Artur Álvaro dos Santos Correia de Sousa (Santa Justa, Lisboa, 15 de janeiro de 1914 — Lisboa, 5 de junho de 1987) foi um pianista e etnomusicólogo português.Inventário Nacional do Património Cultural : Santos, Artur.
Biografia Nasceu Artur Álvaro dos Santos na Travessa Nova de São Domingos, n.º 9, 4.º direito, freguesia de Santa Justa, em Lisboa. Era filho de Américo Afonso dos Santos Correia de Sousa (Vitória, Porto, c. 1882) e da criada de servir Maria Augusta dos Santos (Tarouca, Tarouca, c. 1890), que apenas casaram em 1924. Em 1935, Artur passou a utilizar o nome completo Artur Álvaro dos Santos Correia de Sousa, incluindo os apelidos do pai.
Estudo Piano, Harmonia e Contraponto e Fuga no Conservatório Nacional de Lisboa, onde obteve o 1.º Prémio do Conservatório e o Prémio Beethoven.
A 24 de junho de 1937, casou civilmente em Lisboa com a pianista Júlia de Ascenção Ribeiro (Santa Isabel, Lisboa, c. 1914 — 7 de dezembro de 1969), conhecida como Túlia Santos, filha do funcionário público Caetano Alberto da Cruz Jorge Ribeiro e de Maria da Ascenção Pereira Ribeiro, doméstica, ambos naturais de Lisboa (freguesia de Santos-o-Velho).
A partir de 1941, foi professor de Composição, Harmonia e Fuga no Conservatório Nacional. Foi assistente de programas na Emissora Nacional, onde venceu, em 1943, o Prémio Rey Colaço de Composição. No entanto, como compositor, apenas dedicou as suas obras a familiares e amigos, não tendo granjeado popularidade.
Teve trabalho prolífico na área da Etnomusicologia, tendo harmonizado cerca de 100 obras em contexto etnográfico, de que são exemplo Oito Canções Populares Portuguesas, para soprano e orquestra, que mereceram divulgação internacional através do maestro Pedro de Freitas Branco. Entre 1945 e 1948, foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, tendo estudado, primeiro em Londres e depois em Paris, questões relativas à harmonização de melodias tradicionais. Ensinou em várias instituições britânicas, como a Anglo-Portuguese Society, tendo sido membro da comissão executiva da International Folklore-Music Council.
Em 1949, dedicou-se à investigação do folclore africano em Angola, numa iniciativa dirigida pela Companhia de Diamantes de Angola. Realizou uma documentação gravada da música folclórica dos Açores, da Beira Alta e da Beira Baixa, que posteriormente foi usada como representativa da música folclórica portuguesa numa colecção de discos da BBC de Londres.
O músico Fernando Lopes-Graça, no volume "Disto e daquilo", num seu artigo de 1959 nomeia este músico como um musicólogo sério que com este trabalho tem contribuído à difusão da autêntica música folclórica de Portugal. Referências
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