thumb|Placas de gesso laminado aplicadas numa parede interior miniaturadaimagem|parede de acartonado Placa de gesso, gesso laminado, gesso cartonado ou ainda drywall (em português: "parede seca") é um painel constituído por Sulfato de cálcio hidratado (gesso), com ou sem aditivos, e geralmente pressionado contra um revestimento de cartão.
É amplamente usado na construção civil em paredes e tectos interiores. O gesso pode ser misturado com fibras, geralmente de papel ou fibra de vidro, ou outros aditivos que lhe conferem maior resistência ao fogo ou diminuem a absorção de água.
As paredes neste sistema são mais leves e com espessuras menores que as das paredes de alvenaria. São chapas fabricadas industrialmente mediante um processo de laminação contínua de uma mistura de gesso, água e aditivos entre duas lâminas de cartão. Tais sistemas são usados somente em ambientes internos das edificações, para os fechamentos externos, o sistema deverá utilizar perfis de aço estruturais (steel frame) e chapas comentícias (resistentes à ação de ventos e chuvas). O método é muito utilizado na construção civil, principalmente para áreas comerciais. As paredes de gesso dry wall permitem instalações elétricas e hidráulicas através do sistema de fixação em tetos ou aparafusadas em perfis de aço galvanizado. Além disso, adaptam-se a qualquer estrutura, como aço, concreto ou madeira.
A montagem do sistema dry wall é fácil, com redução de prazo de entrega e, consequentemente, custos menores. Com o sistema, há um ganho de área útil que pode chegar a 4% e as paredes têm superfície lisa e precisa, diminuindo custos na preparação da superfície para a pintura. Como as paredes são mais leves que o sistema de alvenaria tradicional, o sistema de parede de dry wall mais simples, equivalente a 1 metro quadrado (W-111 que corresponde a uma linha de perfil e uma chapa de cada lado) pesa cerca de 25Kg contra 150 kg de uma parede de alvenaria, consegue-se com a utilização deste sistema uma redução no custo das fundações e estruturas da edificação.
Especificações Placas de gesso natural ou acrescidos de aditivos, secos e revestidos com papel cartão duplex, geralmente em espessuras que vão de 48, 70 ou 90 mm e tamanhos que vão de 4x8 a 4x12. A placa é combinada a perfis de aço galvanizado que mantém a sustentação do material. As chapas de gesso são de alta resistência mecânica, diferentes dos blocos de gesso tradicionais; tal qual os utilizados na alvenaria.
Por sua facilidade de manuseio, permite o preenchimento com diversos materiais como por exemplo fibra de vidro e mantas de lã mineral, sendo indicado também para os casos em que é necessário um desempenho acústico superior ou maior conforto térmico. É utilizado há mais de 100 anos nos EUA e a aproximadamente 70 anos na Europa.
O Drywall, além de poder ser utilizado como paredes e forros, é indicado também para revestimento de paredes, colunas, vigas, dutos de ar-condicionado, dentre outras aplicações, tendo como uma de suas principais características o manuseio e instalação simples, rápido e limpo além de aceitar diversos tipos de acabamento: pintura, cerâmica, papel de parede, fórmica mármore, madeira, etc.
História O Drywall foi pensado como uma solução econômica para construção e acabamento. Sua primeira versão, conhecida a princípio como placas Sackett, foi inventada em 1894 por Augustine Sackett nos EUA e consistia de 4 camadas de gesso molhado dentro de quatro folhas de papel, lã e camurça. As folhas mediam 91 x 91cm por 3cm de espessura com bordas sem acabamento, e eram vendidas como pequenas telhas à prova de fogo. Posteriormente, em 1910, surge então o “Gypsum Board" (Placa de Gesso) fabricado pela empresa Gypsum, que possuía bordas encapadas e substituía as duas camadas de papel camurça anteriores pelo suporte do papel acartonado.
Graças à sua resistência ao fogo e à rapidez de montagem, em 1917 a "Chapa Drywall" ou “Chapa Parede Seca” (como ficou conhecida nessa época) foi amplamente utilizada na l guerra mundial, mantendo este layout e evoluindo pouco até meados da segunda guerra. A partir daí então, o Drywall começa a ser comercializado em folhas de gesso seco e de papel de multi-camadas, sendo o núcleo deste gesso natural, e revestido com cartão duplex, adquirindo em menos de uma década a forma que conhecemos hoje — que consiste em uma única camada comprimida e prensada entre duas folhas de papel pesado.
Entretanto, por ainda estar associado ao gesso que requeria antigas técnicas de aplicação envolvendo muita mão-de-obra onerosa e aparência frágil, a maioria das pessoas ainda evitava as construções com Drywall, imaginando que sua instalação requeria os mesmos cuidados ou que não era segura. Foi só a partir de 1945 que suas vantagens passaram a ser notadas em relação a outros tipos de construção e acabamentos.
A escassez da mão de obra entre o durante e o pós-guerra foi decisiva para alçar o Drywall como opção econômica e rápida em detrimento das técnicas tradicionais. Casas e fábricas podiam ser construídas em menos da metade do tempo e com bem menos trabalho que anteriormente. Além disso, os produtos baratos e eficientes passaram a ser encarados de maneira bastante patriótica por parte dos americanos, pois eles permitiam que fosse possível concentrar mais tempo e dinheiro para apoiar o esforço de guerra.
O Drywall então, passa a ser o material dominante nos EUA, iniciando-se assim o boom de construção pós-guerra. Empreiteiros, sabendo que poderiam construir casas e locais de trabalho em um décimo do tempo — em média, uma equipe de instaladores de Drywall podia terminar uma casa em cerca de duas semanas — abandonam de vez o gesso, cimento e alvenaria para dar preferência ao novo material, elevando seus lucros vertiginosamente. Ao longo do tempo, o uso de gesso puro foi se tornando obsoleto e pessoas de todo o mundo passaram a dar preferência ao Drywall. No Brasil, ele chega a partir dos anos 90 quando os grandes fabricantes mundiais com sede na Europa como BPB Placo, Knauf e Lafarge Gypsum se instalam no país e passam a ser uma solução arquitetônica rápida limpa e barata para empresas, escritórios, shopping centers e hospitais. Repete-se aos poucos assim, a tendência observada há mais de um século nos Estados Unidos e há mais de 70 anos na Europa.
Posteriormente com a evolução da tecnologia, as chapas de gesso do Drywall se tornaram mais leves e menos quebradiças e o conjunto dos materiais e sistemas de tratamento também evoluiu.
Ferramentas e instalação thumb|Pessoas carregando placas de gesso. A instalação do Drywall é relativamente simples, apesar de se utilizar de ferramentas específicas como serrotes de ponta, pistolas para fixação de parafusos e parafusos próprios para Drywall. Por esse motivo, costuma ser um projeto DIY (faça você mesmo) bastante popular no mundo, pois é de fácil aprendizagem e não requer ferramentas especiais ou muito caras.
Para a fixação de objetos mais pesados por exemplo (como quadros, espelhos e armários) recomenda-se a utilização de buchas simples e específicas, conhecidas no mercado por “buchas para ocos” (buchas de alvenaria não servem para Drywall) e um eventual reforço nos perfis de aço galvanizado caso haja excesso de peso a ser colocado na parede.
O Drywall também aceita facilmente a instalação de vasos sanitários, pias e bidês e pode ser colocado inclusive em ambientes “molhados” onde haverá a existência de banheiros ou cozinhas, facilitando a introdução de encanamento e aceitando a instalação de louças e azulejos no acabamento. Nas versões fixo, monolítico e removível, ele permite ainda a fácil aplicação e acesso à tubulações.
Na construção civil, substitui as vedações e paredes internas convencionais (paredes, tetos e revestimentos) de edifícios de qualquer espécie, onde inclusive há um ganho de 4% de área útil. Ele ainda diminui custos na preparação da superfície para a pintura, uma vez que sua superfície é lisa e precisa.
Fixação de objetos Para fixação de objetos pesados diretamente na parede de Drywall, como armários de cozinha e racks de equipamentos de rede de telecomunicações (de no máximo 120kg) a fixação deve ocorrer diretamente no perfil de aço que deve constar na estrutura da parede. É de muita importância que os objetos a serem fixados na parede já estejam no projeto para que sejam instaladas placas de aço no interior da estrutura para reforçar a fixação.
Vantagens e aplicações O peso reduzido, o elevado desempenho acústico e o isolamento térmico por si só já garantem uma elevada vantagem do sistema Drywall sobre os sistemas tradicionais, como as paredes de alvenaria. Porém suas vantagens não param por aí: O Drywall também é conhecido mundialmente pela rapidez e limpeza na montagem. Para se ter uma ideia, uma parede, um forro ou um revestimento de Drywall além de ser executado com muita rapidez, gera pouquíssimo entulho, evitando assim o desperdício. A montagem de uma parede divisória para a criação de um novo ambiente em uma casa ou apartamento demora apenas de 24 a 48 horas já se levando em consideração a instalação de portas, tomadas e interruptores, pronta apenas para receber a pintura final.
Em razão da rapidez e da limpeza na montagem dos sistemas de Drywall, reformar um imóvel fica muito mais simples, além de permitir soluções criativas muito mais facilmente como uso de curvas, recortes para iluminação embutida e sancas.
A mesma vantagem de rapidez e limpeza está presente na hora de se consertar vazamentos de água ou fiações e sistemas internos de refrigeração por exemplo. Em todos os casos, basta fazer um corte na estrutura com um serrote de ponta, suficiente para permitir o conserto e depois fechar a parede com o mesmo pedaço de chapa. Os sistemas Drywall proporcionam ainda uma qualidade de finalização superficial única, possuindo a facilidade de aceitar qualquer tipo de acabamento: pintura, textura, azulejos, pastilhas, mármore, granito, papel de parede e lambris de madeira.
Como também são precisos em suas medidas, há um ganho de área útil de até 5% nos ambientes, pois as paredes Drywall são mais estreitas do que as de blocos ou tijolos, e podem ser calculadas durante os projetos com mais facilidade. O Drywall também costuma levar vantagens até mesmo no controle de insetos e fungos. Embora insetos possam alojar-se e constituir colônias no interior de quaisquer sistemas construtivos, o Drywall impõe algumas barreiras a estas situações.
Por se tratar de um sistema baseado em componentes industrializados, sua construção, além de seca, é normalmente muito limpa. Além disso, os próprios elementos que o compõem não são atrativos a insetos: as superfícies das chapas para Drywall, não são atrativas para os cupins; as estruturas, por sua vez, são compostas por perfis de aço galvanizado; e, para completar, o isolamento térmico e acústico dos sistemas, quando necessário, é executado com lã de vidro, outro material inerte que não serve como alimento a insetos ou fungos. Sendo assim, o “ambiente” interno dos sistemas Drywall é hostil ao desenvolvimento de qualquer forma de vida.
Drywall x Alvenaria Em detrimento aos métodos de construção tradicionais, o Drywall apresenta inúmeras vantagens. A primeira é em relação ao planejamento geral da obra. Neste quesito, ele sai na frente em contrapartida dos tradicionais projetos em alvenaria, já que diferente deste último é possível saber com precisão o quanto se vai investir calculando a quantidade de placas a serem utilizadas, evitando assim surpresas ou gastos extras com materiais. A execução é rápida e limpa, com pouco desperdício de material, e dificilmente tendo custos não programados.