Barão de Castro Daire foi um título nobiliárquico criado por D. Maria II por Decreto de 23 de maio de 1840 a favor de Luís Malheiro Peixoto de Lemos e Vasconcelos, oficial do Exército Português e deputado da Nação, descendente de uma família de proprietários e magistrados radicada na vila de Castro Daire. A paginação é idêntica na reedição das Edições Zairol, Lisboa, 2000.
Luís Malheiro Peixoto de Lemos e Vasconcelos foi o único titular do baronato. A sua única filha não lhe sucedeu no título, que se extinguiu com a sua morte, a 12 de novembro de 1878.
Antecedentes A designação de Castro Daire servira já a um título de conde, concedido por D. Filipe III a D. António de Ataíde por alvará de 30 de abril de 1625. Falecido em 1647 com mais de oitenta anos, terceiro filho do segundo casamento do 2.º Conde da Castanheira, foi também 5.º Conde da Castanheira, e casara com D. Ana de Lima, filha herdeira de D. António de Lima, senhor de Castro Daire. A paginação é idêntica na reedição das Edições Zairol, Lisboa, 2000.
Na crise da independência tomou o partido do rei espanhol e integrou a expedição do marquês de Santa Cruz contra a ilha Terceira, sendo depois nomeado sucessivamente capitão de cavalos, fronteiro-mor dos coutos de Alcobaça, coronel de Infantaria, capitão-mor das naus da Índia e general das armadas de Portugal. Acusado de culpa pela perda da nau Nossa Senhora da Conceição, incendiada pelos turcos em 1621 quando regressava da Índia, foi julgado e absolvido, tendo publicado em 1622 a sua resposta aos cargos. Foi gentil-homem da Câmara real, mordomo-mor da rainha D. Isabel, conselheiro de Estado do Conselho de Portugal, presidente do Conselho de Aragão, embaixador extraordinário na Alemanha e, em 1631, governador de Portugal juntamente com o Conde de Vale de Reis. Em 1640 colocou-se ao lado dos que pugnavam pela independência nacional.
Segundo o dicionário corográfico de 1873, o último conde de Castro Daire foi Simão Correia da Silva, por cuja morte o título reverteu para a Coroa. A vila pertencera primeiro ao padroado real, passando depois para a Casa do Infantado.
Extinto o condado, Castro Daire era descrita em 1875 como sendo então título de baronia.
O baronato
O 1.º Barão de Castro DaireO nome aparece com variantes nas fontes: Luís Malheiro Peixoto de Lemos e Vasconcelos em Zuquete e na Resenha de Silveira Pinto, Luís Malheiro Peixoto Lemos e Vasconcellos no catálogo de Nepomuceno, e Luiz Malheiro de Lemos Peixoto de Mello e Vasconcellos no dicionário corográfico de 1884. A procuração autógrafa de 1852 subscreve-se Luiz Malheiro Peixoto de Lemos Melo e Vasconcelos. Os livros mestres do Arquivo Histórico Militar registam ainda o título na forma Barão de Castro de Aire. nasceu em Lisboa a 31 de maio de 1811 e faleceu a 12 de novembro de 1878. Assentou praça em Infantaria 3 em 1833 e tomou parte activa nas Guerras Liberais ao serviço da causa liberal, atingindo o posto de coronel em 1873, no qual passou à reforma. Foi fidalgo cavaleiro da Casa Real por sucessão, senhor dos vínculos do morgado de Veludo, do Colégio da Beata e da coutada de Sanguinhedo, e deputado da Nação em duas legislaturas.
Durante a Patuleia, em 1846, serviu a Junta Provisional do Governo Supremo do Reino instalada no Porto, comandando forças no norte do país e ocupando Murça por ordem do visconde de Sá da Bandeira. Por portaria da junta de 20 de dezembro de 1846 foi nomeado coronel do regimento em que o seu batalhão foi convertido. Citando Manuel Pinheiro Chagas, História de Portugal, tomo VIII, p. 365.
Casou em 1830 com D. Rosalina Perpétua de Oliveira Gonzaga, filha de Manuel Joaquim de Oliveira e de sua mulher D. Maria Perpétua Gonzaga, que usou o título de Baronesa de Castro Daire e era ainda viva em 1883. Teve uma filha, D. Olímpia Malheiro de Melo e Vasconcelos, que não lhe sucedeu no título e ficou solteira. Barões de Castro Daire (1840) # Nome NascimentoMorteTitularidade Cônjuge Notas 1 Luís Malheiro Peixoto de Lemos e Vasconcelos, 1.º Barão de Castro Daire 31 de maio de 181112 de novembro de 187823 de maio de 1840 – 12 de novembro de 1878 Rosalina Perpétua de Oliveira Gonzaga Título concedido. Único titular. Teve uma filha, que não lhe sucedeu no título. A sua viúva usou o título de Baronesa de Castro Daire e era ainda viva em 1883. Título extinto. Brasão de armas
Ver também
Lista de baronias em Portugal Conde de Castro Daire Castro Daire
Notas
Referências
+castro daire Categoria:Castro Daire Categoria:Títulos criados por Maria II de Portugal Categoria:Fundações em Portugal em 1840