O Manifesto Sun-Joffe ou Manifesto Conjunto de Sun e Joffe (孫文越飛宣言) foi um acordo assinado entre Sun Yat-sen e Adolph Joffe em 26 de janeiro de 1923, para a cooperação entre o Kuomintang da República da China e a União Soviética. O manifesto afirmava que o sistema soviético não era adequado para a China e anunciava, em termos gerais, a disposição da União Soviética em cooperar com o KMT na sua luta para unificar a China.

Antecedentes Em 1918, Georgii Chicherin, do Conselho de Comissários do Povo da União Soviética, anunciou a intenção soviética de renunciar aos direitos e privilégios russos adquiridos na China. Uma nota formal para iniciar as negociações foi enviada ao ministro das Relações Exteriores chinês em Pequim em 27 de outubro de 1920. Os bolcheviques enviaram M.I. Yurin, Alexander Paikes e Adolph Joffe.

Assinatura Durante as discussões, foram tratados assuntos como a questão da Mongólia Exterior e a Ferrovia do Extremo Oriente Chinês. Sun concordou com a presença russa na região e em reconhecer os direitos da Rússia sobre a Ferrovia do Extremo Oriente Chinês.

Também foi acordado que a União Soviética ajudaria no programa de Sun Yat-sen referente à reunificação chinesa e reiterava a vontade soviética de renegociar os tratados desiguais impostos à China pela Rússia Imperial.

Em 26 de janeiro de 1923, Sun e Joffe emitiram o manifesto, que se tornou a base da cooperação entre o Kuomintang e a União Soviética. Em julho de 1923, Sun enviou Chiang Kai-shek à Rússia para estudar as condições militares e políticas soviéticas.

Ver também

Guerra Civil Chinesa

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