Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil e antes de 2026 CBSurfe ou CBSurf) é a entidade esportiva que regulamenta, promove e organiza os torneios de surfe no Brasil. Com responsabilidade sobre a prática esportiva no país desde as categorias de base ao esporte profissional de alto rendimento, a principal competição que organiza é o Campeonato Brasileiro de Surfe, composto por duas divisões: Dream Tour (correspondente à primeira divisão) e Taça Brasil (à segunda divisão). Além disso, o circuito nacional brasileiro é composto por etapas e campeonatos complementares de surfe, e ainda organiza competições de longboard, ondas grandes, remo em pé (SUP), paddleboard e parasurfe.

Está sediada em Florianópolis, em Santa Catarina, e conta com 15 federações estaduais filiadas. É reconhecida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), pela Associação Internacional de Surfe (International Surfing Association [ISA], em inglês) e pela Associação Pan-Americana de Surfe (APAS; Panamerican Surfing Association [PASA], em inglês).

História A Confederação Brasileira de Surfe foi fundada em 17 de outubro de 1998.

Na década de 2010, era a única associação esportiva nacional organizadora com sede na Bahia. Nesse período, a orla do bairro da Boca do Rio, em Salvador, estava em reforma e o então presidente da CBSurf Adalvo Argolo negociava a construção de nova sede na cidade, até então instalada no bairro continental do Horto Florestal.

Em reportagem no portal UOL em meio às discussões para os Jogos Olímpicos de Verão de 2020 (realizados em 2021, em função da pandemia de COVID-19), foi veiculado que a confederação não tinha responsabilidade sobre a estreia da modalidade no Programa Olímpico, nem em outras competições de alto rendimento, ao mesmo tempo em que recebeu repasses financeiros do Comitê Olímpico do Brasil e estaria sujeita a receber em caso de surfistas brasileiros se tornassem medalhistas naquela edição olímpica. A matéria jornalística também informou que Adalvo Nogueira Argolo era o presidente (com salário mensal de 15 mil reais), Ricardo Vargas Freitas da Silva era o gerente financeiro (com salário mensal de 5,6 mil reais), a eleição da direção da confederação estava sob contestação judicial e mantinha endereço em São Paulo.

Posteriormente, uma reportagem do jornal O Globo em 2025 deu conta que a confederação atribuiu parcialmente as medalhas ganhas por Tatiana Weston-Webb e Gabriel Medina nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024 (em Paris) ao fortalecimento e expansão do sistema nacional brasileiro de competições de surfe, repercutindo em remuneração de esportistas e competição por tempo menos restrito no calendário.

Sob a gestão de Flávio Padaratz (Teco) como presidente, Paulo Moura e Brigitte Mayer como vice-presidentes e com o lema "de surfista para surfista", a confederação anunciou em novembro de 2025 nova identidade visual e nova estrutura do calendário esportivo. As mudanças incluíram a adoção do nome Surf Brasil; um logotipo inspirado no contorno do mapa do Brasil e uso das cores azul, branco e amarelo; a equiparação das etapas das duas divisões do Campeonato Brasileiro de Surfe, unificando em um único circuito o Dream Tour e a Taça Brasil; regionalização da competição para categorias de base; criação do Festival de Surfe com múltiplas modalidades (remo em pé, longboard, parasurfe) e categorias (máster e profissional); para além da continuidade do prêmio de 500 mil reais a cada etapa e ranqueamento dinâmico a cada evento. Segundo o portal Terra, o calendário anunciado para 2026 em formato de circuito com menos etapas (ao mesmo tempo com mais fases eliminatórias e etapas mais longas, em função do número maior de surfistas inscritos para 2026) contrastou com os 11 milhões de reais distribuídos pelo COB para confederação, que representaram o sexto maior valor dentre outras entidades esportivas olímpicas nacionais.

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