thumb|261x261px|Os economistas estudam as decisões de produção, troca e consumo, como aquelas que ocorrem em um mercado tradicional.|alt=Vendedora de vegetais num mercado. Economia (do grego: οικονομία oikosnomos, "regras da casa")de οἶκος, translit. oikos, 'casa' + νόμος , translit. nomos, 'gerir, administrar': daí "regras da casa" ou "administração doméstica". (também chamada de ) é a ciência que consiste na análise da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Portanto, a economia é o estudo das escolhas dos indivíduos e do que possibilita a compatibilidade nas escolhas de todos. Esta ciência social estuda a atividade económica, através da aplicação da teoria económica, tendo, na gestão, a sua aplicabilidade prática.

Os modelos e técnicas atualmente usados em economia evoluíram da economia política do final do , derivado da vontade de usar métodos mais empíricos à semelhança das ciências naturais.Clark, B. (1998). Political-economy: A comparative approach. Westport, CT: Preager. Pode representar, em sentido lato, a situação económica de um país ou região; isto é, a sua situação conjuntural (relativamente aos ciclos da economia) ou estrutural.

A economia é, geralmente, dividida em dois grandes ramos: a microeconomia, que estuda os comportamentos individuais, e a macroeconomia, que estuda o resultado agregado dos vários comportamentos individuais. Atualmente, a economia aplica o seu corpo de conhecimento para análise e gestão dos mais variados tipos de organizações humanas (entidades públicas, empresas privadas, cooperativas, etc.) e domínios (internacional, finanças, desenvolvimento dos países, ambiente, mercado de trabalho, cultura, agricultura, etc.).

Outras formas de divisão da disciplina são: a distinção entre economia positiva ("o que é", que tenta explicar o comportamento ou fenômeno econômico observado) e economia normativa ("o que deveria ser", frequentemente relacionado com políticas públicas); a distinção entre economia ortodoxa, aquela que lida com o nexo "racionalidade-individualismo-equilíbrio", e a economia heterodoxa, que pode ser definida por um nexo "instituições-história-estrutura social".Davis, John B. (2006). "Heterodox Economics, the Fragmentation of the Mainstream, and Embedded Individual Analysis," in Future Directions in Heterodox Economics. Ann Arbor: University of Michigan Press.

Definição Várias definições modernas da 'ciência econômica' foram propostas, algumas refletem visões em evolução do assunto ou visões diferentes entre economistas, incluindo a definição de 'economia' como "o que os economistas fazem".Backhouse, Roger E.; Medema, Steven (2008). "Economics, definition of". In Durlauf, Steven N.; Blume, Lawrence E. (eds.). The New Palgrave Dictionary of Economics (second ed.). pp. 720–722. doi:10.1057/9780230226203.0442. .Backhouse, Roger E., and Steven Medema (2009). "Retrospectives: On the Definition of Economics," Journal of Economic Perspectives, 23(1), Introduction and Conclusion [pp. 221–33.

O termo anterior para a 'ciência econômica' era 'economia' política. Ele é adaptado do uso mercantilista francês de économie politique, que estendeu a economia do termo grego antigo para gerenciamento de domicílio ao domínio nacional como administração pública dos assuntos de estado.• Antoine de Montchrestien (1615). Traicté de l’oeconomie politique. F. Billacois, ed., 1999, critical edition, preview.

   • P. Bridel (1987 ). "Montchrétien, Antoyne de," The New Palgrave: A Dictionary of Economics, v. 3, p. 546 [pp.546-47]. Sir James Steuart (1767) escreveu o primeiro livro em inglês com 'economia política' no título, explicando-a como tal: A economia em geral [é] a arte de suprir todas as necessidades de uma família, [portanto, a ciência da economia política] procura garantir um certo fundo de subsistência para todos os habitantes, evitar todas as circunstâncias que possam torná-lo precário; fornecer tudo o que é necessário para suprir as necessidades da sociedade e empregar os habitantes ... de maneira a criar naturalmente relações e dependências recíprocas entre eles, de modo a suprir uns aos outros as necessidades recíprocas.James Steuart ([1767, 1770] 1966). An Inquiry into the Principles of Political Oeconomy: Being An Essay on the Science of Domestic Policy in Free Nations, v. 1, [title page] and pp. 2-3, Oliver and Boyd for the Scottish Economic Society. Title page and Book I, "Introduction," , pp. 15, 17, as quoted in Peter Groenwegen (1987 ), "'political economy' and 'economics'," The New Palgrave: A Dictionary of Economics, v. 3, p. 905.A página de rosto dava como tema "população, agricultura, comércio, indústria, dinheiro, moedas, juros, circulação, bancos, câmbio, crédito público e impostos". O filósofo Adam Smith (1776) define o assunto como "uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações", em particular como:um ramo da ciência de um estadista ou legislador [com o duplo objetivo de fornecer] uma receita ou subsistência abundante para o povo ... [e] fornecer ao estado ou à comunidade uma receita para os serviços públicos.Smith, Adam (1776). An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, and Book IV.Jean-Baptiste Say (1803), distinguindo o assunto de seus usos em políticas públicas, define-o como a ciência da produção, distribuição e consumo de riqueza.Say, Jean-Baptiste (1803 ). A Treatise on Political Economy; or the Production, Distribution, and Consumption of Wealth, trans. 1834, C. C. Biddle, ed., Grigg and Elliot. No lado satírico, Thomas Carlyle (1849) cunhou "a triste ciência" ou ciência sombria ("the dismal science") como um epíteto da economia clássica, nesse contexto, comumente ligado à análise pessimista de Malthus (1798).• [Carlyle, Thomas] (1849). "Occasional Discourse on the N[egro] Question," Fraser's Magazine, republished in Works of Thomas Carlyle, 1904, v. 29, Charles Scribner's Sons, pp. 348-383.

   • Malthus, Thomas (1798). An Essay on the Principle of Population.

   • Persky, Joseph (1990). "Retrospectives: A Dismal Romantic," Journal of Economic Perspectives, 4(4), pp. 166-169 [pp. 165-172]. John Stuart Mill (1844) define o assunto em um contexto social como: A mudança do nível social para o individual aparece nas principais obras da Revolução Marginal. A definição de Carl Menger reflete o foco no homem economizante: William Stanley Jevons, outro autor muito influente da Revolução Marginal, define a economia destacando os aspectos hedônicos e quantitativos da ciência: A disciplina foi renomeada no final do século XIX, principalmente devido a Alfred Marshall, na língua inglesa de "economia política" para "econômica" (economics) como um termo mais curto para "ciência econômica". Naquela época, tornou-se mais aberta ao pensamento rigoroso e fez uso crescente da matemática, o que ajudou a apoiar os esforços para que ela fosse aceita como ciência e como uma disciplina separada fora da ciência política e de outras ciências sociais.Harper, Douglas (fevereiro de 2007). "Online Etymology Dictionary – Economy". Alfred Marshall fornece uma definição ainda amplamente citada em seu livro Princípios de Economia (1890), que estende a análise além da riqueza e do nível social ao microeconômico, criando uma certa síntese das opiniões daqueles ainda mais solidários à economia política clássica (com foco na riqueza social) e aos primeiros a adotar as opiniões expressas na Revolução Marginal (com foco nas necessidades individuais). A inclusão de Marshall da expressão bem-estar também foi muito significativa para a discussão sobre a natureza da economia: Lionel Robbins (1932) desenvolveu implicações do que foi denominado "talvez a definição atual mais comumente aceita do assunto":Backhouse, Roger E., and Steven Medema (2009). "Retrospectives: On the Definition of Economics," Journal of Economic Perspectives, 23(1), p. 225. 221–33. A economia é uma ciência que estuda o comportamento humano como uma relação entre fins e meios escassos que têm usos alternativos.Robbins, Lionel (1932). An Essay on the Nature and Significance of Economic Science, p. 15. London: Macmillan. Links for 1932 HTML and 2nd ed., 1935 facsimile.Robbins descreve a definição como não classificatória em "escolher certos tipos de comportamento", mas sim analítica em "focar a atenção em um aspecto particular do comportamento, a forma imposta pela influência da escassez".Robbins, Lionel (1932). An Essay on the Nature and Significance of Economic Science, p. 16.

Alguns comentários subsequentes criticaram a definição como excessivamente ampla ao não limitar seu assunto à análise de mercados. A partir da década de 1960, no entanto, esses comentários foram reduzidos à medida que a teoria econômica de maximizar o comportamento e a modelagem da escolha racional expandiram o domínio do assunto para áreas previamente tratadas em outros campos.• Backhouse, Roger E., and Steven G. Medema (2009). "Defining Economics: The Long Road to Acceptance of the Robbins Definition," Economica, 76(302), V. Economics Spreads Its Wings. [Pp. 805–820.]

   • Stigler, George J. (1984). "Economics—The Imperial Science?" Scandinavian Journal of Economics, 86(3), pp. 301-313. Também existem outras críticas, como a escassez não levando em conta a macroeconomia do alto desemprego.Blaug, Mark (2007). "The Social Sciences: Economics," The New Encyclopædia Britannica, v. 27, p. 343 [pp. 343-52].

Gary Becker, colaborador da expansão da economia em novas áreas, descreve a abordagem que ele favorece como "combinando as suposições de se maximizar o comportamento, as preferências estáveis e o equilíbrio do mercado, usadas de forma implacável e inflexível".Becker, Gary S. (1976). The Economic Approach to Human Behavior, Chicago, p. 5. Um comentário caracteriza a observação como fazendo da economia uma abordagem, e não um assunto, mas com grande especificidade quanto ao "processo de escolha e ao tipo de interação social que [tal] análise envolve".Backhouse, Roger E., and Steven Medema (2009). "Retrospectives: On the Definition of Economics," Journal of Economic Perspectives, 23(1), p. 229 [pp. 221–33.

John Neville Keynes considerava a discussão que antecedeu a definição de economia mais importante do que a própria definição.John Neville Keynes, The Scope and Method of Political Economy, p.51. Seria uma maneira de revelar o escopo, a direção e os problemas que a ciência enfrenta.

Uma revisão recente das definições de economia inclui uma variedade daquelas presentes em livros didáticos de princípios, tal como descrições do assunto como o estudo de:

a 'economia' (como atividade econômica); o processo de coordenação; os efeitos da escassez; a ciência da escolha; comportamento humano; seres humanos quanto à forma como coordenam desejos e vontades, dados os mecanismos de tomada de decisão, os costumes sociais e as realidades políticas da sociedade.

Conclui que a falta de concordância não precisa afetar o assunto tratado pelos textos. Entre os economistas de maneira mais geral, argumenta-se que uma definição específica apresentada pode refletir a direção em que o autor acredita que a economia está evoluindo ou deveria evoluir.

Além dessas formulações, uma parte da teoria social contemporânea propõe ampliar a definição tradicional de economia. Autoras como Rahel Jaeggi argumentam que, além de sua formulação como ciência dedicada à alocação de recursos escassos, à coordenação ou à produção de riqueza, a economia pode ser compreendida como um conjunto de práticas sociais normativamente estruturadas que integram formas de vida.