diário Izumi Shikibu Nikki foi escrito no início do relacionamento de Izumi com o Príncipe Atsumichi, por volta de abril de 1003, pouco depois do luto pela morte de Tametaka, e continua por cerca de nove meses (1003–1004). Escrito em terceira pessoa, o diário contém poesia waka, contendo mais de cem poemas, incluindo renga. Seu conteúdo apresenta "ardor e indiferença alternados por parte do Príncipe e timidez e anseio por parte de Izumi".
Últimos anos Enquanto estava na corte, em 1009, ela se casou com Fujiwara no Yasumasa (958–1036), um comandante militar de Michinaga famoso por sua bravura, e deixou a corte para acompanhá-lo até sua missão na província de Tango. Ela viveu mais que Koshikibu no Naishi, mas o ano de sua morte é desconhecido. A última correspondência imperial dela foi um poema escrito em 1027. O Eiga Monogatari inclui este poema, que acompanhou a oferta de joias de Yasumasa para uma figura de Buda "feita em memória da Imperatriz Viúva Yoshiko ". Introduction by Amy Lowell.
Legado Nas artes contemporâneas, a Ópera Nacional de Paris e o Grand Théâtre de Genève encomendaram em conjunto uma ópera baseada em seus poemas. Intitulada Da gelo a gelo por Salvatore Sciarrino e cantada em italiano, a obra se baseia em 65 poemas de Izumi Shikibu Nikki que retratam sua paixão pelo Príncipe Atsumichi. Foi apresentada no início deo ano de 2008 em Genebra com a Orquestra de Câmara de Genebra.
Categoria:Mortos em 1030 Categoria:Nascidos na década de 970 Categoria:Japão antigo