Rita da Armênia era filha do rei Leão III da Armênia e da rainha Keran e princesa do Reino Armênio da Cilícia. Ela era também esposa do coimperador bizantino Miguel IX Paleólogo e, portanto, uma imperatriz-consorte júnior do Império Bizantino. Em 1317, ela se tornou a única imperatriz com a morte de Irene de Monferrato. Para os bizantinos, ela era conhecida como Maria.

História Rita foi imperatriz-consorte júnior entre 1294 e 1317, juntamente com sua contraparte sênior, Irene de Monferrato, a esposa de Andrônico II Paleólogo e madrasta de Miguel IX. A partir de 1303, Andrônico e Irene passaram a manter cortes separadas, com o imperador morando em Constantinopla e Irene, em Tessalônica. Rita finalmente se tornou a única imperatriz quando Irene morreu em 1317.

E assim ela permaneceu pelos três anos seguintes. Em 1319, porém, seu segundo filho foi assassinado num erro de julgamento. O príncipe Andrônico, apesar de manter amantes, suspeitava da fidelidade da mãe e designou algumas pessoas de confiança para vigiá-la e para atacar quem tentasse entrar em seus aposentos. Numa noite, o irmão mais novo de Andrônico, Manuel, se aproximou, os vigias não o reconheceram e ele acabou morto pelos asseclas do irmão.

O caso afetou seriamente a saúde de Miguel IX e ele morreu em 12 de outubro de 1320. A perda dos dois príncipes também afetou seriamente a relação entre Andrônico II e Andrônico III. Avô e neto começaram uma guerra civil que duraria sete anos e acabaria com a vitória de Andrônico III. Enquanto isso, Rita, agora viúva, se retirou para um mosteiro, assumiu o nome de Xene e ali morreria cinco anos depois do final da guerra.

Casamento e filhos Uma crônica atribuída a Hetum II da Armênia é parte de uma coleção conhecida como "Recueil des Historiens des Croisades". De acordo com uma passagem sobre o nascimento de Rita, ela seria gêmea da princesa Teófana da Armênia.

A "História" de Jorge Paquimeres relata que Andrônico II Paleólogo começou a negociação com Leão enquanto buscava uma esposa para seu filho e coimperador Miguel. Levou ofereceu-lhe Rita e o casamento se realizou em 16 de janeiro de 1294. A princesa tinha dezesseis anos e Miguel, dezessete.

Na corte bizantina, Rita assumiu o nome de Maria e teve quatro filhos com Miguel: Andrônico III Paleólogo, imperador entre 1328 e 1341 Manuel Paleólogo, déspota, assassinado em 1319. Ana Paleóloga, que se casou com Tomás I Comneno Ducas (do Despotado de Epiro) e, depois, com Nicolau Orsini (do Condado de Cefalônia). Morreu em 1321. Teodora Paleóloga, que se casou com Teodoro Esfendóstlabo da Bulgária e, depois, com . Ela morreu depois de 1330.

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