A economia do estado de São Paulo é desenvolvida e detém o maior PIB entre os estados brasileiros, produzindo, em 2021, cerca de 3,130 trilhões de reais (31,1% do PIB nacional), e o terceiro maior PIB per capita (70.471 de reais). Sendo o estado mais rico e populoso do Brasil, é o seu principal centro financeiro e um dos principais centros do mundo. A terceira maior economia e o terceiro maior mercado consumidor da América Latina, ocupa a 21.ª posição no ranking das maiores economias do planeta, à frente de países como a Argentina, Bélgica, Chile e Singapura. Graças à sua enorme força econômica, São Paulo é conhecido como "a locomotiva do Brasil".

A economia paulista, desenvolvida e heterogênea, é alimentada por recursos naturais abundantes, uma infraestrutura bem desenvolvida, alta produtividade e uma mão de obra altamente qualificada, detém 70% da mão de obra qualificada do pais. Atualmente São Paulo é líder em vários setores da economia brasileira, notadamente no setor financeiro, concentrado na cidade de São Paulo, a qual contém mais de 30,5% das agências bancárias e 30% das operações de crédito no Brasil, além da B3, uma das cinco maiores bolsas de valores do mundo. Na agropecuária, destaca-se como um dos maiores produtores do país, sendo o maior produtor mundial de suco de laranja, açúcar e etanol, e também se posiciona entre os principais produtores de alimentos industriais do mundo, detendo cerca de 35,5% da produção industrial de alimentos nacional. Na indústria, destaca-se como a mais moderna e variada da América Latina, a qual apresenta uma forte base tecnológica, possuindo o maior parque industrial e concentrando 36% da produção brasileira; destacam-se a indústria automobilística, sendo o berço da indústria automobilística no Brasil, o 15.º maior produtor de veículos do mundo, centralizando mais de 41% das fábricas do complexo automotivo nacional; a indústria aeroespacial e defesa, a qual é o maior polo aeroespacial da América Latina. Outros setores importantes que também encontram-se em posição de liderança no país são os de pesquisa e desenvolvimento, saúde e ciências da vida, mercado imobiliário, energia, tecnologia da informação e comunicação (TIC), petróleo e gás natural, economia verde, dentre outros.

Localizado na Região Sudeste, a segunda menor do país em extensão territorial, o Estado de São Paulo faz fronteira com dois dos três outros estados da Região, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e com Paraná a sul e Mato Grosso do Sul a oeste, além do Oceano Atlântico a sudeste. A unidade federativa oferece uma ótima infraestrutura logística para investimentos, devido às boas condições e extensão de sua malha rodoviária, bem como por sua infraestrutura hidroviária, portuária e aeroportuária. A interligação dessas malhas permite um eficiente sistema de transporte multimodal. De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 19 das 20 melhores rodovias do Brasil estão localizada no estado, sendo, assim, a melhor malha rodoviária do país, apresentando 81,6% de sua extensão classificados como ótimo ou bom. Além disso, detém o maior e principal porto brasileiro – um dos principais do mundo – e o maior complexo portuário da América Latina: o Porto de Santos; e o maior e segundo mais movimentado aeroporto da América Latina, o Aeroporto de São Paulo-Guarulhos. Em 2018, o estado exportou cerca de 52,3 bilhões de dólares, o que representou 21,8% das exportações brasileiras. Dentre seus maiores mercados consumidores, estão a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), para a qual exportou 30,23%; o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), 22,47%; Mercosul, 15,96%. Com relação a países, os Estados Unidos se destaca com 17,36% dos produtos exportados, seguido da China, com 12,46%. No que tange às importações, os dois países permanecem como os principais parceiros, porém com a ordem inversa: o último responde por 18,72% do valor das importações paulistas, enquanto os Estados Unidos, 17,43%; a Alemanha representa 9,41%.

A arrecadação de ICMS de São Paulo é a maior do país. Em 2012 foi de R$ mil ou 33,4% de toda a arrecadação dos estados brasileiros. A receita bruta do estado gerou algo em torno de 550 bilhões de dólares na paridade de poder de compra.

Apesar de continuar a crescer economicamente, o estado de São Paulo vem perdendo parte de sua participação no PIB nacional devido, evidentemente, ao desenvolvimento dos outros estados. Em 1990 o estado respondia por 37,3% do produto interno bruto do Brasil. Em 2008, a participação na produção total de bens e serviços do país foi de 33,1%. Em 2009, a participação foi de 33,5%, caindo novamente para 33,1% em 2010 e 32,1% em 2013 e subindo para 32.2% em 2014.

São Paulo é responsável por 28,6% dos produtos industrializados fabricados no Brasil. A participação no PIB industrial nacional reduziu desde 2010, quando era responsável por 32,1% do total. Em relação ao PIB do estado, a indústria responde por 22,9%. Em 2016, era o estado com mais bilionários, 71 dos 165 do Brasil.

Com o COVID-19, a economia do país desacelerou, enquanto o estado apresentou um aumento acima da média nacional, que recuou 4,1%,

Origens

Chegada dos portugueses no Brasil e o processo de colonização Desde cerca de 12000 AEC, o território do atual Estado de São Paulo já era habitado por povos indígenas. Seu litoral foi invadido por povos do tronco linguístico tupi procedentes da Amazônia por volta do ano 1000. Deste modo, no século XVI, quando se iniciou o processo de colonização do estado de São Paulo com a chegada de navegadores portugueses e espanhóis ao território brasileiro, os indígenas majoritários da região eram os tupinambás, tupiniquins, tamoios, carijós e outros, no litoral; e povos do tronco linguístico macro-jê, no interior.

Indústrias

A indústria é a principal característica da economia paulista. Depois da crise de 1929, em Nova Iorque, o café deu lugar às indústrias, que fizeram São Paulo permanecer na liderança da indústria nacional até hoje. O estado supera a produção industrial do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e a do Rio Grande do Sul. Seus principais polos industriais são:

thumb|direita|Embraer E-190, jato desenvolvido pela empresa Embraer que está sediada em São José dos Campos.

Região Metropolitana de São Paulo; maior polo de riqueza nacional, a região possui um polo industrial extremamente diversificado com indústrias de alta tecnologia e indústrias automobilísticas, situadas principalmente na região do ABC. Atualmente a metrópole está passando por uma transformação econômica, deixando seu forte caráter industrial e passando para o setor de serviços. Vale do Paraíba; possui indústrias do ramo aeroespacial, como a Embraer, indústrias automobilísticas nacionais, como a Volkswagen e a General Motors e indústrias de alta tecnologia. Também estão presentes as indústrias de eletroeletrônicos, têxtil e química. Região Metropolitana de Campinas; conhecida como "Vale do Silício brasileiro", devido à grande concentração de indústrias de alta tecnologia, como a Lucent Technologies, IBM, Compaq e Hewlett-Packard (HP), pricipalmente nas cidades de Campinas, Indaiatuba e Hortolândia, a região possui um forte e diversificado polo industrial, com indústrias automobilísticas, indústrias petroquímicas como a REPLAN, em Paulínia e indústrias têxteis, especialmente nas cidades de Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d'Oeste. Mesoregião de Araraquara, situada na Região Administrativa Central; onde se localizam as cidades de Araraquara, Matão e São Carlos , constitui um importante polo de alta tecnologia e agro Industria , com indústrias de diferentes áreas, como a fábrica de Suco da Cutrale, Meias Lupo, Metalurgica IESA, Randon, Embraer, Baldan, Marchesan, Citrosuco, Volkswagen motores, Faber-Castell, Electrolux, Tecumseh e Husqvarna. Mesorregião de Piracicaba; situada ao lado da Região Metropolitana de Campinas, ali se localizam importantes municípios como Piracicaba, popularmente conhecida como a "Florença Paulista", Limeira e Rio Claro. Essa região é internacionalmente conhecida pela presença de empresas que produzem biotecnologia, além da produção de biocombustíveis. Piracicaba destaca-se pelo cultivo e inovação na produção de cana de açúcar, sendo a região que lança todas as tendências do setor, bem como umas das sedes administrativas da maior produtora de açúcar e álcool do Brasil, e uma das maiores do mundo, a Raízen, do Grupo Cosan. Mesorregião de Ribeirão Preto; situada no norte e nordeste do estado, onde se localizam as cidades relevantes de Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho, Barretos, Bebedouro, Jaboticabal, entre outras, constitui um importante polo com indústrias de diferentes áreas, como a fábrica da Coca-Cola, Nestlé, 3M, AMBEV, Cargill, International Paper e Netafim. Outros setores se destacam na região, tais como produção de alimentos e bebidas; indústrias da área de saúde; papel, papelão e gráfica; metalúrgica, têxtil, vestuário e calçados. Da principal fonte de renda do setor primário, a cana-de-açúcar, se retira a matéria prima para fabricação do álcool e do açúcar, sendo que é um dos maiores polos produtores destes produtos no estado de São Paulo. Polo Automotivo de São Paulo; foi em São Paulo que a indústria de carros começou no Brasil, e atualmente o polo localizado principalmente no interior do estado de São Paulo, representa 43% das fábricas industriais dedicadas a montagem de auto veículos, máquinas rodoviárias, motores e componentes do país, abrigando empresas como Caoa Chery, Caterpillar, CNH Industrial, Ford, General Motors (Chevrolet), Honda, Hyundai, John Deere, Komatsu, Mercedes-Benz, Scania, Toyota, Valtra, Volkswagen e Volvo. O polo tem mais de 50,00% do pessoal ocupado no segmento de fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias nacional, e também responde por cerca de 45% de todos os veículos automotores produzidos no país além de ter a maioria das empresas de autopeças do Brasil.

Agropecuária

thumb|Laranjal na cidade paulista de Avaré

As principais características da agropecuária paulista são a variedade e a qualidade. Em 2017, a renda gerada pelo setor em São Paulo correspondeu a 10,14% da atividade agropecuária nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) – (2017)