A Itália tem uma economia industrial diversificada e dividida. O norte do país é desenvolvido e industrializado, dominado por empresas privadas, e onde está localizado o centro financeiro do país, a cidade de Milão. Já o sul é menos desenvolvido, agrícola, dependente de subsídios públicos e com elevado desemprego.

Até a Segunda Guerra Mundial, a economia da Itália era baseada primariamente na agricultura. Porém, após o fim da guerra, esta passou por grandes mudanças, que tornaram-na um país primariamente industrial. O país foi um dos membros fundadores da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e da Comunidade Econômica Europeia, que são os antecessores da atual União Europeia - criada em 1993. Atualmente, o país possui a 8.ª maior economia do mundohttp://www.cia.gov/cia/publications/factbook/rankorder/2001rank.html e a 3.ª maior economia da Europa, quando medida pelo seu PIB PPC.

Devido ao seu terreno acidentado, a maior parte da Itália não possui solo apropriado para a prática da agricultura, fazendo com que o país seja um importador de alimentos. Além disso, o país possui poucos recursos naturais importantes, tais como petróleo, ferro e carvão, por exemplo, obrigando o país a importar também estes recursos naturais de outros países para o abastecimento de suas indústrias. Também por causa da falta destes recursos naturais, a Itália é obrigada a importar muito da eletricidade consumida no país.

Em uma perspectiva histórica, a Itália, que se destacou nos primeiros 500 anos da era Cristã pelo Poder do Império Romano, na Idade Média pela influência do Poder temporal da Igreja Católica, mais tarde, no Renascimento, pela vitalidade econômica das Cidades-Estado, Veneza, Florença e Génova, teve sua vitalidade econômica prejudicada na Revolução Industrial por ter escassez de matérias primas e de fontes de energia e um Mercado insuficiente para desenvolver indústrias competitivas.

Com o mercado comum da União Europeia, e sua moeda forte, o Euro, a Itália se destaca em muitos segmentos da indústria do conhecimento, da moda ou da indústria de serviços. O PIB italiano é próximo ao PIB inglês e ao PIB francês, e a renda per capita italiana é aproximadamente a mesma da renda per capita da Alemanha.

Setor primário

A Itália, nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial - mais exatamente, os anos do fascismo italiano - era um país agrário. A agricultura empregava mais de 50% da força de trabalho do país até a ascensão do fascismo - que promoveu a industrialização da Itália. Em 1953, 8 anos após o fim da guerra, apenas 30% da força de trabalho trabalhava na agricultura. Atualmente, esta taxa é de apenas 9,5%. Aproximadamente um milhão de pessoas trabalham em fazendas.

Uma geografia acidentada e relativamente pouco terreno propício à prática da agricultura ou da pecuária (relativo à população do país) fazem com que a Itália seja uma importadora de alimentos. Cerca de 40% da Itália é cultivável. A maior parte das fazendas do país são pequenas - a área média de uma fazenda é de sete hectares, com mais de 75% das fazendas italianas tendo menos de cinco hectares de tamanho. A maior parte das fazendas do país são os donos da fazenda na qual eles trabalham. Os agricultores do norte do país conseguem se sustentar muito bem, conseguindo obter dinheiro para melhorias, modernização e mecanização de suas fazendas, e, assim, compensar pela falta de mão de obra na região. Já os agricultores do sul do país são pobres, em sua maioria. A maioria das grandes fazendas e latifúndios da Itália localizam-se no sul do país. Estas fazendas utilizam-se primariamente de mão de obra humana.

O norte da Itália produz primariamente grãos, arroz, soja e carne, enquanto o sul do país produz primariamente frutas, vegetais, óleo de oliva, vinho e trigo. O país possui quantidades expressivas de bovinos, ovinos, suínos e aviários, mas a quantidade de carne produzida pela pecuária italiana é insuficiente para atender à demanda da população do país. A maioria da carne do país é importada de outros países - especialmente a Argentina. A pesca e a indústria madeireira empregam aproximadamente 150 mil pessoas.

No total, o setor primário da Itália emprega aproximadamente 1,18 milhão de pessoas, e é responsável por 3% do PIB nacional.

thumb|Colheita de uvas na Itália thumb|Plantação de tomate italiana thumb|Pêssego italiano

A Itália produziu, em 2018:

8,5 milhões de toneladas de uva (2.º maior produtor do mundo, perdendo somente para a China); 6,9 milhões de toneladas de trigo; 6,1 milhões de toneladas de milho; 5,7 milhões de toneladas de tomate (7.º maior produtor do mundo); 2,4 milhão de toneladas de maçã (6.º maior produtor do mundo); 1,9 milhão de toneladas de beterraba (que serve para produzir açúcar e etanol); 1,8 milhão de toneladas de azeitona (2.º maior produtor do mundo, perdendo somente para a Espanha); 1,5 milhão de toneladas de laranja (13.º maior produtor do mundo); 1,5 milhão de toneladas de arroz; 1,3 milhão de toneladas de batata; 1,1 milhão de toneladas de pêssego (2.º maior produtor do mundo, perdendo somente para a China); 1,1 milhão de toneladas de soja; 1 milhão de toneladas de cevada; 716 mil toneladas de pera (3.º maior produtor do mundo, perdendo somente para China e Estados Unidos); 700 mil toneladas de tangerina; 607 mil toneladas de melão; 596 mil toneladas de abóbora; 581 mil toneladas de melancia; 562 mil toneladas de kiwi (2.º maior produtor do mundo, perdendo somente para a China); 546 mil toneladas de cenoura; 389 mil toneladas de alcachofra (maior produtor do mundo);

Além de produções menores de outros produtos agrícolas, como pimenta, cereja, beringela, avelã, limão, aveia, alface, chicória, repolho, cebola, ameixa, sorgo, espinafre, morango, girassol, feijão etc.Italy production in 2018, by FAO

thumb|Búfalos na Itália. O leite é utilizado para fabricar mozarela.

Na pecuária, a Itália foi, em 2019, o 15.º maior produtor mundial de carne de porco, com uma produção de 1,4 milhões de toneladas; o 17.º maior produtor mundial de carne bovina, com uma produção de 779 mil toneladas; 15.º maior produtor mundial de leite de vaca, com uma produção de 12,4 bilhões de litros; o 28.º maior produtor mundial de carne de frango, com uma produção de 1 milhões de toneladas; o 6.º maior produtor mundial de leite de búfala, com uma produção de 249 milhões de litros, entre outros.Produção da pecuária da Itália em 2019, pela FAO

O país tem exportações agriculturais extremamente variadas. Em 2019, as de maior valor foram: vinho (U$ 7 bilhões), comidas industrializadas (U$ 3,6 bilhões), queijo (U$ 3,5 bilhões), macarrão (U$ 2,1 bilhões), tomate e produtos feitos com o mesmo (U$ 2 bilhões), produtos feitos de chocolate (U$ 2 bilhões), massa (U$ 1,8 bilhões), café (U$ 1,7 bilhões), tabaco e produtos feitos com o mesmo (U$ 1,7 bilhões), azeite de oliva (U$ 1,5 bilhões), bebidas destiladas (U$ 1,3 bilhões), legumes (U$ 1,2 bilhões), bacon e presunto (U$ 0,93 bilhões), maçã (U$ 0,8 bilhões), uva (U$ 0,7 bilhões), wafers (U$ 0,62 bilhões), arroz (U$ 0,6 bilhões),linguiça de porco (U$ 0,54 bilhões), carne bovina (U$ 0,52 bilhões), kiwi (U$ 0,48 bilhões), ração (U$ 0,41 bilhões), além de diversos tipos de sucos de frutas, carnes e leites de animais, óleos vegetais, farinhas, açúcar, frutas variadas, entre outros produtos.Exportações de produtos de origem agropecuária da Itália, pela FAO

Setor secundário thumb|A Ferrari representa a sinergia das marcas "Made in Italy" que fortalece a economia italiana. thumb|Siderúrgica italiana.

O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, a Itália tinha a 7.ª indústria mais valiosa do mundo (US $ 297,9 bilhões).Fabricação, valor agregado (US $ corrente)

Em 2019, a Itália era a 19.ª maior produtora de veículos do mundo (0,9 milhões) e a 11.ª maior produtora de aço (23,2 milhões de toneladas).World vehicle production in 2019World crude steel productionGlobal crude steel output increases by 3.4% in 2019 A Itália é também um dos 5 maiores produtores mundiais de vinho (foi o maior produtor mundial em 2018) Major Wine Producers e o 4.º maior produtor mundial de azeite de oliva.Produção de azeite, pela FAO

O setor secundário da Itália é responsável por 25% do PIB italiano, empregando aproximadamente 5 milhões de pessoas. A Itália é um país altamente industrializado. Porém, esta industrialização não é uniforme no país. A maior parte - mais de 82% - dos produtos industrializados na Itália são fabricados no noroeste do país, em um triângulo formado pelas cidades de Milão, Gênova e Turim. O governo italiano tem tentado, desde o final da década de 1950, estimular a industrialização da região sul do país, tendo obtido, porém, pouco sucesso. Os industriais apoiaram o fascismo no passado para que o país pudesse se recuperar da Primeira Guerra Mundial.A path towards Fascism: nationalism and large-scale industry in Italy (1910–1923)

Muito dos produtos industrializados na Itália são exportados para outros países. A principal indústria de manufaturação do país é a indústria têxtil: a Itália é uma das maiores fabricantes de roupas e tecidos em geral do mundo. Outras importantes indústrias de manufaturação na Itália são, em ordem decrescente de importância, produtos alimentícios, derivados de petróleo e gás natural, maquinário industrial, equipamentos de transporte, e produtos químicos. As maiores empresas do país são a ENI, uma empresa petrolífera; a Fiat, empresa automobilística; e a Parmalat, que lida com produtos alimentícios. A indústria de manufatura responde por 23,25% do PIB italiano, empregando 4,75 milhões de pessoas. O país é famoso pelas marcas de luxo, e ganha bilhões de dólares anualmente sendo o maior agregador de valor do mundo. Marcas como Lamborghini, Ferrari, Maserati, Dolce&Gabanna, Gucci, Fendi, Valentino, Giorgio Armani, Gianfranco Ferré, Gianni Versace, Missoni dão margens de lucros estratosféricas às negociações italianas.

Mineração

A mineração de recursos naturais na Itália é limitada, devido à ausência de grandes quantidades de reservas naturais no país. A Itália depende de importações procedentes de outros países para a fabricação de seus produtos industrializados. Algumas reservas minerais expressivas - ferro, alumínio, carvão, granito e fosfato - estão localizadas ao sul do país.

No geral, a produção mineral é baixa e sem grandes destaques, não estando entre os maiores produtores mundiais de quase nenhum minério. Em 2019, constava que o país era o 19.º maior produtor mundial de enxofre,USGS Sulfur Production Statistics além de ser o 15.º maior produtor mundial de sal.USGS Salt Production Statistics

Energia thumb|Pólo petroquímico em Siracusa.

Nas energias não-renováveis, em 2020, o país era o 40.º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 100,5 mil barris/dia.Annual petroleum and other liquids production Em 2019, o país consumia 1,26 milhões de barris/dia (17.º maior consumidor do mundo).Statistical Review of World Energy, June 2020The World Factbook — Central Intelligence Agency O país foi o 8.º maior importador de petróleo do mundo em 2013 (1,34 milhões de barris/dia). Em 2016, a Itália era o 48.º maior produtor mundial de gás natural, 5,7 bilhões de m³ ao ano. O país era o 3.º maior importador de gás do mundo em 2011: 70,2 bilhões de m³ ao ano, principalmente da Rússia.CIA. The World Factbook. Natural gas - production.

Nas energias renováveis, em 2020, a Itália era o 10.º maior produtor de energia eólica do mundo, com 10,8 GW de potência instalada, e o 6.º maior produtor de energia solar do mundo, com 21,6 GW de potência instalada;RENEWABLE CAPACITY STATISTICS 2021 Em 2019 o país era o 11.º maior do mundo em potência instalada de energia hidroelétrica: 22,6 GW.2020 Hydropower Status Report