Chér (posteriormente relançado como Gypsys, Tramps & Thieves) é o sétimo álbum de estúdio da artista estadunidense de mesmo nome, lançado em setembro de 1971 pela Kapp Records. O disco marcou uma mudança em sua carreira após o desempenho comercial modesto de trabalhos anteriores, levando-a a assinar com a Kapp-MCA e a colaborar com o produtor Snuff Garrett, substituindo Sonny Bono, enquanto os arranjos ficaram a cargo de Al Capps. O projeto apresentou uma reformulação sonora baseada em baladas narrativas e regravações, além de coincidir com uma nova fase de imagem da artista, associada aos figurinos de Bob Mackie e à maior exposição televisiva com The Sonny & Cher Comedy Hour.

Impulsionado pelo sucesso do single "Gypsys, Tramps & Thieves", que liderou as paradas nos Estados Unidos e no Canadá, o álbum foi relançado com o mesmo título e alcançou desempenho comercial significativo, chegando ao top 20 da Billboard 200 e sendo certificado ouro pela RIAA. O segundo single, "The Way of Love", também obteve bom desempenho nas paradas. Em termos críticos, o álbum recebeu avaliações geralmente positivas, com elogios à produção e às interpretações vocais de Cher.

Informações do álbum O álbum Chér é o sétimo álbum de estúdio de Cher, lançado em setembro de 1971 pela Kapp Records. O projeto marcou uma mudança significativa na carreira da artista após o desempenho insatisfatório de seus trabalhos anteriores, levando-a a assinar com a Kapp-MCA naquele ano. Sob a iniciativa do executivo Johnny Musso, Cher passou a trabalhar com o produtor Snuff Garrett, substituindo seu colaborador habitual Sonny Bono, enquanto os arranjos ficaram a cargo de Al Capps. Garrett foi responsável por reformular o som da cantora, apostando em baladas narrativas e regravações, como "The Way of Love", "Fire and Rain" e "He Ain't Heavy, He's My Brother". Durante as sessões, também foram gravadas faixas adicionais como "Classified 1-A", "Don't Put It On Me" e "Gentle Foe", que tiveram lançamentos posteriores em diferentes formatos e contextos. Paralelamente, Cher passou por uma transformação de imagem, abandonando o estilo hippie e adotando figurinos assinados por Bob Mackie, o que contribuiu para consolidar sua nova fase artística.

O álbum foi inicialmente lançado sob o título Chér, mas acabou sendo relançado como Gypsys, Tramps & Thieves após o sucesso expressivo do single de mesmo nome. Esse êxito coincidiu com a estreia do programa televisivo The Sonny & Cher Comedy Hour, exibido pela CBS em agosto de 1971, o que ampliou a visibilidade da cantora. Ao longo dos anos, o disco recebeu diferentes relançamentos, em 1998, foi lançado em compact disc (CD) em uma reedição norte-americana pela Universal Records. No Reino Unido, o álbum foi relançado em 1993 em formato conjunto com Foxy Lady, sob o título Cher/Foxy Lady, reunindo as faixas de ambos os trabalhos em um único disco.

Singles "Gypsys, Tramps & Thieves" foi o primeiro single do álbum e traz a faixa "He'll Never Know" como seu lado B. A canção foi escrita por Bob Stone e produzido por Snuff Garrett, com acompanhamento instrumental dos músicos de estúdio de Los Angeles do Wrecking Crew. Lançado pela Kapp em 1º de setembro de 1971, foi uma das primeiras tentativas de Sonny Bono de reavivar a carreira fonográfica de Cher. Estruturada como uma narrativa animada de pop e folk rock, a obra traz instrumentação de uma caliope de circo e um piano com cordas ao fundo. Cher canta do ponto de vista de uma garota romani de 16 anos, que "nasceu na carroça de um show itinerante" e descreve sua vida. A música aborda temas como gravidez na adolescência e insinuações de prostituição. A canção recebeu críticas positivas dos especialistas musicais. A Record World a considerou um "número animado", enquanto a Billboard a descreveu como "uma balada rock incomum com uma letra à altura". Em 1972, a canção rendeu a Cher uma nomeação ao Grammy de melhor performance feminina vocal pop, prêmio vencido pelo álbum Tapestry da cantora Carole King.

Comercialmente, tornou-se seu primeiro single solo a alcançar o primeiro lugar nas paradas musicais do Canadá e dos Estados Unidos, além de figurar nas paradas da Austrália, Países Baixos, Nova Zelândia, e Reino Unido. Em 1972, o single foi certificado como disco de ouro pela Recording Industry Association of America por um milhão de cópias compradas pelas lojas estadunidenses. Em 2017, foi descrita por Rob Tennanbaum da Billboard como uma das maiores músicas do século XX.

"The Way of Love" é o segundo e último single do trabalho, e trouxe como lado B a canção "Don't Put It on Me". Produzida por Snuff Garrett e lançada em 1972, a faixa, originalmente uma canção francesa de 1960 intitulada "J'ai le mal de toi" (composta por Jacques Dieval com letra de Michel Rivgauche), ganhou letra em inglês de Al Stillman e foi primeiramente gravada neste idioma por Kathy Kirby em 1965. A Billboard descreveu a versão de Cher como "uma balada carregada de emoção, repleta de apelo para o Top 40 e o MOR", observando que a cantora sucede seu sucesso número um com "uma mudança de estilo". Comercialmente, passou três semanas no top dez da Billboard Hot 100, alcançando o pico de número 7, vendendo 975 mil cópias até junho de 1974, faltando 25 mil cópias para atingir um disco de ouro no país.

Recepção crítica

Chér recebeu críticas majoritariamente positivas dos críticos de música. A Billboard observou que a artista "já era uma estrela" antes do lançamento do álbum, mas que Chér "lançou" sua "personagem de cantora de baladas de Las Vegas que mais vendeu", destacando faixas como "The Way of Love" e a canção título. A Cash Box elogiou o álbum, afirmando que Cher "está simplesmente espetacular" e que "tudo sobre o álbum (...) é de primeira linha", concluindo que se trata do "melhor e mais comercial disco desta artista". A Record World observou que a exposição de Cher na televisão "pode lembrar aos compradores que a moça tem um belo par de trompas", acrescentando que "nem todas as baladas estão à sua altura, mas a maioria está".

O banco de dados AllMusic considerou o álbum "um bom disco com ótimos momentos", destacando "The Way of Love" como "um momento de destaque na carreira", enquanto observou que, embora as faixas de abertura ofereçam "um golpe duplo", a qualidade "é impossível de sustentar ao longo de todo o álbum", com algum material descrito como "pop mediano de meio-termo". O portal Yahoo! Music destacou que "arranjos e produção poderosos de Snuff Garrett e vocais sem afetação de Cher tornam a audição movimentada", destacando interpretações de sucessos contemporâneos como "He Ain't Heavy, He's My Brother" e "Fire and Rain". A Rhapsody observou que a cantora "já era uma estrela" antes do lançamento do álbum, mas que Chér "lançou" sua "personagem mega-vencedora de cantora de baladas de Las Vegas", acrescentando que faixas como a "sexualmente ambígua" "The Way of Love" e a "picante" "Gypsys, Tramps & Thieves" são os destaques do álbum. A Metro Weekly considerou Gypsys, Tramps & Thieves "não tanto um álbum, mas sim uma lembrança de sua imensa e singular celebridade em seu auge", destacando como o sucesso televisivo de Cher moldou o disco, e observando que "a balada de caráter bissexual em 'The Way of Love' oferece um acesso atípico ao seu apelo andrógino".

Desempenho comercial Chér estreou na Billboard 200 na posição 194 em setembro de 1971, alcançando posteriormente o pico na posição 16, e permanecendo na tabela por um total de quarenta e cinco semanas. Em 1972, vendeu cerca de 500 mil cópias nos Estados Unidos, sendo certificado como disco de ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA).

Lista de faixas Créditos adaptados do LP Chér, de 1971.

Ficha técnica Créditos adaptados do LP Chér, de 1971.

Cher – vocais principais Snuff Garrett – produtor musical Al Capps – assistência nos arranjos Lenny Roberts – engenheiro de som Richard Avedon – fotografia

Tabelas

Tabelas semanais +Desempenho semanal de ChérTabela musical (1971–72)MelhorposiçãoAustrália (Kent Music Report)43Canadá (RPM 100 Albums)14Noruega (VG-lista)21Estados Unidos (Cash Box Top 100 Albums)16 Estados Unidos (Record World Top 100 LP's)15

Tabelas de fim do ano +Desempenho anual de ChérTabela musical (1972)PosiçãoEstados Unidos (Billboard 200)48Estados Unidos Cash Box. Cashbox magazine.91

Certificações e vendas

Categoria:Álbuns de Cher Categoria:Álbuns de 1971 Categoria:Álbuns em língua inglesa