|} thumb|left|Carro n.º 3 do Elevador da Estrela, virado a braços para mudança de linha no término de Estrela, a 3 de julho de 1913, último dia de circulação. thumb|left|Vista da Basílica da Estrela: circulando lado a lado um carro do Elevador da Estrela (d.ta) e elétrico da Carris, na carreira circular (atual ). O Elevador da Estrela, em Lisboa, Portugal, também conhecido por Ascensor Estrela-Camões, Elevador de São Bento et c., funcionou entre 1890 e 1913.
Era um sistema de transporte público de passageiros em carros tracionados por cabo sem-fim subterrâneo, rodando sobre carris-ranhura encastrados na via pública. Foi projetado por Raoul Mesnier de Ponsard,O. Correia: p.32 e funcionou entre 1890 e 1913, gerido pela Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, tendo sido adquirido (em 1913), e substituído (em 1915), pela Carris.
O sistema era também informalmente conhecido por “Mata Cães”, devido às frequentes vítimas que causava,Price (1972): p.22 e também por “Maximbombo” (nomeadamente, por Maximbombo da Estrela),A.M.F.: p. 57 corruptela de machine pump,Cp. Dicionário Priberam. O étimo será proveniente de anglicismo em uso na N.C.A.M.L., ainda que à data esta companhia usasse principalmente tecnologia alemã e tivesse sido fundada por um luso-francês, Raul Ponsard. Este termo foi generalizado para outros meios de transporte não dotados de qualquer machine pump, tendo-se tornado sinónimo genérico de transporte público coletivo em Angola e Moçambique — este último uso conferiu à palavra uma apócrifa etimologia bantu. É por vezes também grafado / pronunciado *"machimbombo" [ĩ]. Compare-se com "maxambomba", neologismo similar de etimologia idêntica criado décadas antes no Recife, Brasil. a bomba de acetileno que propulsionava o mecanismo de fixação ao cabo a bordo de cada carro-guia.
O trajeto apresentava um perfil em "U", ao invés dos declives simples mais habituais nestes meios de transporte: Ligava a Praça Luís de Camões ao Largo da Estrela, passando na Calçada do Combro, nos Poiais de São Bento, e pelo Palácio de São Bento. No cruzamento da Calçada da Estrela com a Rua de São Bento, cruzava, desde a sua construção em 1901, a linha de elétricos da CCFL que ligava o Conde Barão ao Rato (à época, carreiras ).Como se vê nesta foto da época. Tinha paragem comum com a estação superior do Elevador da Bica, da mesma empresa, e correspondência com a concorrente CCFL no Camões (paragem e terminal do “Largo das Duas Igrejas”, ao Chiado), bem como efemeramente com camionagem suburbana (na Estrela, para Sete Rios e Benfica).
O Elevador da Estrela deixou de funcionar a 3 de julho de 1913; o encerramento deu-se na sequência da aquisição pela Companhia Carris de Ferro de Lisboa da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa. O canal e o trilho foram posteriormente integrados na rede de elétricos da CCFL, que reinaugurou o serviço, agora em unidades eletroviárias motorizadas, em 1915, prolongado em 1936 ao Cemitério dos Prazeres. Este percurso corresponde desde 1991 a um troço da carreira .
Bibliografia João Manuel Hipólito Firmino da Costa: “Um caso de património local: A tomada de Lisboa pelos ascensores” Universidade Aberta: Lisboa, 2008. Octaviano Correia: “Do Pombal ao Bom Jesus de Braga” Jornal da Madeira / Revista Olhar 2007.09.08 A. M. F.: “A Morte do Maximbombo” Ilustração Portugueza 386 (1913.07.14): p. 57-61 J. H. Price: The Tramways of Portugal : A Visitor’s Guide Light Railway Transport League: London, 1972 (2nd ed.) ISBN 0-900433-43-4 (3.ª ed. de 1974 com capa re-impressa e texto atualizador nas contra-capas).
Ver também Funiculares e elevadores de Portugal Elevador da Bica Elevador do Chiado Elevador da Glória Elevador da Graça Elevador do Lavra Elevador do Município Elevador de Santa Justa Elevador de São Sebastião
Ligações externas Informações de Ernst KERS, em inglês
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