Amal Khalil (Al-Baisariyah, 1984 – At Tiri, 22 de abril de 2026) foi uma jornalista e repórter libanesa do Al-Akhbar, um jornal diário libanês.
A 22 de abril de 2026, Khalil foi assassinada por um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel no sul do Líbano enquanto cobria a guerra entre Israel e o Hezbollah. Khalil foi morta numa casa onde se abrigava de múltiplos ataques aéreos israelitas. Khalil foi a nona jornalista morta no Líbano em 2026. Uma ambulância da Cruz Vermelha Libanesa que tentava chegar até eles foi impedida por granadas de efeito moral e tiros israelitas, de acordo com o Ministério da Saúde libanês.
Primeiros anos e educação Amal Khalil nasceu em 1984 em Al-Baisariyah, uma vila costeira no distrito de Saida, no sul do Líbano.
Carreira Khalil cobria o sul do Líbano desde 2006. Já havia coberto a destruição de casas no Líbano pelas forças militares israelitas que ocupavam o país.
Em 2024, Khalil disse ao jornal libanês Al-Jadeed que recebeu um telefonema ameaçador de um número de telefone israelita "avisando-a para deixar o sul e ameaçando destruir a sua casa e decapitá-la".
Ataque aéreo israelita e morte em 2026 Segundo o Drop Site News, Khalil e a jornalista Zeinab Faraj estavam a trabalho no sul do Líbano quando o carro que seguiam foi atingido por um ataque de drone israelita às 14h45, horário local, matando os seus ocupantes. Khalil e Faraj procuraram abrigo numa casa próxima, onde Khalil ligou para os seus editores e familiares. Enquanto Khalil ainda estava viva, o presidente libanês Joseph Aoun divulgou uma declaração pedindo à Cruz Vermelha e às Nações Unidas que ajudassem no resgate de Khalil e Faraj. Às 16h27, a casa onde Khalil e Faraj estavam abrigadas foi bombardeada pelo exército israelita. A Cruz Vermelha tentou um resgate e conseguiu evacuar Faraj, que estava ferida, e dois civis que haviam sido mortos, mas foi forçada a recuar antes de chegar a Khalil, pois o exército israelita disparou contra os seus veículos. A Cruz Vermelha finalmente conseguiu regressar onde Khalil foi declarada morta.
Reações A 22 de abril de 2026, o Comité para a Proteção dos Jornalistas emitiu uma declaração condenando as Forças de Defesa de Israel e acusando-as de terem como alvo Khalil.
O Clube de Imprensa do Líbano escreveu que Khalil foi morta "enquanto exercia seu trabalho jornalístico, pagando com a vida e o sangue por uma causa em que acreditava".
As Nações Unidas condenaram o assassinato da jornalista, morta na cidade de Tiri pelo exército de Israel, que manteve Khalil e outra repórter sitiadas durante horas diante de sucessivos bombardeios. O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu uma investigação.
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