Afonso Pires da Charneca, senhor dos Lagares d´El-Rei, cavaleiro e vassalo. Em Lisboa, em 6 de Outubro de 1384, foi armado cavaleiro pelo Mestre de Avis (futuro rei D. João I) ao prestar-lhe homenagem, nesse dia e antes da batalha de Aljubarrota, como regente do Reino em sólio vacante. No ano seguinte esteve presente, pelo braço da Nobreza, na Cortes de Coimbra."A Casa dos Mirandas na Rua das Flores", por Marquês de Rio Maior, separata da Revista Municipal, Lisboa, 1950

A 24 de Julho de 1385, D. João I doou a «Afom priz da charneca caualeiro nosso uasallo», de juro e herdade, para sempre, as vinhas e seus lugares que são no termo da cidade de Lisboa «aallem d aRoyos caminho da charneca as quaaes sooe d andar co a nossa adega da dcta cidade».

Morreu sem geração nem testamento. Mandou o rei que os seus bens passassem para o seu irmão D. Martinho Afonso Pires da Charneca arcebispo de Braga.

Controvérsia Diz-se que seu pai recebeu a mercê da Alcáçova e várias outras terras "por serviços que este lhe fez", entre elas os Lagares d´El-Rei, por ordem do referido "Mestre" de Avis, o rei D. João I de Portugal, mas, no entanto tudo parece indicar que se esteja a confundir com este seu filho varão e seu já «aportuguesado» homónimo. Assim como quais deles foi ou não um dos escolhidos pela corte para acompanhar o condestável D. Nuno Álvares Pereira quando este exerceu o cargo de Fronteiro-mor do Além-Tejo.

Dados Genealógicos Filho de: Afonso Perez da Charneca e de Constança Esteves.

Bibliografia "A Casa dos Mirandas na Rua das Flores", de Marquês de Rio Maior, separata da Revista Municipal, Lisboa, 1950. "Monarquia Luzitana", de Frei Manuel dos Santos, cap. VIII, pag. 748.

Categoria:Senhores do Reino de Portugal Categoria:Portugueses envolvidos na Batalha de Aljubarrota Categoria:Apoiantes de D. João, Mestre de Avis