Moleque é um curta-metragem brasileiro de 2016, do gênero dramédia, dirigido por Marcos Pena. É uma adaptação do seriado mexicano Chaves.
Premissa Moleque, um menino de rua, encontrou Soneca, um vendedor de churros, que inicialmente negou lhe dar um churros, mas logo se mostrou generoso e fingiu que deixou um ao alcance do garoto. Moleque pegou o churros e saiu correndo.
No caminho, encontrou dois meninos, um deles implicou com ele, e o outro, chamado Gordo, também o zombou. Moleque então decidiu voltar até Soneca, que, ao notar seus pés descalços, o convidou para sua casa e lhe deu uma bota velha. Ali, Moleque conheceu Fran, a filha de Soneca, que estava doente.
Soneca, embora rodeado de vizinhos complicados, como Flora, uma senhora mal-humorada, cuidava de sua filha com carinho. Moleque, por sua vez, causou alguns transtornos na casa ao derrubar itens e quebrar vasos acidentalmente.
A situação ficou tensa quando o cobrador de aluguel apareceu, e Moleque, confundindo o chaveiro com o temido “zoiúdo”, jogou um vaso nele. Soneca ficou frustrado, e Moleque, no meio da confusão, fez uma brincadeira dizendo “menos um vaso”.
Depois, Moleque se desculpou com Fran, beijou-lhe o rosto e, lembrando-se de uma lição de coragem dada por seu pai, saiu correndo pelas ruas do cortiço, com o olhar fixo na câmera. O filme termina com ele desaparecendo na distância, em busca de algo mais.
Elenco Leônidas José como Moleque Geraldo Carrato como Ramon (Soneca) Mariana Castro como Francisca (Fran) Lucas Cobucci como Frederico (Fred) Paula Santiago como Dona Flora Eloi Oliveira como Homem traz flores Lilian Campomizzi como Senhora do 71
Produção O roteiro começou a ser escrito em 2014 e as filmagens ocorreram no estado de Minas Gerais. Foi produzido em parceria com a Guerrilha Filmes e custou R$ 65 mil, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura.
Curiosidades As referências da produção original aparecem sutilmente na versão mineira, que teve como base alguns episódios do “Chaves”: "A Sociedade", de 1978, e "Remédio Duro de Engolir", de 1972. O curta foi selecionado para festivais na Espanha, Argentina, Índia, Malta e Estados Unidos. Em breve, irá para a Bolívia. Também foi exibido em São Paulo e Pernambuco, porém o cineasta lamenta a falta de espaço em eventos brasileiros. Pena sonha exibir seu filme no SBT. Em um de seus contatos com a direção da emissora, foi sugerido a Pena enviar o curta a Roberto Gómez Fernández, filho de Bolaños e responsável por "Chaves" após a morte do pai, em novembro de 2014. Para surpresa do cineasta, o mexicano assistiu ao filme e aprovou o conteúdo.
Continuação Para o segundo episódio, Marcos Pena, em parceria com Dan Arrows, criaram A Casa da Bruxa, uma revista em quadrinhos, feita a partir do arrecadamento coletivo. Publicada em parceria com a Add Art Books.
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