Tereza Aragão (? – 1992) foi uma atriz, produtora cultural e ativista política brasileira.
Vinculada ao movimento estudantil, participou da criação do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE) e, em 1962, ajudou a lançar o Grupo Opinião, que se tornou um importante espaço de manifestação cultural e política na época.
No Opinião, em parceria com o jornalista Sérgio Cabral, dirigiu "A Fina Flor do Samba", espetáculo que apresentava semanalmente shows com compositores, músicos e passistas de escolas de samba do subúrbio carioca em teatros da Zona Sul. Esse trabalho não apenas despertou o interesse da elite carioca pelas agremiações, como também aproximou esses dois mundos. Além disso, alguns artistas ganharam destaque ao participar do show, como o compositor Geraldo das Neves, o "Brechó da Mangueira", a rainha de bateria da Portela, Nega Pelé e o músico Martinho da Vila.
Tereza também atuou na resistência à Ditadura Militar, período em que seu marido, o poeta Ferreira Gullar, com quem ficou casada até o fim da vida, foi para o exílio na Argentina. O seu nome ficou imortalizado na canção "Tereza Aragão" de Aparecida, lançada em 1975.
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