A Flotilha da Liberdade de Gaza de Julho de 2025 foi uma missão marítima civil organizada pela Coaligação da Flotilha da Liberdade (FFC) com o objectivo de desafiar o bloqueio naval israelita de Gaza e entregar ajuda humanitária. O navio Handala partiu de Siracusa, Itália, no dia 13 de Julho de 2025, transportando um grupo diversificado de activistas, médicos, advogados, jornalistas e suprimentos humanitários. Antes de seguir para Gaza, fez uma paragem em Galípoli, entre 15 e 20 de Julho. A sua chegada costa de Gaza estava prevista para dia 27 ou 28 de Julho. Antes que pudesse chegar ao seu destino, Israel interceptou e apreendeu o navio em águas internacionais, na noite de dia 26 de Julho e prendeu os membros da tripulação.
Contexto A Coaligação da Flotilha da Liberdade é uma rede internacional de organizações de base, que organizou várias missões a Gaza desde 2010, com o objetivo de quebrar o bloqueio israelita e chamar a atenção global para a crise humanitária no enclave. A missão de Julho de 2025 segue a interceptação do navio anterior da coaligação, Madleen, pelas forças israelitas, em Junho de 2025, durante a qual voluntários, activistas e a deputada do Parlamento Europeu, Rima Hassan, e jornalistas, foram detidos e deportados.
Após os ataques de 7 de outubro e durante a guerra que se seguiu em Gaza, Israel intensificou o seu bloqueio à Faixa de Gaza, classificando-o como um bloqueio total que impede a entrada de alimentos, água, medicamentos, combustível e eletricidade, causando um elevado risco de fome e uma crise humanitária que os académicos descreveram como genocídio. Devido aos postos de controlo israelitas em Gaza, anteriores aos ataques de 7 de outubro, o Governo israelita e as Forças de Defesa de Israel (FDI) têm controlado a entrada de ajuda humanitária em Gaza, tendo a entrega de ajuda sido interrompida várias vezes ao longo dos anos, quer através de bloqueios do Governo israelita, quer de protestos de civis israelitas. Além disso, desde 2 de março de 2025, tem sido permitida a entrada de muito pouca ajuda humanitária em Gaza, tendo a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) suscitado preocupações quanto à fome em Gaza.
Após os ataques de 7 de Outubro, e durante a guerra que se seguiu em Gaza, Israel intensificou o bloqueio à Faixa de Gaza, classificando-o como um bloqueio total que impede a entrada de alimentos, água, medicamentos, combustível e eletricidade, criando um elevado risco de fome e uma crise humanitária que os estudiosos descreveram como genocídio.
Através dos postos de controlo israelitas em Gaza, anteriores aos ataques de 7 de Outubro, o Governo israelita e as Forças de Defesa de Israel (FDI), têm controlado a entrada de ajuda humanitária em Gaza. A entrega de ajuda foi várias vezes interrompida ao longo dos anos, quer através de bloqueios do Governo israelita, quer de protestos de civis israelitas. Para além disto, a partide de 2 de Março de 2025, não foi permitida a entrada de muita ajuda humanitária em Gaza, tendo a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) suscitado preocupações quanto à fome em Gaza.
Para esta missão, a Freedom Flotilla Coalition utilizou o antigo arrastão norueguês de 20 metros de comprimento Navaren/Navarn, MMSI 232061752, renomeado como Handala em homenagem à personagem icónica de desenhos animados criada por Naji al-Ali, que simboliza a resistência palestiniana e o direito de regresso dos refugiados palestinianos.
A missão Handala tinha três objetivos principais:
quebrar o bloqueio navegando diretamente para Gaza, desafiando o bloqueio naval israelense, que está em vigor desde 2007 entregar ajuda, como alimentos, medicamentos e outros suprimentos humanitários, à população sitiada de Gaza mostrar solidariedade amplificando as vozes dos palestinianos e destacando o papel dos atores internacionais na sustentação ou no desafio ao bloqueio.
A FFC declarou: "Não somos governos. Somos pessoas, agindo onde as instituições falharam. Esta missão é para as crianças de Gaza."
Participantes e apoio A borod do Handala seguiam 21 pessoas oriundas de 21 países, incluindo médicos e profissionais da saúde voluntários, advogados, activistas de direitos humanos, jornalistas e outros profissionais de meios de comunicação, activistas pela justiça social e organizadores comunitários.
Legenda
ParticipantCountryOccupationPrevious related activityVigdis BjorvandYazan EissaHandymanMadleen (June 2025)Sergio Toribio SánchezHatem AouiniSoumoud Convoy (2025)Tan Safi2024 attemptBraedon PelusoMarinerBob SuberiActivistHandala (2023)Robert MartinFreedom Flotilla III (2015)Caoimhe Butterly2010 missionHuwaida ArrafChris SmallsLabor organizerJacob BergerGabrielle CathalaMPEmma FourreauMEPJustine KempfNurse with MSF and Médecins du MondeAnge SahuquetSantiago González VallejoWaad Aal MusaAl Jazeera journalistMohamed El BakkaliFrank RomanoChloé Fiona LuddenMohammed MustafaMedical doctor who volunteered in GazaYipeng GeAntonio La PiccirellaAntonio Mazzeo A missão é apoiada por uma coligação de ONGs, sindicatos e grupos de defesa, e recebeu o apoio de importantes figuras e organizações internacionais.
Suposta sabotagem e viagem antecipada O Handala partiu do porto italiano de Gallipoli às 11h43 do dia 20 de julho de 2025. Em 23 de julho, o 'rastreador Handala ' no site oficial da FFC mostrou o barco seguindo para leste, ao largo da costa sul de Creta .
Na noite de 24 de Julho, a FFC anunciou que todas as comunicações com o Handala tinham sido bloqueadas e que tinham sido avistados drones nas proximidades; o contacto foi restabelecido cerca de duas horas depois.
Interceptação, abordagem e detenção de passageiros por Israel Após ter o acesso negado repetidamente pelas autoridades israelitas, a equipa jurídica do grupo, a Adalah, foi finalmente autorizada a encontrar-se com os activistas e a prestar-lhes assistência jurídica e consulta. Gabrielle Cathala, Jacob Berger e Antonio Mazzeo concordaram em assinar os papéis de deportação e foram definidos para expulsão imediata, enquanto Bob Suberi e Huwaida Arraf, ambos com cidadania israelita, foram libertados após interrogatório. Outros doze activistas recusaram a deportação e permaneceram sob custódia israelita enquanto aguardavam audiências legais.
A 27 de Julho, os quatro restantes não se tinham encontrado com a equipa jurídica. De acordo com a Adalah, Israel, apesar de rebocar intencionalmente o grupo para fora das águas internacionais, estava a acusá-los de entrada ilegal e não lhes tinha dado outra escolha senão a "deportação voluntária" ou serem julgados perante um tribunal.
No dia 28 de Julho, os dois jornalistas da tripulação foram condenados à deportação. Os outros dezasseis activistas permaneceram detidos na , Ramla, uma instalação com um histórico registado de violações dos direitos humanos, onde compareceram perante o tribunal nesse dia. O tribunal manteve a sua detenção até à expulsão, com a maioria deles a entrar em greve de fome. Os detidos lamentaram os maus-tratos na prisão israelita, incluindo agressões físicas por parte das IDF, más condições de higiene e falta de ventilação; em particular, Chris Smalls foi alegadamente estrangulado e pontapeado nas pernas por sete polícias.
No dia 29 de Julho, o jornalista Mohamed El Bakkali foi repatriado, também esperado que o activista Antonio "Tony" La Piccirella também fosse deportado antes do fim do dia.
Reacções A FFC denunciou a agressão israelita como "uma grave violação do direito internacional ", em desafio às ordens vinculativas do Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) sobre a facilitação do acesso humanitário a Gaza. Ann Wright, membro do comité de direção da FFC, sublinhou que Israel não tinha "autoridade legal para deter civis internacionais a bordo do Handala ", que operavam "ao abrigo do direito internacional em águas internacionais".
A Fundação Hind Rajab, sedeada na Bélgica, apresentou uma queixa criminal junto da polícia metrolopolitana de Londres, por crime de guerra após a interceptação do Handala, um navio com a bandeira britânica, a confiscação de bens com destino a ajuda humanitária e a prisão dos passageiros. A fundação apelou à coordenação entre a Interpol, as Nações Unidas e o Tribunal Criminal internacional, de forma a acusar o Vice almirante David Saar Salama (comandante da marinha Israelita) e outros oficiais por violarem a soberania britânica, a Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar (UNCLOS) e a Convenção de Genebra tal com as ordens and the Fourth Geneva Convention, as well as challenging the aforementioned binding orders of the ICJ.
Ver também Flotilha da Liberdade de Gaza e o ataque a ela (2010) Junho de 2025 Flotilha da Liberdade de Gaza (missão Madleen)
Referências
Categoria:Crimes de guerra de Israel Categoria:Incidentes marítimos internacionais Categoria:2025 nas relações internacionais Categoria:Eventos de julho de 2025