The Shard, também conhecido como London Bridge Tower,London Bridge Tower, London. Design Build Network. Retrieved 7 July 2010. Shard of Glass, ou 32 London Bridge, é um arranha-céu em forma de pirâmide localizado em Southwark, Londres, Inglaterra. Com mais de 310 metros de altura, é o edifício mais alto na Europa Ocidental. É também a segunda estrutura autônoma mais alta do Reino Unido, a seguir à estação de transmissão de Emley Moor, com 330 metros.
O Shard substituiu a Southwark Towers, um edifício de escritórios de 24 andares construído no local em 1976. Renzo Piano, o arquiteto do edifício, trabalhou com a empresa de arquitetura Broadway Malyan durante a fase de planejamento. A torre tem 72 andares habitáveis, com um terraço panorâmico e uma galeria ao ar livre de observação - a mais alta do Reino Unido - no 72º andar."Shard observation deck to be Europe's highest". CNPlus.co.uk, 20 de maio de 2009. Acessado em 2 de fevereiro de 2012. Ele foi projetado com uma forma triangular irregular a partir da base até o topo e foi vestido inteiramente de vidro. A estrutura do edifício foi concluída em abril de 2012 e foi inaugurado em 5 de julho de 2012."Prince Andrew and Qatari prime minister to open Shard on 5 July". LondonSE1, 30 de abril de 2012. Acessado em 1 de maio de 2012.
História Planejamento Em 1998, o empresário londrino Irvine Sellar e seus sócios da época decidiram construir um novo arranha-céu no lugar das Southwark Towers, construídas na década de 1970, após a publicação de um livro branco do governo britânico que incentivava a construção de edifícios altos junto a importantes nós de transporte. Sellar viajou para Berlim na primavera de 2000 para se encontrar com o arquiteto italiano Renzo Piano em um restaurante. Segundo Sellar, Piano transmitiu seu desprezo por edifícios altos convencionais durante a refeição e, em seguida, virou o cardápio do restaurante e desenhou uma escultura em forma de agulha emergindo do Rio Tâmisa.
miniaturadaimagem|esquerda|190px|As Southwark Towers, que foram demolidas em 2008 para permitir a construção do The Shard. Em julho de 2002, o então vice-primeiro-ministro do Reino Unido, John Prescott, ordenou que uma consulta de planejamento fosse realizada após a oposição ao projeto do The Shard pela Commission for Architecture and the Built Environment e vários órgãos patrimoniais, incluindo a Royal Parks Foundation e a English Heritage. A consulta ocorreu entre abril e maio de 2003, e em 19 de novembro de 2003, o escritório do vice-primeiro-ministro anunciou que a permissão de construção havia sido concedida. O governo declarou que: O Sr. Prescott aprovaria apenas arranha-céus de design excepcional. Para que um edifício deste tamanho seja aceitável, a qualidade do seu design é crítica. Ele está satisfeito por a torre proposta ser da mais alta qualidade arquitetônica possível.
Sellar e seus sócios originais, CLS Holdings plc e CN Ltd (atuando em nome do Halabi Family Trust), garantiram em setembro de 2006 um pacote de financiamento provisório de 196 milhões de libras da Nationwide Building Society e da Kaupthing Singer & Friedlander. Isso permitiu que eles quitassem os custos já incorridos e comprassem o aluguel das Southwark Towers dos inquilinos do edifício, a PricewaterhouseCoopers. Um ano depois, o lote estava completamente vazio, após a PricewaterhouseCoopers completar a mudança de seus escritórios.
Em setembro de 2007, começaram os preparativos para a demolição das Southwark Towers. No entanto, posteriormente no mesmo mês, a incerteza nos mercados financeiros colocou a construção do The Shard em perigo, ameaçando tornar o projeto um exemplo do índice dos arranha-céus. Em novembro de 2007, o contrato para construir o The Shard foi adjudicado à construtora Mace por um preço fixo de não mais de 350 milhões de libras. No entanto, em outubro de 2008, esse preço aumentou para quase 435 milhões de libras.
Em abril de 2008, a demolição das Southwark Towers estava em andamento com progressos visíveis, e em outubro, a altura do edifício havia sido reduzida a ponto de não ser mais visível no horizonte. A demolição foi concluída no início de 2009, e então começou a preparação do terreno para a construção do The Shard.
Financiamento No final de 2007, a crescente incerteza nos mercados financeiros globais gerou preocupações sobre a viabilidade do The Shard. No entanto, em janeiro de 2008, Sellar anunciou que havia garantido o financiamento de um consórcio de investidores do Catar, que pagaram 150 milhões de libras por 80% do projeto. O consórcio incluía o Qatar National Bank, QInvest, Qatari Islamic Bank e a incorporadora imobiliária Barwa Real Estate, além da Sellar Property. O acordo incluía a compra das participações de Halabi e da CLS Holdings, e parte da Sellar Property. Os novos proprietários prometeram fornecer a primeira parcela de financiamento, permitindo o início da construção da torre. Em 2009, o Estado do Catar consolidou sua propriedade do London Bridge Quarter, o complexo que inclui o The Shard, por meio da compra das participações dos investidores privados cataris. Atualmente, o London Bridge Quarter é propriedade conjunta do Estado do Catar e da Sellar Property.
Construção Em fevereiro de 2009, um guindaste móvel e uma pequena plataforma de cravação de estacas chegaram ao lote. No início de março de 2009, o guindaste começou a cravar vigas de aço no solo como preparação para a construção do edifício. A construção propriamente dita começou em 16 de março de 2009. Em 28 de abril, as primeiras peças de aço começaram a ser introduzidas nas estacas do The Shard. Cinco guindastes foram usados para construir a torre, dos quais quatro subiam com ela à medida que ela se elevava. O guindaste 1 foi erguido em setembro de 2009 e o guindaste 2 no início de outubro. Em 20 de outubro de 2009, vigas de aço começaram a aparecer no lote, e a parte norte do lote foi concretada, já pronta para a instalação do guindaste 3.
Em março de 2010, o núcleo de concreto subia cerca de três metros por dia. Após uma pausa entre março e abril de 2010, continuou a subir, atingindo em meados de junho o andar 33, quase no mesmo nível do topo do Guy's Hospital, que tem 143 m de altura. Em 27 de julho de 2010, o núcleo parou de subir, após atingir o andar 38, e foi reconfigurado para continuar a construção. Em meados de novembro de 2010, o núcleo havia atingido o andar 68, o aço da torre chegava ao andar 40 e o revestimento de vidro envolvia um terço do edifício. No final de novembro, a altura do núcleo ultrapassou 235 m, encerrando assim os dezoito anos de reinado do One Canada Square como o edifício mais alto do Reino Unido.
O núcleo de concreto do The Shard atingiu sua altura máxima, ou seja, o andar 72, no início de 2011, com uma altura de 245 m. Em janeiro de 2011, foram instaladas fôrmas hidráulicas, usadas para moldar as lajes de concreto da parte do hotel e apartamentos da torre, e elas subiram até atingir o andar 69. Em 25 de janeiro de 2011, as bombas começaram a concretar a primeira laje de concreto, a do andar 41. No final de fevereiro de 2011, as lajes de concreto haviam atingido o andar 46, e em média uma nova laje era concretada a cada semana. O revestimento também progredia, principalmente na "mochila" da torre.
Em fevereiro de 2011, descobriu-se que havia uma raposa-vermelha (V. vulpes) vivendo no andar 72, ainda em obras, que havia subido pela escada central do canteiro. Apelidada de Romeo pela RSPCA, o animal foi resgatado e devolvido ao seu habitat natural.
Em agosto de 2011, houve um progresso constante na construção, e o revestimento já cobria mais da metade do exterior do edifício. A concretagem das lajes atingiu o andar 67, e o revestimento da torre atingiu o andar 58. Em meados de agosto, a fôrma do núcleo havia sido removida. Em 19 de setembro de 2011, a estrutura de aço da torre se aproximava da altura do núcleo, já completo, atingindo quase 244 m. Em 24 de setembro, foi erguido um último guindaste (o mais alto da história do Reino Unido) para instalar a agulha que coroa o arranha-céu. A agulha foi pré-fabricada com base em modelos 3D e submetida a um "teste de funcionamento" em Yorkshire antes de ser colocada no topo do edifício. No final de dezembro de 2011, o The Shard tornou-se o edifício mais alto da União Europeia, superando a Commerzbank Tower em Frankfurt, Alemanha.
A estrutura de aço do The Shard foi coroada em 30 de março de 2012, quando sua agulha, com 66 m de altura e 500 toneladas de peso, foi colocada. A estrutura de aço atingiu assim uma altura de 308,5 m. Pouco depois, os últimos 516 painéis de vidro foram instalados, coroando a torre com sua altura total de 309,7 m.
Cronologia da Construção
Arquitetura miniaturadaimagem|direita|220px|Estrutura interna da agulha e dos últimos andares do The Shard, vista do mirante no andar 72.
Renzo Piano, o arquiteto do projeto, projetou o The Shard como uma escultura em forma de agulha emergindo do Rio Tâmisa. Ele se inspirou nas linhas ferroviárias que passam ao lado do terreno, nos pináculos de Londres retratados pelo pintor veneziano Canaletto e nos mastros de barcos à vela. O projeto de Piano recebeu críticas da English Heritage, que afirmou que o edifício seria "um fragmento [shard] de vidro atravessando o coração da Londres histórica", dando ao edifício seu nome, The Shard. Piano considerava que a torre seria uma contribuição positiva para o horizonte de Londres, que lembraria os pináculos das igrejas que aparecem nas gravuras históricas da cidade, e acreditava que sua presença seria muito mais delicada do que os oponentes do projeto sustentavam. Ele propôs um envidraçamento sofisticado, com fachadas expressivas compostas por painéis de vidro angulares que pretendiam refletir a luz do sol e o céu, de modo que a aparência do edifício mudasse conforme o clima e as estações. O edifício tem onze mil painéis de vidro, com uma área total de 56.000 m², equivalente à área de dez campos de futebol.
O The Shard foi projetado com a eficiência energética em mente. Está equipado com uma usina de cogeração que usa gás natural da National Grid. O combustível é convertido de forma eficiente em eletricidade e o calor da máquina é recuperado para fornecer água quente ao edifício.
Após a destruição do World Trade Center nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, arquitetos e engenheiros em todo o mundo começaram a reconsiderar o projeto de edifícios altos. Os primeiros projetos conceituais do The Shard foram um dos primeiros a serem modificados após a publicação do relatório do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos sobre o colapso do World Trade Center. O edifício é projetado para manter sua estabilidade sob condições muito exigentes. Seus pavimentos de concreto protendido e composto, seus pilares de carga e sua forma piramidal lhe conferem uma tolerância ao balanço de 40 cm.
Em 2014, o The Shard conquistou o primeiro lugar nos Emporis Skyscraper Award, que reconhecem edifícios com mais de 100 m de altura concluídos no ano anterior. Os jurados da Emporis o descreveram como "um arranha-céu que é reconhecido imediatamente e que já é considerado o novo símbolo de Londres". thumb|right|220px|O The Shard no dia de sua inauguração, em 5 de julho de 2012. Uso AndaresUso 73–95 Agulha 68–72 The View from The Shard (mirante) 53–65 Residências 34–52 Shangri-La Hotel 31–33 Restaurantes (Hutong, Oblix e Aqua Shard) 3-28 Escritórios 1–2 Varejo e recepção dos escritórios Térreo Entradas do hotel, restaurantes e mirante
Fontes: The-Shard.com e Billionpoints.de
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