A Usina Hidrelétrica de Peixoto (Mascarenhas de Moraes), originalmente projetada e nomeada como Usina de Peixoto, é uma instalação de geração de energia elétrica de grande porte situada no leito do Rio Grande. O barramento funciona como limite geográfico entre os estados de Minas Gerais e São Paulo, afetando diretamente a bacia hidrográfica dos municípios lindeiros de Ibiraci e Delfinópolis. O complexo gerador é operado atualmente por Eletrobras Furnas e faz parte do conjunto de regularização hídrica da Bacia do Rio da Prata.
Etimologia Na sua fundação, o empreendimento recebeu a denominação "Usina de Peixoto" em referência direta à localidade geográfica do bairro e Vale de Peixotos, onde o barramento foi assentado. Em dezembro de 1968, através de decretos do governo militar vigente, a usina sofreu sua alteração onomástica definitiva para "Usina Marechal Mascarenhas de Moraes". A mudança foi uma homenagem ao oficial João Batista Mascarenhas de Morais, ex-comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial.
História Os primeiros planos para o aproveitamento do trecho do Rio Grande iniciaram-se no ano de 1947, durante o período do pós-Segunda Guerra Mundial. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) elaborou estudos devido à preocupação com o esgotamento iminente da sua capacidade de geração frente à expansão da demanda por carga no sistema de São Paulo. No ano de 1950, a referida companhia obteve a concessão formal do Estado para construir e explorar o trecho hidrelétrico da divisa paulista e mineira. Em 1º de agosto de 1973, por determinação corporativa da Eletrobras, o controle logístico, estrutural e operacional da usina foi transferido definitivamente à FURNAS Centrais Elétricas S.A.
Construção/fundação A mobilização de infraestrutura civil para as fundações das obras da Usina de Peixoto ocorreu no ano de 1952. O cronograma de inauguração procedeu-se de modo progressivo, conforme os dados técnicos:
1957 (Abril): Inauguração e início de operação com duas unidades geradoras, totalizando 80.000 kW (80 MW) de capacidade. 1960: Instalação de duas novas unidades, expandindo a potência ativa para 192.000 kW. 1968 (Dezembro): Conclusão do projeto físico estipulado com a instalação operacional das turbinas complementares, alcançando o limite de 10 unidades geradoras.
Fontes:
Características
Com início de geração em 1957, possui capacidade instalada de 478 MW, a partir de um desnível de até 43 m. O reservatório capta água de uma área de 59.600 km² e alaga uma área de até 250 km², operando com um nível mínimo de 653,12 m acima do nível do mar e com um nível máximo de 666,12 m acima do nível do marCapacidade de Reservatórios. , acesso em 12 de julho de 2014. SILVA FILHO, Donato. Dimensionamento de Usinas Elétricas Através de Técnicas de Otimização Evolutiva. Tese de doutorado em engenharia elétrica na Universidade de São Paulo (Campus de São Carlos). Dezembro de 2003. Metodologia para estimação de externalidades agropecuárias, acesso em 18 de maio de 2014. Usina Mascarenhas de Moraes , acesso em 20 julho de 2014. ComponenteEspecificação RegistradaCapacidade Instalada Total476 MWTipo de BarragemArco e gravidadeUnidades Geradoras10 (2x 40 MW, 2x 48 MW, 4x 49 MW e 2x 52 MW)Desenvolvimento no Coroamento600 metros de extensãoElevação no Coroamento669,12 metrosVolume Total do Reservatório4,04 bilhões de metros cúbicos (m³)Volume Útil do Reservatório2,5 bilhões de metros cúbicos (m³)Área InundadaAproximadamente 250 km² (há estudos acadêmicos apontando até 256 km²)Descarga Máxima (Vertedouro)3.100 m³/sComportas2 do tipo segmento (Fabricante: Bardella S.A., Raio: 16 m, Largura: 12 m)
Hidrografia O reservatório de Peixoto/Mascarenhas de Moraes pertence à sub-bacia do Rio Grande, que integra a ampla Bacia Hidrográfica do Rio da Prata. Em termos de engenharia hídrica e ordenamento, a usina atua posicionada em uma "escada" de barramentos: localiza-se a jusante do maciço da Usina Hidrelétrica de Furnas e encontra-se imediatamente a montante da Usina Luiz Carlos Barreto de Carvalho (Estreito). O nível d'água máximo operacional é de 666,12 metros, definindo as margens topográficas que invadem o relevo de Ibiraci e os fundos de vale de Delfinópolis.
Impacto atual Do ponto de vista socioeconômico e ambiental contemporâneo, a gestão das águas da represa afeta aproximadamente 1.000 residências de lazer (ranchos), propriedades voltadas à psicultura e marinas em seu entorno. Com os ciclos de estiagem severa enfrentados após a década de 2010, grupos de trabalho coordenados pela Agência Nacional de Águas (ANA) e Operador Nacional do Sistema (ONS) atuam regulando as cotas da represa para minimizar impactos econômicos nos municípios margeados. Em paralelo, o Governo do Estado de Minas Gerais desenvolveu o projeto de ampliação aquaviária na região para atender 52 municípios através de travessias multimodais que aproveitam o represamento, como as operações intermunicipais por balsas que substituem as antigas estradas inundadas.
Ver também Furnas Rio Grande Lista de usinas hidrelétricas do Brasil
Ligações externas Site de Furnas
Mascarenhas Morais Categoria:Ibiraci Mascarenhas Morais Categoria:Furnas Centrais Elétricas