The Sacred Fount (em português, A fonte sagrada) é um romance de Henry James, publicado primeiramente em 1901JAMES, Henry. The Sacred Fount. Consultado em 7/1/2013.. Este livro estranho, às vezes incompreensível, trata de um narrador que tenta descobrir a verdade sobre a vida amorosa de seus colegas de festa num final de semana em uma casa de campo inglesa. Ele considera ignóbeis os métodos "do detetive e o buraco da fechadura""What's ignoble is the detective and the keyhole." - "O que é ignóbil é o detetive e o buraco da fechadura." Op. cit., capítulo IV. , e, ao invés desses métodos, tenta decifrar os relacionamentos apenas pelo comportamento e aparência de cada convidado. Para tanto, gasta muita energia e engenho em suas teorias, para a diversão de algumas pessoas da festa. Edmund Wilson disse sobre este texto: "Se alguém realmente chegasse ao fundo da fonte sagrada, lançaria bastante luz sobre Henry James""If anyone really got to the bottom of the sacred fount, he would throw a great deal of light on Henry James". WILSON, Edmund, apud JAMES, Henry. The Sacred Fount. Londres: Penguin, 1994.

Enredo

Enquanto espera o trem para levá-lo a uma festa de final de semana no interior, o narrator (que permanece não nomeado até o fim do livro) percebe que Gilbert Long, um conhecido que o acompanha, parece muito mais comunicativo e seguro que antes. Ele também vê a senhora Brissenden (alcunhada de "sra. Briss") muito mais jovem do que seu esposo, apesar de ser pelo menos dez anos mais velha. O narrador começa, então, a teorizar que Long e a sra. Briss estão recebendo sua vitalidade, de forma quase vampiresca, da fonte sagradaO nome do romance seria derivado do mito de Egéria, ninfa mitóligica que seria conselheira do rei Numa Pompílio. Segundo Ovídio, quando o rei morreu, a ninfa chorou tanto que foi transforma em uma fonte. cf. JAMES, Henry. The Sacred Fount. Londres: Penguin, 1994, pg. 188. Este mito é mencionado durante a narração: "We shall find the right woman--our friend's mystic Egeria?" - "Nós acharemos a mulher certa -- a Egéria mística de nosso amigo?" Op. cit., capítulo III. da energia de seus parceiros sexuais. A princípio, o narrador presume que a fonte da nova segurança e inteligência de Long é uma certa lady John.

Posteriormente ele muda de ideia, constantemente discutindo suas teorias com outros na festa, especialmente com o pintor Ford Obert. O narrador percebe que outra mulher na festa, May Server, parece cansada e começa a se perguntar se não seria ela a amante fornecendo vitalidade para Long. Com o passar do tempo, o narrador começa a construir teorias extremamente elaboradas sobre quem está tomando vitalidade de quem, e se certas pessoas não estariam agindo como distrações para os amantes reais. Em uma longa confrontação com a sra. Briss, antes de partir de volta para casa, ela diz que as teorias do narrador são ridículas, e que ele entendeu completamente errado as verdadeiras relações de seus colegas de festa. Ela termina por dizer que ele é louco, e esta última palavra deixa o narrador decepcionado e derrotado.

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