Mohamed Harbi (El Harrouch, 16 de junho de 1933 – Paris, 1 de janeiro de 2026) foi um historiador argelino que foi membro do partido FLN durante a Guerra da Independência da Argélia.
Vida Nascido em El Harrouch, numa família abastada, envolveu-se cedo no movimento nacionalista, liderando a ala juvenil do MTLD aos 15 anos. Estudou história na Sorbonne, em Paris. Durante a Guerra de Independência da Argélia, juntou-se à FLN na França, tornou-se conselheiro de Krim Belkacem e foi embaixador da FLN na Guiné (1960).
Após a independência, foi conselheiro do presidente Ahmed Ben Bella, atuando na reforma agrária e como editor do jornal Révolution Africaine. Marxista, opôs-se ao autoritarismo e ao golpe militar iminente, mas suas posições contribuíram para o isolamento político. Em 1965, Houari Boumédiène deu um golpe e prendeu Ben Bella; Harbi recusou cargos no novo regime, foi preso sem julgamento e ficou em prisão domiciliar até 1969. Em 1971, fugiu para a Tunísia e depois para Paris, onde fixou residência.
No exílio, dedicou-se à carreira acadêmica, lecionando ciência política na Universidade de Paris, e produziu uma vasta obra histórica sobre a FLN e a guerra da Argélia, destacando-se títulos como Aux origines du FLN (1975) e Le FLN, documents et histoire (2004). Faleceu em Paris em 1º de janeiro de 2026, aos 92 anos.
Livros
Aux origines du Front de libération nationale (1975) F.L.N.: mirage et realité (1980) Les archives de la révolution algérienne (1981) Le FLN, documents et histoire (2004) La guerre d’Algérie: 1954-2004. La fin de l’amnésie (2004), with Benjamin Stora Une Vie Debout: Mémoires Politiques (2020)
Ligações externas copy of a New York Times article "An Arab Gadly With a Memorable Bite"
Categoria:Historiadores da Argélia