Jason Miller (nascido em 1974 ou 1975) é um estrategista de comunicação, assessor político e CEO estadunidense, mais conhecido por ter sido o porta-voz principal da campanha presidencial de Donald Trump em 2016 e durante o processo de transição do governo. Ele também atuou como assessor sênior na campanha de reeleição de Trump em 2020. Entre 2010 e 2016, Miller foi sócio e vice-presidente executivo da Jamestown Associates. Inicialmente, foi anunciado como o futuro durante a transição presidencial, mas desistiu do cargo pouco depois, após a divulgação de um caso extraconjugal com uma integrante da equipe que havia se juntado à campanha dois meses antes da eleição.

Em 2017, tornou-se comentarista na CNN, mas deixou o cargo em 2018 após alegações não comprovadas publicadas pelo site Gizmodo, incluindo a acusação de que ele teria dopado a bebida de uma dançarina erótica com medicamento abortivo. Tanto Miller quanto a outra pessoa envolvida negaram as acusações sob juramento em tribunal federal. Em documentos judiciais divulgados posteriormente, relacionados a um processo de difamação movido por Miller contra o Gizmodo, ele admitiu ter contratado prostitutas e mantido casos extraconjugais com duas funcionárias da campanha. Em março de 2021, passou a ser comentarista na Newsmax. Em junho de 2021, deixou o cargo de porta-voz de Trump para assumir como CEO do Gettr, uma rede social de microblogging com perfil consumidor.

Em 2023, Miller saiu do Gettr para se juntar à campanha presidencial de Trump em 2024.

Escândalo do Banco Master Em 13 de setembro de 2026, Miller publicou na rede social X uma imagem gerada por IA onde o ministro do STF Alexandre de Moraes aparece usando uma tornozeleira eletrônica, com o seguinte comentário: "Escândalo bancário no Brasil atinge o Supremo Tribunal". A postagem, que faz alusão ao escândalo do Banco Master, ignora propositalmente outros ministros do STF envolvidos no citado caso, como André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux, bem como o candidato presidencial Flávio Bolsonaro, um aliado de Donald Trump.

Miller chegou a ser detido pela Polícia Federal por algumas horas em 7 de setembro de 2021 a mando de Moraes, no Aeroporto Internacional de Brasília, "quando chegou ao Brasil para participar do CPAC, maior evento conservador do mundo". A abordagem fez parte de investigações do inquérito das fake news, ainda aberto no STF. Ao retornar aos Estados Unidos, Miller disse que Moraes era "como um vilão de James Bond".

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