Felipe Massa (São Paulo, 25 de abril de 1981) é um automobilista que atualmente compete na Stock Car Pro Series pela equipe TMG Racing. Sua estreia na categoria foi em 2021, pela equipe Lubrax Podium, onde ficou até 2023. Ele correu na Fórmula 1 em e entre os anos de e , tendo passagens pela , e . Por um ponto, ele foi vice-campeão mundial de Fórmula 1 em pela , vencido por Lewis Hamilton, resultado que Massa contesta, devido a um polêmico final de corrida no GP de Singapura daquele mesmo ano.
Carreira
Anos iniciais esquerda|miniaturadaimagem|Massa nas 500 milhas de kart da Granja Viana em 2009 Começou sua carreira no kart, quando tinha apenas oito anos de idade. Ainda morava em Botucatu na época em que encontrou seu então ídolo Ayrton Senna e pediu-lhe um autógrafo — que foi negado.
Em 1997, Felipe Massa participou da primeira edição das 500 Milhas de Kart, sendo campeão em parceria com Guilherme Rocha, Juliano Bertuccelli, João Paulo Bertuccelli, Tuka Rocha e Júlio Campos. Ele voltou a triunfar em 2002, quando correu com Rubens Barrichello e Tony Kanaan, e em 2009, quando competiu ao lado de Lucas di Grassi e Júlio Campos.
Fez sua estreia nos monopostos pela Fórmula Chevrolet, onde competiu entre os anos de 1997 e 1999. Na sua temporada de estreia, Massa fez apenas duas corridas e ficou em vigésimo sexto. Em 1998, fez a temporada completa, sendo sexto colocado. No ano seguinte, Massa obteve três vitórias e foi campeão, se beneficiando de uma desclassificação de Fábio Carbone. Este chegou a entrar na justiça para reverter o resultado, mas seus recursos foram negados e o título de Massa foi confirmado, com ele tendo 123 pontos, dois a mais do que Carbone.
Em 2000, Massa correu na Fórmula Renault pela equipe Cram Competition, sendo campeão italiano e alemão. Na série italiana, Massa empatou em número de pontos com o vice Raffaele Giammaria, mas ficou com o título por ter quatro vitórias, o dobro do italiano. Já no campeonato alemão, Massa teve três vitórias e fez 140 pontos, enfrentando um jovem Kimi Raikkonen. A conquista do título se deu em Valência, mesma pista na qual Massa tinha sido campeão da F-Renault Italiana. Ele se envolveu em um acidente com Charles Zwolsman, também candidato ao título, e como ambos abandonaram a prova, Massa pôde comemorar mais um triunfo.
Em 2001, Massa disputou a Fórmula 3000 Europeia com a Draco Racing, onde foi campeão dominante, com seis vitórias em oito corridas, fazendo quase o dobro da pontuação do vice, Thomas Biagi. Massa conquistou o título na penúltima corrida da temporada, na qual ele venceu, enquanto Biagi abandonou.
Fórmula 1
Sauber (2002, 2004–2005)
Em , teve sua estreia na Fórmula 1 na equipe , sendo companheiro de Nick Heidfeld. Foi um ano difícil para o brasileiro, que só pontuou em três etapas. A primeira delas foi na Malásia, na qual ele saiu do décimo quarto para um sexto lugar que o tornou, aos 20 anos, o mais jovem brasileiro a pontuar na F1. Ele repetiu esse resultado na etapa da Europa, e ainda o superou com um quinto lugar na Espanha. Porém, Massa cometeu diversos erros, como no Grande Prêmio da Itália, onde ele bateu em Pedro de la Rosa e foi punido com dez posições, o que fez a Sauber o suspender por uma prova, colocando Heinz-Harald Frentzen para correr em seu lugar nos EUA. Massa ainda teve que lidar com o favorecimento a Heidfeld, recebendo ordens de equipe para ceder posições ao alemão. Massa cumpriu na Alemanha, mas desobedeceu no GP da Europa e acabou demitido. Somando quatro pontos, Massa se classificou em décimo terceiro lugar, com três pontos a menos que Heidfeld, o décimo.
Com todas as vagas preenchidas para o campeonato de , Massa acabou sendo piloto de testes da .
Felipe retornou como titular em novamente pela equipe Sauber, ficando até 2005. Em 2004, Massa foi companheiro de Giancarlo Fisichella, e mostrou evolução, pontuando em cinco etapas da temporada. Seu melhor resultado foi o quarto lugar na Bélgica, e o paulista foi o 12º colocado, marcando o triplo de pontos que fez em 2002, mas ficando uma posição abaixo de Fisichella, que o superou por dez pontos.
Em 2005, Massa recebeu Jacques Villeneuve, campeão de , como mais novo companheiro. Pontuou em quatro etapas e voltou a ter um quarto lugar como melhor resultado, conquistando isso no Canadá. O brasileiro fez onze pontos e ficou na 13ª colocação, uma posição acima de Villeneuve, que fez dois pontos a menos que ele.
No mesmo ano, Rubens Barrichello anuncia sua saída da equipe italiana, posto que foi ocupado por Felipe Massa em 2006, sendo companheiro de equipe de Michael Schumacher. Massa foi anunciado para a equipe em agosto de 2005.
Ferrari (2006–2013) miniaturadaimagem|Massa comemorando a vitória no Já no seu primeiro ano pela Ferrari, Massa alcançou sua primeira vitória na categoria no Grande Prêmio da Turquia (27 de agosto de 2006), ficando em terceiro lugar no campeonato.
Felipe Massa ganhou em casa o Grande Prêmio do Brasil em 22 de outubro de 2006, sendo o primeiro brasileiro a vencer em Interlagos desde Ayrton Senna, em 1993. Foi a 90ª vitória brasileira na Fórmula 1. Com a aposentadoria de Schumacher, Felipe teve chances de brigar pelo título do Campeonato Mundial de Fórmula 1 em , mas, devido a problemas durante a temporada, acabou em quarto lugar. Em , pela primeira vez na carreira, assumiu, após vencer na França, a liderança do Mundial, entrando na história como o primeiro piloto brasileiro a liderar o campeonato depois de Ayrton Senna, em 1993.
2008: vice-campeonato Felipe Massa terminou como vice-campeão Mundial de F1 de 2008, a um ponto do Lewis Hamilton. O título foi decidido na penúltima curva da última volta da última corrida da temporada, o Grande Prêmio do Brasil, vencido por Felipe. Na ocasião, já tinha começado a chover e todos os seis primeiros pilotos do grid já estavam de pneus intermediários, exceto o alemão Timo Glock, que estava na quarta posição. Faltando três voltas para o fim Sebastian Vettel ultrapassou Glock, que caiu para quinto lugar. Na penúltima curva da última volta, Timo Glock, ainda de pneus slicks (pneus para pista seca), não tracionou o carro direito e Lewis Hamilton, concorrente ao título, que vinha no "desespero", ultrapassou o alemão (no momento em que Felipe Massa já tinha vencido a corrida), indo à quinta posição, colocação que deu o título a Hamilton, por um ponto.
Quinze anos depois, em abril de 2023, Massa declarou que poderia ir aos tribunais contra a FIA, para contestar a perda do campeonato naquele ano. Segundo o piloto, as ações legais seriam tomadas com base em recentes declarações de Bernie Ecclestone, então chefe da categoria, de que tinha conhecimento de uma manipulação do resultado do GP de Cingapura daquele ano. Massa alega que poderia ter ficado com o título mundial, desbancando Lewis Hamilton, se não houvesse aquela manipulação. "Se as duas pessoas mais poderosas (da categoria), o chefão da Fórmula 1 e o chefão da FIA, sabiam em 2008 e se calaram, isso é muito grave e inadmissível para o esporte. A corrida de Cingapura afetou diretamente todo o automobilismo brasileiro", afirmou o piloto. Conhecido como "Cingapuragate", foi um dos mais polêmicos casos da história da Fórmula 1. Naquela etapa, Massa disputava o título com Hamilton, tendo sido o pole position. O brasileiro liderava a prova quando Nelsinho Piquet bateu contra o muro, provocando a entrada do safety car, o que beneficiou Fernando Alonso, companheiro de Nelsinho na equipe Renault, e que terminou vitorioso naquele GP. Um ano depois, Nelson Piquet declarou que seu filho batera propositalmente por ordem de Flavio Briatore, que era o chefe da equipe, para beneficiar Alonso. O caso foi investigado pela FIA, que puniu os envolvidos. Briatore foi banido da Formula 1, decisão que seria revogada posteriormente, e o engenheiro Pat Symonds também foi responsabilizado pela ordem dada a Nelsinho. Symonds foi suspenso por cinco anos, tornando-se depois diretor técnico da Formula 1.Massa avalia processar F-1 e contestar título de Hamilton em 2008: ‘Só me interessa a justiça’F1: Ecclestone afirma que Massa merecia título de 2008 enquanto Hamilton “teve sorte”
2009: Acidente Durante o treino classificatório para o Grande Prêmio da Hungria, em 2009, Felipe Massa foi atingido na cabeça por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello. O piloto brasileiro ficou inconsciente e colidiu contra a proteção de pneus. Dois fatos comprovam que Massa ficou inconsciente: ele não soltou o volante do carro no momento da colisão (prática comum para se evitar fraturas) e a transmissão relatava que ele estava freando e acelerando ao mesmo tempo.
Após o resgate de helicóptero, foi levado para o Hospital Militar de Budapeste, onde foram diagnosticadas fraturas no crânio e uma pequena lesão cerebral. O piloto teve de passar por uma cirurgia e chegou a ficar em coma induzido e respirando com a ajuda de aparelhos.
A mola que acertou o piloto da Ferrari era de aço, media 12 cm de diâmetro e pesava 500 g, componente do carro da . O impacto foi equivalente a 152 kg, considerando a velocidade do carro a 280 km/h (média em que é realizada a curva quatro de Hungaroring).
Após nove dias do acidente, o piloto deixou o Hospital de Budapeste caminhando e embarcou para o Brasil. Chegando a São Paulo foi internado no Hospital Albert Einstein, onde passou por uma série de exames que descartaram a necessidade de uma nova cirurgia e no dia seguinte recebeu alta.
Michael Schumacher chegou a ser anunciado para ser o substituto de Massa no Grande Prêmio da Europa, em Valência, na Espanha mas por não ter se recuperado completamente das lesões causadas por um acidente de moto em fevereiro acabou desistindo de retornar às pistas. O substituto de Massa nos grandes prêmios da Europa e da Bélgica foi o italiano Luca Badoer, que ficou em último lugar nas duas etapas (tanto no grid quanto na corrida). Por este motivo, Badoer não foi substituto de Massa a partir do em 13 de setembro. A partir de então, até o final da temporada, o substituto do piloto brasileiro foi o também italiano Giancarlo Fisichella.
2010: Retorno às pistas Em 6 de outubro o piloto, confirmado para a temporada de 2010 da Fórmula 1, retornou a Ferrari, onde começou a treinar em um simulador. Seis dias depois o piloto iniciou os testes na pista de Fiorano, em Maranello, com o modelo F2007.
No ano seguinte, no Grande Prêmio do Barém, em 14 de março de 2010 conseguiu a segunda colocação. Na corrida seguinte, no Grande Prêmio da Austrália, Felipe conseguiu mais um pódio chegando na terceira colocação e chegou a assumir a liderança do mundial após completar na sétima colocação o Grande Prêmio da Malásia. Entretanto, Felipe teve uma série de resultados negativos a partir dessa corrida. Chegando inclusive a se envolver em duas polêmicas: a primeira quanto a uma manobra de Fernando Alonso na entrada dos boxes do Grande Prêmio da China. Na ocasião, durante a vigésima terceira volta, quando o safety car entrou na pista após um acidente, Massa ia à frente para o boxe, mas o espanhol o ultrapassou na entrada dos pits e levou vantagem sobre o brasileiro gerando críticas e um clima tenso na equipe. A segunda polêmica foi quanto a um suposto jogo de equipe durante o Grande Prêmio da Alemanha e, novamente, envolvia Fernando Alonso. Massa tinha assumido a ponta na largada e liderado a maior parte da prova, entretanto a equipe julgou que o piloto espanhol era mais rápido e pediu a Felipe que cedesse a posição. Felipe o fez e Alonso venceu a prova. O ocorrido gerou muitas críticas, já que o regulamento proíbe "ordens de equipe que interfiram no resultado da corrida", e a Ferrari foi multada em US$ 100 mil, além de o caso ter sido encaminhado ao Conselho Mundial da FIA onde será julgado e os acusados poderão sofrer outras penas.
2012: superação 220px|miniaturadaimagem|Massa durante os treinos livres para o Grande Prêmio da Malásia de 2012.